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Dissertações |
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ALAN CAVALCANTI DE MELO
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O povo contra o autoritarismo: governantes antidemocráticos e apoio à democracia
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Orientador : MARCUS ANDRE BARRETO CAMPELO DE MELO
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MEMBROS DA BANCA :
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MARCUS ANDRE BARRETO CAMPELO DE MELO
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BERNARDO PINHEIRO MACHADO MUELLER
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CARLOS EDUARDO FERREIRA PEREIRA FILHO
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Data: 18/02/2025
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Esta dissertação testará a hipótese de que ações antidemocráticas de governantes afetam os níveis de
apoio à democracia na opinião pública. O mecanismo proposto argumenta que cidadãos percebem e
reagem a ameaças à democracia. Metodologicamente, o desenho de pesquisa combina dados do
V-Dem e do Dataset of Democratic Satisfaction em uma base de dados de 141 países entre 1988 e
2020 e realiza dois testes diferentes: o primeiro de efeitos principais utilizará a técnica de matching
para dados em painel para estimar o efeito de incidências de ações democráticas no apoio
subsequente a democracia na opinião pública. O segundo teste, por sua vez, utilizará regressão para
dados em painel (two-way fixed effects) para testar o efeito de um indicador contínuo de
comportamento antidemocrático nos níveis de apoio à democracia na opinião pública moderados
pela experiência democrática dos países. Os resultados desta pesquisa sugerem efeitos diretos
positivos e indistinguíveis de zero no curto prazo da incidência de ações antidemocráticas de
extensão de poder no apoio à democracia. O comportamento antidemocrático, no entanto, provoca
efeitos heterogêneos significativos no apoio à democracia quando interage com a experiência
democrática.
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Esta dissertação testará a hipótese de que ações antidemocráticas de governantes afetam os níveis de
apoio à democracia na opinião pública. O mecanismo proposto argumenta que cidadãos percebem e
reagem a ameaças à democracia. Metodologicamente, o desenho de pesquisa combina dados do
V-Dem e do Dataset of Democratic Satisfaction em uma base de dados de 141 países entre 1988 e
2020 e realiza dois testes diferentes: o primeiro de efeitos principais utilizará a técnica de matching
para dados em painel para estimar o efeito de incidências de ações democráticas no apoio
subsequente a democracia na opinião pública. O segundo teste, por sua vez, utilizará regressão para
dados em painel (two-way fixed effects) para testar o efeito de um indicador contínuo de
comportamento antidemocrático nos níveis de apoio à democracia na opinião pública moderados
pela experiência democrática dos países. Os resultados desta pesquisa sugerem efeitos diretos
positivos e indistinguíveis de zero no curto prazo da incidência de ações antidemocráticas de
extensão de poder no apoio à democracia. O comportamento antidemocrático, no entanto, provoca
efeitos heterogêneos significativos no apoio à democracia quando interage com a experiência
democrática.
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RENATA PATRICIA SILVA MORAES
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OS DESCENDENTES DO DRAGÃO MOSTRAM A FACE: DIPLOMACIA DA SAÚDE CHINESA E NARRATIVA SOBRE HUMILHAÇÃO NAS RELAÇÕES INTERNACIONAIS DURANTE OS GOVERNOS DE HU JINTAO E XI JINPING
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Orientador : RAFAEL MESQUITA DE SOUZA LIMA
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MEMBROS DA BANCA :
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RAFAEL MESQUITA DE SOUZA LIMA
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RENAN HOLANDA MONTENEGRO
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CHRISTINE PAULETTE YVES RUFINO DABAT
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Data: 24/02/2025
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Considerando o papel das narrativas históricas e das emoções estatais nas relações produzidas pelas sociedades no ambiente internacional, esta pesquisa investiga como os danos à honra e ao status chineses ocorridos durante o Século da Humilhação (1839–1949) são apresentados pelo governo do Partido Comunista Chinês como motivadores de sua agenda diplomática internacional. A análise concentra-se nos governos de Hu Jintao e Xi Jinping, abrangendo o período de 2000 a 2024, com ênfase no papel da Diplomacia Global de Saúde nesse processo. Primeiramente, explora-se a relevância da moral e da honra na cultura chinesa — representadas pelo conceito de “face” (面子, miànzi) — e como essas dimensões foram abaladas pelas práticas estrangeiras durante o Século da Humilhação, período em que a civilização chinesa sofreu graves danos territoriais e humanos, além da perda de soberania e do tratamento desigual frente à reputação que o Império considerava perante os demais Estados e civilizações. Esses elementos iniciais, detalhados nos primeiros capítulos submetidos à qualificação, fundamentam a discussão posterior, que aborda como a China compreende e pratica a diplomacia de saúde (especialmente entre as décadas de 1950 e 1990) e a maneira pela qual a epidemia de HIV/AIDS significou um ponto de mutação em sua governança tanto internamente quanto em sua política externa. No capítulo final, analisa-se a atuação dos governos Hu e Xi na diplomacia global de saúde, bem como os impactos da pandemia de Covid-19, que reacenderam traumas e desafios à “face” chinesa. Metodologicamente, adotam-se a Análise de Discurso e a Análise de Conteúdo, baseadas em discursos de lideranças governamentais, produções oficiais do governo chinês, reportagens e bibliografia especializada.
