O surto do vírus Zika no Brasil levou ao aumento dos casos de microcefalia,
exigindo cuidados contínuos e especializados. Este estudo analisa a percepção
do ambiente ambulatorial por cuidadores de crianças com microcefalia em um
consultório de gastroenterologia pediátrica de um hospital universitário, visando
compreender as interações entre os elementos do sistema humano-tarefa-
ambiente nesse contexto. Busca-se melhorar o conforto, a funcionalidade e a
experiência de atendimento, favorecendo a aceitação do tratamento e reduzindo
a evasão. A pesquisa foi fundamentada em duas abordagens complementares
de revisão de literatura, sistemática e narrativa, e adota a Metodologia
Ergonômica para o Ambiente Construído (MEAC), cuja primeira fase já foi
analisada preliminarmente. A percepção ambiental dos cuidadores será avaliada
por meio das técnicas da Constelação de Atributos e do Poema dos Desejos,
permitindo uma análise integrada entre aspectos objetivos e subjetivos do
ambiente. Os resultados esperados visam contribuir para a criação de ambientes
mais humanizados e funcionais, promovendo o bem-estar físico e emocional dos
usuários e fortalecendo a adesão ao tratamento.