Interações entre consumo alimentar, microbiota intestinal, composição corporal e saúde cardiometabólica em mães e escolares de Vitória de Santo Antão-PE
microbiota intestinal; consumo alimentar; saúde cardiometabólica; composição corporal; mães; escolares.
A obesidade e outras doenças crônicas não transmissíveis têm sido associadas a alterações no padrão alimentar, na composição corporal, na microbiota intestinal e em indicadores de saúde cardiometabólica. Nesse contexto, o presente estudo teve como objetivo analisar as interações entre consumo alimentar, microbiota intestinal, composição corporal e indicadores de saúde cardiometabólica em mães e escolares de 6 a 10 anos de idade do município de Vitória de Santo Antão-PE, sob a perspectiva da plasticidade fenotípica e da influência intergeracional. Trata-se de um estudo transversal quantitativo realizado com mães e seus filhos, envolvendo a coleta de dados sociodemográficos, antropométricos, alimentares, clínicos e bioquímicos, além da avaliação da pressão arterial, variabilidade da frequência cardíaca, marcadores de estresse oxidativo e composição da microbiota intestinal por sequenciamento do gene 16S rRNA. Os resultados preliminares evidenciaram predominância de mulheres casadas e com atividades do lar, além de características neonatais compatíveis com parâmetros adequados de desenvolvimento infantil. O consumo médio de fibras foi de 25,39 ± 9,8 g nas mães e 16,97 ± 9,5 g nos escolares. Na análise da microbiota intestinal, observou-se predominância dos filos Firmicutes, Actinobacteriotas e Bacteroidotas em ambos os grupos, bem como razão Firmicutes/Bacteroidotas elevada. Em relação aos parâmetros cardiometabólicos, as mães apresentaram menor variabilidade da frequência cardíaca quando comparadas aos escolares, sugerindo menor flexibilidade autonômica. Os resultados reforçam a importância da alimentação e da microbiota intestinal como potenciais mediadores da saúde cardiometabólica e apontam para a necessidade de aprofundamento das análises visando compreender os mecanismos envolvidos na transmissão intergeracional de fatores de risco metabólicos e cardiovasculares.