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Considerando o papel das narrativas históricas e das emoções estatais nas relações produzidas pelas sociedades no ambiente internacional, esta pesquisa investiga como os danos à honra e ao status chineses ocorridos durante o Século da Humilhação (1839–1949) são apresentados pelo governo do Partido Comunista Chinês como motivadores de sua agenda diplomática internacional. A análise concentra-se nos governos de Hu Jintao e Xi Jinping, abrangendo o período de 2000 a 2024, com ênfase no papel da Diplomacia Global de Saúde nesse processo. Primeiramente, explora-se a relevância da moral e da honra na cultura chinesa — representadas pelo conceito de “face” (面子, miànzi) — e como essas dimensões foram abaladas pelas práticas estrangeiras durante o Século da Humilhação, período em que a civilização chinesa sofreu graves danos territoriais e humanos, além da perda de soberania e do tratamento desigual frente à reputação que o Império considerava perante os demais Estados e civilizações. Esses elementos iniciais, detalhados nos primeiros capítulos submetidos à qualificação, fundamentam a discussão posterior, que aborda como a China compreende e pratica a diplomacia de saúde (especialmente entre as décadas de 1950 e 1990) e a maneira pela qual a epidemia de HIV/AIDS significou um ponto de mutação em sua governança tanto internamente quanto em sua política externa. No capítulo final, analisa-se a atuação dos governos Hu e Xi na diplomacia global de saúde, bem como os impactos da pandemia de Covid-19, que reacenderam traumas e desafios à “face” chinesa. Metodologicamente, adotam-se a Análise de Discurso e a Análise de Conteúdo, baseadas em discursos de lideranças governamentais, produções oficiais do governo chinês, reportagens e bibliografia especializada.
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RENNAN PASTICH LOUREIRO
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Do Pós-Guerra à Pandemia: A Construção da Agenda de Saúde Global na Assembleia Geral da ONU
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Orientador : RAFAEL MESQUITA DE SOUZA LIMA
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MEMBROS DA BANCA :
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RAFAEL MESQUITA DE SOUZA LIMA
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MARCELO DE ALMEIDA MEDEIROS
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THALES LEONARDO DE CARVALHO
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Data: 25/02/2025
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Este estudo busca identificar e analisar as principais prioridades temáticas de saúde na Assembleia Geral das Nações Unidas (AGNU) e sua evolução histórica entre 1946 e 2023. Para isso, foram utilizadas análise de redes, análise de clusters e um dicionário de palavras-chave, a fim de explorar a estrutura das redes de citação das resoluções da AGNU. A pesquisa examinou 2.078 resoluções sobre saúde, identificadas dentro de um universo de 19.281 resoluções. A seleção de palavras-chave mapeou os documentos mais relevantes, enquanto um algoritmo de detecção de clusters permitiu analisar a distribuição temática. A segmentação dos clusters possibilitou estruturar as principais discussões de saúde dentro da AGNU. A análise identificou cinco eixos temáticos para uma investigação histórica detalhada: pessoas com deficiência (PCD), desenvolvimento sustentável e saúde, direitos humanos e saúde, pessoas idosas e os efeitos da radiação atômica. Os resultados indicaram que a evolução da agenda de saúde na AGNU pode ser dividida em três fases históricas; 1946–1970: Dificuldades na implementação dos princípios das cartas fundamentais da ONU; 1970–1990: Expansão da agenda de saúde para agendas específicas; 1990 até os dias atuais: Saúde centrada no indivíduo e desenvolvimento sustentável. Também fora identificado que essas discussões estão organizadas em dois tipos de clusters: grandes e pequenos. O estudo reforça a importância da análise de redes como ferramenta para compreender prioridades temáticas e tendências nas discussões sobre saúde em organismos internacionais.
