Banca de DEFESA: GIRLENY BIANCA LIMA DA SILVA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: GIRLENY BIANCA LIMA DA SILVA
DATA : 24/07/2026
HORA: 14:00
LOCAL: Google Meet
TÍTULO:

PONTOS QUÂNTICOS APLICADOS EM FLUOROIMUNOENSAIOS PARA A DETECÇÃO DE ANTICORPOS IgM


PALAVRAS-CHAVES:

Nanopartícula. Microplaca. Papel. Fluorescência.


PÁGINAS: 60
RESUMO:

Nesse contexto, os fluoroimunoensaios são ferramentas promissoras, podendo ser realizados em diferentes suportes, como microplacas e papel. A sensibilidade, a especificidade e a robustez desses ensaios estão associadas às sondas fluorescentes empregadas. Nesse âmbito, os pontos quânticos (PQs), nanocristais fluorescentes de semicondutores, destacam-se devido a sua alta fotoestabilidade e superfície ativa para conjugação com anticorpos. Este estudo objetivou desenvolver conjugados de PQs e anticorpos anti-IgM (PQs-anti-IgM) e avaliá-los em fluoroimunoensaios baseados em microplaca e papel, do tipo immunoblotting, para detecção de anticorpos IgM humano, como molécula modelo. Para tanto, PQs de CdTe foram sintetizados em meio aquoso, conjugados covalentemente a anticorpos anti-IgM, e a eficiência da conjugação foi avaliada por ensaio fluorescente em microplaca (EFM). Para a detecção de IgM utilizando microplacas, os poços foram sensibilizados com o anticorpo e o bloqueio realizado com albumina sérica bovina (BSA), com incubações overnight 4 °C. A detecção de IgM pelo conjugado PQs-anti-IgMfoi avaliada após incubações de 2 h e 30 min, também a 4 oC. A estabilidade do conjugado foi monitorada ao longo do tempo. Noimmunoblotting foram avaliadas duas membranas: (i) nitrocelulose e (ii) fluoreto de polivinilideno (PVDF). As membranas foram previamente cortadas em formato retangular de 1x3 cm (largura x comprimento) e hidratadas, respectivamente com água ultra-pura e metanol absoluto. A membrana de PVDF foi lavada com água ultra-pura e ambas as membranas foram secas a 37 ºC. Em seguida, avaliou-se a formação e a definição da gota após o gotejamento do conjugado, bem como o uso de uma máscara para a delimitação da área. A membrana de melhor desempenho foi aplicada para a detecção de IgM. Para isso, a biomolécula foi gotejada na área delimitada (teste) da membrana e incubada a 4 °C por 1 h, seguida de bloqueio com BSA por 1 h à temperatura ambiente. O BSA também foi aplicado em outra área delimitada da membrana, sendo utilizada como controle para avaliação de interações inespecíficas. Por fim, o conjugado foi adicionado às áreas teste e controle e incubado por 30 min a 4 °C, seguido de etapas de lavagem com tampão fosfato salino contendo Tween 20 entre cada incubação.Os PQs apresentaram diâmetro de 3,5 nm e máximo de emissão em ca. 624 nm. No EFM obteve-se uma fluorescência relativa (FR%) de 5.477%, indicando uma conjugação efetiva. O conjugado de PQs-anti-IgM mostrou-se eficiente na detecção de IgM com tempo de detecção reduzido (30 min). Ademais, o conjugado se mantive fluorescente e ativo por pelo menos 12 meses de armazenamento. A membrana de PVDF apresentou melhor definição da gota, sem espalhamento, e o uso da máscara proporcionou maior reprodutibilidade para o ensaio. Ademais, foi possível detectar efetivamente a IgM pelo immunoblotting, observando-se fluorescência apenas na área de teste, sob lâmpada UV.Além disso, a membrana manteve o sinal fluorescente após 15 dias e 1 mês de armazenamento, evidenciando a estabilidade do ensaio. Portanto, o conjugado PQs-anti-IgM mostrou-se promissor para ser aplicado em fluoroimunoensaios indiretos,baseados em microplacas ou papel, com potencial de ser utilizado na detecção de anticorpos IgM associados a doenças.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1542785 - ADRIANA FONTES
Externo ao Programa - 1839345 - OTACILIO ANTUNES SANTANA - UFPEExterna à Instituição - MARIA ISABELA DE ANDRADE PEREIRA
Notícia cadastrada em: 09/07/2026 10:48
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