Título da dissertação/tese em português (preferência digitado ou letra legível): Aproveitamento de resíduos de polpas de cajá e caju para produção de chips fortificados com ferro.
resíduos de frutas; chips; fitoquímicos; secagem convectiva; impregnação; ferro bioacessível.
Agroindústrias de frutas geram grandes volumes de resíduos ricos em nutrientes, por isso, este trabalho teve como objetivo utilizar resíduos das polpas de cajá e caju para elaboração de chips fortificados com sulfato ferroso (FeSO4). A secagem foi previamente otimizada utilizando metodologia de superfície de resposta (RSM) e função de desejabilidade (Fd). Para a impregnação com FeSO4, foram utilizadas as técnicas de pressão atmosférica e vácuo. O teor de ferro total foi determinado por espectrometria de absorção atômica com chama, as concentrações de Fe II e Fe III foram obtidas por métodos de especiação química. Também foi conduzido um ensaio da bioacessibilidade in vitro do ferro impregnado. Os chips apresentaram teores de 405,15 mg EAG/100g MS de fenólicos, 370,44 mg/100g MS de ácido ascórbico e 1.358 μg/100g MS de carotenoides. Os parâmetros de cor L*, a* e b* confirmaram a pigmentação natural característica da concentração de fitoquímicos. Os chips impregnados com FeSO4 retiveram 82,02% e 90,90% do ferro adicionado, com teores de Fe II (16, 05 mg/100g MS) e Fe III (13,39 mg/100 MS). A bioacessibilidade in vitro foi de 10,33%, equivalente a 2,64 mg/100g. Portanto, os chips possuem características funcionais para a saúde humana. Fortificados com ferro, configuram-se como um veículo alimentar para o combate à deficiência desse mineral em escala mundial. Esta pesquisa contribui para os Objetivos de
Desenvolvimento Sustentável (ODS), reforçando práticas alinhadas à economia circular.