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Este estudo busca identificar e analisar as principais prioridades temáticas de saúde na Assembleia Geral das Nações Unidas (AGNU) e sua evolução histórica entre 1946 e 2023. Para isso, foram utilizadas análise de redes, análise de clusters e um dicionário de palavras-chave, a fim de explorar a estrutura das redes de citação das resoluções da AGNU. A pesquisa examinou 2.078 resoluções sobre saúde, identificadas dentro de um universo de 19.281 resoluções. A seleção de palavras-chave mapeou os documentos mais relevantes, enquanto um algoritmo de detecção de clusters permitiu analisar a distribuição temática. A segmentação dos clusters possibilitou estruturar as principais discussões de saúde dentro da AGNU. A análise identificou cinco eixos temáticos para uma investigação histórica detalhada: pessoas com deficiência (PCD), desenvolvimento sustentável e saúde, direitos humanos e saúde, pessoas idosas e os efeitos da radiação atômica. Os resultados indicaram que a evolução da agenda de saúde na AGNU pode ser dividida em três fases históricas; 1946–1970: Dificuldades na implementação dos princípios das cartas fundamentais da ONU; 1970–1990: Expansão da agenda de saúde para agendas específicas; 1990 até os dias atuais: Saúde centrada no indivíduo e desenvolvimento sustentável. Também fora identificado que essas discussões estão organizadas em dois tipos de clusters: grandes e pequenos. O estudo reforça a importância da análise de redes como ferramenta para compreender prioridades temáticas e tendências nas discussões sobre saúde em organismos internacionais.
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EVELINE CLEIDE DOS SANTOS
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O TRIBUNAL PENAL INTERNACIONAL E A PREVENÇÃO DE CRIMES: AS FERRAMENTAS DE DISSUASÃO E SUAS IMPLICAÇÕES
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Orientador : ANDREA QUIRINO STEINER
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MEMBROS DA BANCA :
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ANDREA QUIRINO STEINER
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ELIA ELISA CIA ALVES
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MIGUEL MIKELLI LUCAS ALVES RIBEIRO
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Data: 26/02/2025
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O Tribunal Penal Internacional (TPI) investiga crimes que são considerados os mais graves a atingir a Comunidade Internacional: genocídio, crimes de guerra, crimes contra a humanidade e crimes de agressão. Com o intuito de evitar a recorrência desses delitos, a corte utiliza-se de ferramentas de dissuasão que visam a diminuição das infrações. O objetivo geral desta pesquisa é investigar as ferramentas utilizadas pelo tribunal, com foco especial no Programa Outreach. Ainda, buscamos analisar como a literatura específica interpreta a cooperação dos Estados-parte em prevenir os crimes constantes no Tratado de Roma. Metodologicamente, realizaremos uma análise qualitativa baseada em um estudo de caso múltiplo comparativo, com foco nas guerras civis ocorridas após a criação do TPI, em 2002, utilizando análise documental e abordagem descritivo-exploratória.
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O Tribunal Penal Internacional (TPI) investiga crimes que são considerados os mais graves a atingir a Comunidade Internacional: genocídio, crimes de guerra, crimes contra a humanidade e crimes de agressão. Com o intuito de evitar a recorrência desses delitos, a corte utiliza-se de ferramentas de dissuasão que visam a diminuição das infrações. O objetivo geral desta pesquisa é investigar as ferramentas utilizadas pelo tribunal, com foco especial no Programa Outreach. Ainda, buscamos analisar como a literatura específica interpreta a cooperação dos Estados-parte em prevenir os crimes constantes no Tratado de Roma. Metodologicamente, realizaremos uma análise qualitativa baseada em um estudo de caso múltiplo comparativo, com foco nas guerras civis ocorridas após a criação do TPI, em 2002, utilizando análise documental e abordagem descritivo-exploratória.
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CAROLINA GABRIELA DOLLÉANS
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Padrões de populismos conservadores: uma análise comparativa dos tweets e programas de Marine Le Pen e Jair Bolsonaro
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Orientador : DIOGO ARRUDA CARNEIRO DA CUNHA
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MEMBROS DA BANCA :
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DIOGO ARRUDA CARNEIRO DA CUNHA
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DALSON BRITTO FIGUEIREDO FILHO
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ERNANI RODRIGUES DE CARVALHO NETO
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IAN REBOUÇAS BATISTA
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ODILON CALDEIRA NETO
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Data: 27/02/2025
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Quais são as semelhanças e diferenças entre Jair Bolsonaro e Marine Le Pen? Ambos são frequentemente classificados como populistas de extrema-direita, mas pertencem a contextos políticos e históricos distintos. Enquanto Marine Le Pen representa o arquétipo da extrema-direita populista europeia, Bolsonaro, apesar de compartilharem algumas características, é um outlier dentro desse espectro na América Latina. Ainda assim, seus desempenhos eleitorais os inserem na mesma onda global de populismo conservador. Esta dissertação tem como objetivo identificar convergências e divergências entre os dois líderes. Inicialmente, será realizada uma revisão bibliográfica para definir as características do populismo conservador e justificar a classificação de cada um dentro desse campo político. Em seguida, serão analisados os contextos políticos, históricos e sociais da França e do Brasil, destacando como Marine Le Pen representa uma continuidade e Jair Bolsonaro uma ruptura. Além disso, a pesquisa adotará técnicas computacionais de análise textual para examinar, de maneira exploratória, os tweets publicados por ambos durante suas campanhas eleitorais, buscando identificar padrões e semelhanças discursivas. O objetivo final é compreender os fatores que contribuíram para a vitória de Bolsonaro e as sucessivas derrotas de Le Pen, oferecendo insights sobre os desafios e as possibilidades da ascensão da candidata ao poder no futuro.
