Estratégias não farmacológicas na regressão do pré-diabetes
Estado pré-diabético; plasticidade fenotípica; bioquímica; terapêutica; promoção da saúde.
Os últimos anos foram marcados pelo aumento global das crônicas não comunicáveis, incluindo as doenças metabólicas, como a resistência à insulina e o diabetes mellitus tipo 2 (DM2). Um estado de resistência à insulina capaz de gerar prejuízos à homeostase glicídica antecede o estabelecimento do DM2, o que é compeendido como pré-diabetes, período no qual as concentrações de glicose estão elevadas, porém não o suficiente para o diagnóstico de DM2. Indivíduos acometidos pelo pré-diabetes geralmente não apresentam sintomas, mas podem manifestar alterações no perfil bioquímico, pressórico e antropométrico, as quais podem ser atenuadas por intervenções terapêuticas não farmacológicas. Diante disso, o objetivo deste estudo foi fazer uma revisão sistemática para avaliar estratégias não farmacológicas potencialmente eficazes na regressão do pré-diabetes, como o exercício físico e a suplementação com polifenóis. Trata-se de uma revisão sistemática que investigou estratégias não farmacológicas como alternativas à regressão do pré-diabetes. Foram utilizadas quatro bases de dados: PubMed, Web of Science, Embase e Scopus. Não foram aplicadas restrições quanto ao idioma, sendo considerada apenas a delimitação do período de publicação entre 2015 e 2025 durante o processo de triagem. Foram incluídos estudos originais. Excluíram-se estudos que utilizaram intervenções para o controle do pré-diabetes com compostos não classificados como polifenóis, bem como aqueles que empregaram outros compostos ou substâncias associadas aos polifenóis quando não foi possível isolar claramente seus efeitos. Em relação à atividade física, também foram excluídos estudos que utilizaram modalidades de exercício distintas do treinamento aeróbio ou de resistência como intervenção para o pré-diabetes. Após a análise, foram incluídos 13 estudos que atenderam aos critérios de elegibilidade. Os resultados indicaram que o exercício físico promoveu melhorias significativas no controle glicêmico, na sensibilidade à insulina, no perfil lipídico, na composição corporal e na pressão arterial, enquanto a suplementação com polifenóis apresentou efeitos mais modestos e heterogêneos, sobretudo nos parâmetros glicêmicos. Diante disso, conclui-se que a prática regular de exercícios físicos, tanto aeróbicos quanto de resistência, assim como a suplementação com polifenóis, pode desempenhar papéis relevantes, auxiliando na regressão do pré-diabetes.