PPGQ PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM QUÍMICA - CCEN DEPARTAMENTO DE QUIMICA FUNDAMENTAL - CCEN Téléphone/Extension: Indisponible

Banca de DEFESA: LUANA BARBOSA DA SILVA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: LUANA BARBOSA DA SILVA
DATA : 13/03/2026
HORA: 09:00
LOCAL: Defesa remota
TÍTULO:

CONTAMINAÇÃO DE MERCÚRIO NA ALBACORA-LAJE (THUNNUS ALBACARES BONATTERRE, 1788): VARIAÇÕES NA ESTRUTURA POPULACIONAL, ESPAÇO-TEMPORAL E INTERAÇÕES OCEANOGRÁFICAS NO OCEANO ATLÂNTICO TROPICAL.

 


PALAVRAS-CHAVES:

Mercúrio; Avaliação de risco a saúde; Interações oceanográficas; DMA; Poluição marinha; Thunnus albacares.

 


PÁGINAS: 105
RESUMO:

A contaminação por mercúrio (Hg) em organismos marinhos constitui um tema de elevada relevância científica e sanitária, em virtude dos riscos ambientais e à saúde humana. O presente estudo teve como objetivo avaliar as concentrações de Hg em tecidos musculares da albacora-laje Thunnus albacares capturados no Oceano Atlântico Tropical, verificando a influência do tempo, espaço, estrutura de tamanhos, e variáveis oceanográficas biogeoquímicas, sendo utilizadas como bioindicadores da contaminação. As coletas foram realizadas em dois períodos distintos: entre maio e dezembro de 2024, com oito exemplares provenientes da frota pesqueira do Rio Grande do Norte, e entre fevereiro e dezembro de 2025, com dez exemplares mensais obtidos da frota pesqueira de Pernambuco. As análises foram conduzidas por meio de decomposição térmica, amalgamação e detecção direta de Hg, utilizando o equipamento DMA-80. Os resultados demonstraram que, em 2024, as concentrações variaram de 0,110 a 0,838 mg kg⁻¹ (média = 0,47 ± 0,28 mg kg⁻¹) mg kg⁻¹, com valores mais baixos no período chuvoso e incremento significativo no período seco. Em 2025, as concentrações oscilaram entre 0,115 a 1,850 mg kg⁻¹ (média = 0,54 ± 0,25), com dois lotes acima do limite máximo permitido pela ANVISA (1,0 mg kg⁻¹). Considerando as concentrações médias, dentre as amostras analisadas nos dois períodos, sessenta e dois lotes apresentaram níveis de mercúrio acima do limite máximo de 0,5 mg kg⁻¹ estabelecido pela OMS, sendo essas consideradas adequadas para consumo sob o ponto de vista regulatório, embora o risco potencial de bioacumulação ao longo do tempo deva ser considerado. Diante disso, foi possível constatar que os exemplares avaliados, tanto no período seco quanto no chuvoso, apresentaram Quociente de Risco (THQ) inferior a 1, indicando ausência de risco imediato de contaminação à saúde humana. A análise estatística evidenciou ainda relação positiva entre o comprimento zoológico e as concentrações de Hg, confirmando maior bioacumulação em indivíduos de maior porte. Modelos lineares generalizados (GLM) demonstraram influência significativa de variáveis sazonais trimestres, espacial latitude e oceanográficas (clorofila a, oxigênio dissolvido, fosfato, salinidade, ferro e profundidade da camada de mistura) sobre os níveis de Hg, reforçando a atuação integrada de fatores biológicos e ambientais na dinâmica do contaminante. Embora a maioria das amostras tenha se mantido dentro dos limites regulatórios nacionais, a ocorrência de valores acima do limite de consumo seguro da OMS evidencia risco potencial associado ao consumo contínuo de Thunnus albacares. Esses resultados reforçam a necessidade de monitoramento contínuo e da adoção de estratégias de manejo que considerem a sazonalidade, a estrutura populacional e os fatores oceanográficos, de modo a garantir a segurança alimentar e a conservação dos ecossistemas marinhos tropicais.


MEMBROS DA BANCA:
Externa à Instituição - FRANCIELE CASTRO NOVAIS
Presidente - 1995320 - LAIS ARAUJO SOUZA
Externo ao Programa - ***.016.745-** - MARCOS DE ALMEIDA - UFPE
Notícia cadastrada em: 09/03/2026 17:30
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