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Quais são as diferenças e semelhanças entre Jair Bolsonaro e Marine Le Pen? Partindo do pressuposto que Marine Le Pen e Jair Bolsonaro pertencem ambos ao campo dos populistas de extrema-direita, pretendemos verificar o que os tornam semelhantes e o que os diferencia. Marine Le Pen é o arquétipo da extrema-direita populista europeia, ao passo que Jair Bolsonaro, apesar de já ser qualificado como tal, constitui um outlier deste campo na América Latina. No entanto, seus resultados eleitorais – Bolsonaro eleito presidente e Le Pen por duas vezes consecutivas segunda colocada nas eleições presidenciais francesas – os colocam nessa mesma onda global de populismo autoritário-conservador. Começaremos destacando as características do populismo autoritário-conservador, justificando o pertencimento de cada um a esse campo político a partir de uma revisão bibliográfica. Em seguida, estudaremos os contextos político e histórico de cada país, para explicar por que Marine Le Pen representa uma continuidade e Jair Bolsonaro uma ruptura. Enfim, com técnicas computacionais de análise de texto como dado, efetuarei uma comparação entre os tweets que cada candidato emitiu durante sua campanha de maneira exploratória para extrair semelhanças discursivas entre os dois líderes. Como resultado desta pesquisa, esperamos fornecer elementos explicativos da vitória de Jair Bolsonaro e das derrotas de Marine Le Pen.
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MIDIÃ CONCEIÇÃO CAVALCANTE SILVA
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DILEMA ENTRE DEMOCRACIA E ESTABILIDADE: PRIORIDADES ESTRATÉGICAS DA UNIÃO EUROPEIA NA VIZINHANÇA
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Orientador : RODRIGO BARROS DE ALBUQUERQUE
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MEMBROS DA BANCA :
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CAIRO GABRIEL BORGES JUNQUEIRA
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RAFAEL MESQUITA DE SOUZA LIMA
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RODRIGO BARROS DE ALBUQUERQUE
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Data: 28/02/2025
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Quais fatores explicam a preferência da União Europeia (UE) por estabilidade autoritária em detrimento de uma mudança democrática em sua vizinhança? Esta dissertação lança luz sobre o que se entende como um dilema entre objetivos de promoção da democracia e de estabilidade, um tópico ainda pouco explorado. Embora a promoção da democracia seja considerada um elemento central da agenda externa da UE, as preocupações com estabilidade regional tiveram precedência nas decisões do bloco. Como resultado, a UE frequentemente apoiou a manutenção do status quo político em vez de encorajar transições democráticas, especialmente em contextos onde a democratização foi percebida como uma ameaça à segurança regional e às alianças estratégicas com os regimes incumbentes. A partir de uma análise qualitativa comparativa com conjuntos fuzzy (fsQCA), a dissertação investiga como os níveis de liberalização política, estabilidade política e segurança energética no país-alvo influenciaram as estratégias de promoção da democracia da UE para os Estados incluídos na Política Europeia de Vizinhança (PEV). Os achados revelam que a estabilidade política é o fator mais relevante para justificar as preferências do bloco.
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Quais fatores explicam a preferência da União Europeia (UE) por estabilidade política em vez de uma mudança democrática na sua vizinhança? Este projeto de pesquisa lança luz sobre o que se entende como um conflito entre objetivos de promoção da democracia e de estabilidade na política externa da UE, um tópico ainda pouco explorado. A literatura aponta que, apesar de a democracia ser um dos valores fundamentais do bloco, preocupações de estabilidade tiveram precedência em suas ações de política externa. Para responder à pergunta, o trabalho se valerá de uma análise qualitativa multivalorada (multi-value QCA) dos 16 países inclusos na Política Europeia de Vizinhança (PEV). Três condições causais serão examinadas: a) a liberalização política no país alvo, b) a estatalidade no país alvo e c) a interdependência econômica entre o país alvo e a UE. A combinação entre níveis reduzidos de liberalização política e de estatalidade no país alvo é condição suficiente para a preferência da UE por estabilidade política. Uma baixa interdependência econômica, contudo, não é condição necessária, tampouco suficiente.
