AMBIENTE E CONSUMO ALIMENTAR DE ADOLESCENTES DA REDE PÚBLICA ESTADUAL DE ENSINO DE LAGOA DE ITAENGA, PE
Ambiente alimentar; Consumo alimentar; Adolescentes; Estado nutricional; Regiões interioranas.
Introdução: A adolescência é a fase da vida compreendida entre 10 e 19 anos de idade, sendo o período de transição entre a infância e a vida adulta, caracterizada por mudanças, descobertas e transformações determinantes para a incorporação de hábitos e estilos de vida. No que diz respeito ao ambiente alimentar, este abrange fatores relacionados à situação socioeconômica, cultural, a disponibilidade, acessibilidade, conveniência, promoção e qualidade, e sustentabilidade de alimentos e bebidas nos espaços em que os indivíduos estão inseridos. Logo, à medida que os adolescentes envelhecem, seus comportamentos relacionados à alimentação moldam e são moldados pela interação entre esses fatores. Nota-se que estudos realizados sobre o ambiente alimentar e adolescentes ainda é escasso, principalmente em regiões interioranas, que possuem uma acessibilidade maior a alimentos in natura ou minimamente processados. Objetivo: Avaliar a influência do ambiente alimentar sobre o consumo alimentar e estado nutricional dos adolescentes da rede pública estadual de ensino do município de Lagoa de Itaenga, Pernambuco. Métodos: Trata-se de um estudo transversal com delineamento descritivo e exploratório, de abordagem quantitativa realizado na única escola estadual do município de Lagoa de Itaenga, Pernambuco. Os instrumentos utilizados foram o questionário sociodemográfico, questionário territorial de entorno escolar, Questionário Semiquantitativo de Frequência Alimentar Simplificado para Adolescentes e Instrumento para Avaliação do Comércio Informal de Alimentos no Entorno de Escolas, além da avaliação do estado nutricional. A normalidade dos dados foi testada através do teste de Kolmogorov-Smirnov. Resultados: Participaram voluntariamente 273 adolescentes do estudo, sendo 157 do sexo feminino e 116 do sexo masculino, com idade predominante de 16 anos em ambos os sexos (36,3%), a raça predominante auto relatada foi a parda, com 62,7%. No que se refere ao consumo alimentar, a maior frequência foi de alimentos in natura e minimamente processados (39,8%). Sobre o estado nutricional dos adolescentes, não houve diferenças no IMC e IMC para idade, mas foi observado diferença no peso corporal, com 56,9% no sexo feminino e 64,9% no sexo masculino. O ambiente alimentar e a sua influência no consumo alimentar dos adolescentes, os dados estão sendo analisados atualmente.