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GEÓRGIA MOREIRA RIBEIRO
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Politicas ambientais vistas de cima: uma aplicação do IAD framework para caracterização da política ambiental do Senado Federal brasileiro (2011-2019)
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Orientador : ANDREA QUIRINO STEINER
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MEMBROS DA BANCA :
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ANDREA QUIRINO STEINER
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ANA KARINE PEREIRA
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LUCIANA PAZINI PAPI
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Data: 26/05/2025
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Como se caracteriza a produção legislativa do Senado Federal quanto à questão ambiental? O trabalho incorpora a diversidade de elementos históricos e relativos à atuação dos atores envolvidos na produção de políticas públicas ambientais. O objetivo foi descrever a agenda do Senado Federal, sobre esta temática, no contexto mais amplo do país. O trabalho inicia realizando uma revisão da literatura sobre as políticas ambientais brasileiras, com ênfase nas legislações. Em termos teóricos, se apoia majoritariamente da teoria institucionalista, enquanto que, empiricamente e de maneira abrangente, se utiliza do IAD framework (Institutional Analysis and Development). Metodologicamente, utiliza-se da análise de dados exploratória e modelagem de tópicos com algoritmo de aprendizagem de máquina para mapear o conteúdo das proposições de projetos de lei, de autoria dos senadores, realizadas nas 54a e 55a legislaturas do Senado Federal. O trabalho apresenta uma caracterização da agenda fundamentada em nove subtemas ambientais, sendo Recursos Hídricos o tema mais saliente no período analisado. Projetos de lei que propõem alterações também predominam entre as iniciativas legislativas, em comparação às proposições que criam novas leis. Já o IAD framework se constitui como um arcabouço versátil para investigar políticas públicas relativas a dilemas de ação coletiva que dispõem de elementos multidisciplinares, como é o caso das políticas ambientais.
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Como se caracteriza a produção legislativa do Senado Federal quanto à questão ambiental? No país que abriga 12% da água doce e a maior biodiversidade do planeta, poucos estudos reúnem informações para responder a pergunta anterior, sendo assim um alerta para a incompreensão sobre políticas públicas ambientais do Brasil. Os assuntos abordados pela agenda política são reflexos da importância atribuída a eles pelos atores envolvidos no momento de sua formulação. Diante disso, este trabalho desenvolve uma análise exploratória da produção legislativa do Senado Federal durante as 54ª e 55ª legislaturas, em busca dos elementos técnicos e políticos que definem a agenda ambiental da câmara alta brasileira segundo a literatura de policy agenda setting. A produção legislativa foi mensurada a partir dos projetos de lei (PLs) de autoria dos senadores, coletados no Portal de Dados Abertos do Senado Federal. Com o uso de algoritmos de aprendizagem de máquina não-supervisionados e estatísticas descritivas, espera-se classificar os PLs em subtópicos temáticos e desenvolver uma descrição associativa da agenda do Senado em três dimensões: dos problemas, dos atores e das condições. Os resultados visam ampliar a compreensão de como a câmara alta brasileira tem atuado para solucionar os problemas ambientais.
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ANA LUÍSA LEITE DE ARAÚJO MARQUES
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O PAPEL DOS INCUMBENTES NAS REPRESENTAÇÕES DE PROPAGANDA DAS ELEIÇÕES 2020 EM PERNAMBUCO
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Orientador : GABRIELA DA SILVA TAROUCO
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MEMBROS DA BANCA :
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GABRIELA DA SILVA TAROUCO
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JORGE HENRIQUE OLIVEIRA DE SOUZA GOMES
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ANDREIA REIS DO CARMO
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ENEIDA DESIREE SALGADO
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FELIPE DE MORAES BORBA
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Data: 03/06/2025
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Como as candidaturas à reeleição acionam a Justiça Eleitoral quanto à propaganda eleitoral? Este trabalho analisa o pleito de 2020, no âmbito judicial, investigando a participação das candidaturas majoritárias incumbentes em processos relacionados à propaganda eleitoral, tanto nas zonas eleitorais quanto no Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco. Busca-se, assim, contribuir para a literatura sobre o tema, seja no tocante ao comportamento decisório e dos litigantes, quanto à governança eleitoral, ou no papel da Justiça Eleitoral como indispensável à concretização da democracia. O recorte temporal são as eleições municipais de 2020, que marcaram a primeira adjudicação totalmente informatizada, conduzida através do processo judicial eletrônico (PJe). O objetivo desta pesquisa é analisar o comportamento de litigantes incumbentes envolvidos nas representações de propaganda: I. Incumbentes ingressam com representações de propaganda com mais frequência do que os não incumbentes; II. Incumbente obtêm resultados mais favoráveis na Justiça que os não incumbentes; III. Verificar se há associação entre o nível de gastos com advogado e o sucesso judicial das ações, comparando incumbentes e não incumbentes. O trabalho utiliza estatística descritiva já que considera uma única eleição para o estudo e lança mão de testes de hipóteses para avaliar os resultados. Nestes termos os resultados alcançados demonstram que: I- Os incumbentes demandam mais judicialmente, II – Os incumbentes obtêm resultados mais favoráveis no primeiro grau de jurisdição que os desafiantes, III – Observou-se uma associação positiva fraca e significativa entre gastos e sucesso judicial entre incumbente, mas nenhuma significância estatística entre não incumbentes.
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Os incumbentes são recompensados pela judicialização da propaganda? O objetivo deste trabalho é examinar se o sucesso eleitoral daqueles que tentam a reeleição está conectado à diminuição da propaganda política, por via judicial, de seus adversários. A hipótese é de que sim: os incumbentes que impõem maiores restrições de propaganda aos desafiantes judicialmente aumentam seu desempenho eleitoral. Para isso serão utilizados dados das eleições majoritárias municipais de Pernambuco entre 2017 e o presente momento. A análise dos bancos de dados criados utilizará estatísticas descritivas e modelos de regressão.
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CLARA BARROS MENDES CANTALICE
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Tratados ambientais e sua eficacia para a conservacao marinha no Brasil: um estudo de caso sobre a Convencao sobre Preparo, Resposta e Cooperacao em Caso de Poluicao por Oleo (1998-2022)
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Orientador : ANDREA QUIRINO STEINER
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MEMBROS DA BANCA :
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ANDREA QUIRINO STEINER
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CHRISTIAN BRANNSTROM
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MAGNO KLEIN SILVA
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Data: 20/06/2025
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Considerando os derramamentos de petróleo na costa do Brasil em 2019 e seu impacto social e ambiental, juntamente com a resposta tardia do governo federal, é cada vez mais relevante estudar os mecanismos internacionais para evitar situações semelhantes. Este estudo busca responder à seguinte pergunta: a Convenção Internacional sobre Preparação, Resposta e Cooperação para a Poluição por Óleo (1990) tem sido eficaz no Brasil (1998-2022)?. Assim, observou-sea jornada de implementação no país para avaliar sua eficácia, utilizando as técnicas sugeridas pela literatura. Para tal, o estudo utiliza a análise contrafactual com base em três grupos de variáveis independentes. A dissertação contribuiu para a literatura sobre a eficácia do regime e, ao mesmo tempo, ajuda a entender a dinâmica política em torno da prevenção e da resposta a derramamentos de petróleo por meio de um regime de performance mista.
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Considerando os recentes derramamentos de oleo na costa brasileira e seu impacto social e ambiental, alem da resposta tardia do governo federal, e cada vez mais relevante estudar os mecanismos internacionais para prevenir outras situacoes semelhantes. Este estudo busca responder a seguinte questao: a Convencao sobre Preparo, Resposta e Cooperacao em Caso de Poluitcao por Oleo tem sido eficaz no Brasil (1998-2011)? Assim, objetiva observar a trajetoria de implementacao do pais a fim de avaliar sua eficacia, usando as tecnicas sugeridas por Miles et al. (2002). Para tal, o estudo usara analise contrafactual, baseada em tres grupos de variaveis independentes (considerando a eficacia como variavel dependente). A ideia e contribuir para a literatura sobre eficacia dos regimes, e ao mesmo tempo ajudar a compreender a dinanica politica relacionada a prevencao e resposta a derramamentos de oleo.
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JOSE LUIZ ALVES DOS SANTOS
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A Racialização das Atitudes Punitivistas no Brasil
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Orientador : NARA DE CARVALHO PAVAO
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MEMBROS DA BANCA :
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NARA DE CARVALHO PAVAO
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JOSÉ TELES MENDES
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LUCIO REMUZAT RENNO JUNIOR
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Data: 29/06/2025
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Evidências na literatura internacional de ciência política sugerem que existem diferenças significativas na forma como os grupos sociais se posicionam em relação às estratégias de combate ao crime. Enquanto os negros tendem a apoiar medidas restaurativas, os brancos demonstram maior favorabilidade em relação às medidas punitivas. Embora haja uma série de estudos que confirmem que a raça é um fator que influencia as preferências dos indivíduos por políticas de segurança, a maioria desses achados está concentrada na realidade norte-americana. Para testar esse argumento em um contexto onde as relações raciais são consideradas complexas e os custos da adoção de medidas repressivas recaem principalmente sobre grupos sociais marginalizados, a presente dissertação busca responder à seguinte pergunta de pesquisa: há disparidades raciais nas atitudes punitivistas no Brasil? Com esse objetivo, foi desenvolvida uma estratégia empírica baseada na análise de mais de dez bases de dados de pesquisas de opinião pública nacionais, que incluíam perguntas capazes de mensurar o punitivismo da população brasileira em três dimensões: apoio à pena de morte para acusados de assassinato, apoio à redução da maioridade penal e apoio a práticas de violência policial. Os resultados indicam que o efeito da raça sobre essas atitudes é heterogêneo e sensível à dimensão analisada. A identidade racial se mostrou uma variável preditiva relevante na rejeição da violência policial como estratégia de segurança, mas não apresentou efeitos estatisticamente significativos sobre o apoio à pena de morte ou à redução da maioridade penal. Por outro lado, o gênero se mostrou a variável mais robusta para explicar atitudes punitivas no Brasil, com as mulheres apresentando oposição mais consistente às diversas formas de endurecimento penal. A orientação ideológica, a percepção de insegurança e a condição econômica pessoal também contribuíram para explicar variações nas atitudes punitivistas, ainda que com menor impacto e de forma mais específica a cada modelo. Tais resultados são relevantes porque sinalizam que, na realidade brasileira, o papel da raça nesse tipo de posicionamento não pode ser compreendido de forma unidimensional, revelando a necessidade de abordagens analíticas mais refinadas e sensíveis às especificidades de cada tipo de política penal. Além de ampliar a compreensão sobre os fatores que moldam a preferência pelo punitivismo numa democracia violenta, o estudo também contribui para o fortalecimento da ciência política brasileira ao aprofundar o debate sobre a centralidade da raça na formação das atitudes políticas no país.
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Evidências na literatura internacional de ciência política sugerem que existem diferenças significativas na forma como os grupos sociais se posicionam em relação às estratégias de combate ao crime. Enquanto os negros tendem a apoiar medidas restaurativas na segurança, como investimentos em políticas sociais, os brancos demonstram maior favorabilidade em relação às medidas punitivas. Embora haja uma série de estudos que confirmem que a raça é um fator que influencia as preferências dos indivíduos por políticas públicas de segurança, a maioria desses achados está concentrada na realidade norte-americana. Para testar esse argumento em um contexto onde as relações raciais são consideradas complexas e os custos da adoção de medidas repressivas na segurança recaem principalmente sobre grupos sociais marginalizados, a presente dissertação busca responder à seguinte pergunta de pesquisa: há disparidades raciais nas atitudes punitivistas no Brasil? Para cumprir esse objetivo, serão utilizados diversos bancos de dados de opinião pública, com perguntas capazes de mensurar as atitudes punitivistas dos brasileiros em quatro dimensões: apoio à pena de morte, apoio à redução da maioridade penal, apoio ao endurecimento da legislação penal e apoio a práticas de letalidade policial. As duas principais hipóteses a serem testadas no estudo são: (1) indivíduos identificados como pretos e pardos apresentam menor probabilidade de apoiar medidas repressivas em comparação com os brancos; e (2) pretos e pardos que possuem menor nível de confiança no sistema de justiça criminal demonstram viés negativo em relação às políticas ostensivas de combate ao crime. Além de contribuir para a compreensão dos fatores associados à preferência pelo punitivismo, o estudo também enriquece a ciência política brasileira ao aprofundar a análise do papel da raça na formação das atitudes políticas no país.
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RAYANNE ALVES FELICIANO
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As prioridades na construcao da capacidade cibernetica na America Latina
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Orientador : MARCOS AURELIO GUEDES DE OLIVEIRA
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MEMBROS DA BANCA :
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MARCOS AURELIO GUEDES DE OLIVEIRA
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RENAN HOLANDA MONTENEGRO
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RICARDO BORGES GAMA NETO
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JOAO POLICARPO RODRIGUES LIMA
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Data: 10/07/2025
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Quais são os aspectos priorizados pelos países da América Latina na construção da capacidade cibernética? Este trabalho investiga a hipótese de que os Estados privilegiam o desenvolvimento de leis e sua aplicação, portanto, fatores legais em segurança cibernética como o principal meio para fortalecer sua capacidade na área. A pesquisa consolida dados de 32 países latinos sobre capacidade cibernética, produzidos entre os anos de 2016 e 2020 pela instituição de referência na temática de medição de construção da capacidade cibernética: o Centro Global de Capacidade de Segurança Cibernética. Utilizando uma única planilha, esses dados são analisados comparativamente, não só quanto às diferenças e semelhanças entre os países, como também entre os anos, para estabelecer as áreas prioritárias segundo três perspectivas complementares: maior pontuação para maior quantidade de países; maior pontuação e melhor representatividade do panorama geral da região latino-americana; além, de maior pontuação dentro dos agrupamentos possíveis dos países com comportamentos similares na capacidade cibernética. Os resultados obtidos indicam que existe uma predominância dos Estados em desenvolver o quadro de regulamentação e de criação de marcos jurídicos da segurança cibernética, isto é, o aspecto legal, embora observe-se uma tendência de crescimento de outros eixos, especialmente dos voltados para cultura e educação Os produtos desta pesquisa contribuem com os estudos de segurança cibernética, e em particular avançam a compreensão sobre a construção da capacidade cibernética dos países, enquanto socialmente visam ajudar a balizar as decisões que precisam ser tomadas na esfera pública e privada para melhorar a segurança cibernética. Acredita-se que os achados dessa pesquisa serão úteis em futuras pesquisas para avaliar os caminhos tomados pelos países e aprofundar o entendimento sobre quais são as melhores alternativas para a construção da capacidade cibernética.
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Quais são os aspectos priorizados pelos países da América Latina na construção da capacidade cibernética? Este trabalho investiga a hipótese de que os Estados privilegiam o desenvolvimento de leis e sua aplicação, portanto, fatores legais em segurança cibernética como o principal meio para fortalecer sua capacidade na área. A pesquisa consolida dados de 32 países latinos sobre capacidade cibernética, produzidos entre os anos de 2016 e 2020 pela instituição de referência na temática de medição de construção da capacidade cibernética: o Centro Global de Capacidade de Segurança Cibernética. Utilizando uma única planilha, esses dados são analisados comparativamente, não só quanto às diferenças e semelhanças entre os países, como também entre os anos, para estabelecer as áreas prioritárias segundo três perspectivas complementares: maior pontuação para maior quantidade de países; maior pontuação e melhor representatividade do panorama geral da região latino-americana; além, de maior pontuação dentro dos agrupamentos possíveis dos países com comportamentos similares na capacidade cibernética. Os resultados obtidos indicam que existe uma predominância dos Estados em desenvolver o quadro de regulamentação e de criação de marcos jurídicos da segurança cibernética, isto é, o aspecto legal, embora observe-se uma tendência de crescimento de outros eixos, especialmente dos voltados para cultura e educação Os produtos desta pesquisa contribuem com os estudos de segurança cibernética, e em particular avançam a compreensão sobre a construção da capacidade cibernética dos países, enquanto socialmente visam ajudar a balizar as decisões que precisam ser tomadas na esfera pública e privada para melhorar a segurança cibernética. Acredita-se que os achados dessa pesquisa serão úteis em futuras pesquisas para avaliar os caminhos tomados pelos países e aprofundar o entendimento sobre quais são as melhores alternativas para a construção da capacidade cibernética.
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ISABELA DO CANTO MELO
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Ferramentas de Aprendizado de Maquina na Ciencia Politica: Comparacao de Ferramentas na Identificacao de Populismo em Discursos Presidenciais Brasileiro (1988-2019)
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Orientador : RODRIGO MARTINS DA SILVA
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MEMBROS DA BANCA :
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FLAVIO DA CUNHA REZENDE
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MAURÍCIO YOSHIDA IZUMI
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RODRIGO MARTINS DA SILVA
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Data: 27/08/2025
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Qual a maneira mais eficiente de classificar um discurso ideologicamente? Tendo em vista a quantidade de conteúdo produzido, esta dissertação traz a comparação de duas ferramentas que se valem do aprendizado de máquina para este fim. A primeira é um modelo de aprendizado computacional construído através do software RStudio, enquanto a segunda, o Chat-GPT. O objeto de classificação deste projeto serão discursos presidenciais oficiais do Brasil (1988-2019), enquanto o aspecto ideológico, o populismo. As palavras que caracterizam áreas temáticas relevantes também serão analisadas, numa investigação mais aprofundada dos textos com o fim de compreender o fenômeno do populismo. Por fim, a eficiência destas duas ferramentas de classificação de discursos em populistas ou não populistas será medida através de uma comparação de seus produtos com os obtidos por classificação humana. Os resultados obtidos contribuirão para o debate metodológico e visa oferecer uma ferramenta que facilite esse trabalho crucial para a Ciência Política, sendo também relevante para a sociedade, por se propor a apresentar uma análise do populismo entre os representantes executivos do Brasil, discussão de interesse social.
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Qual a maneira mais eficiente de classificar um discurso ideologicamente? Tendo em vista a quantidade de conteúdo produzido, esta dissertação traz a comparação de duas ferramentas que se valem do aprendizado de máquina para este fim. A primeira é um modelo de aprendizado computacional construído através do software RStudio, enquanto a segunda, o Chat-GPT. O objeto de classificação deste projeto serão discursos presidenciais oficiais do Brasil (1988-2019), enquanto o aspecto ideológico, o populismo. As palavras que caracterizam áreas temáticas relevantes também serão analisadas, numa investigação mais aprofundada dos textos com o fim de compreender o fenômeno do populismo. Por fim, a eficiência destas duas ferramentas de classificação de discursos em populistas ou não populistas será medida através de uma comparação de seus produtos com os obtidos por classificação humana. Os resultados obtidos contribuirão para o debate metodológico e visa oferecer uma ferramenta que facilite esse trabalho crucial para a Ciência Política, sendo também relevante para a sociedade, por se propor a apresentar uma análise do populismo entre os representantes executivos do Brasil, discussão de interesse social.
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MAYRES LANE PEQUENO DOS SANTOS SILVA
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Preferencias por Cotas Eleitorais: Atitudes em Relacao a Grupos Sub-Representados e Apoio a Cotas de Genero e Raca
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Orientador : NARA DE CARVALHO PAVAO
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MEMBROS DA BANCA :
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NARA DE CARVALHO PAVAO
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DÉBORA THOMÉ COSTA
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PEDRO DE ABREU GOMES DOS SANTOS
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Data: 29/08/2025
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Alguns grupos têm sido tradicionalmente excluídos de cargos políticos. Este é o caso de mulheres, grupos raciais marginalizados, jovens e pessoas LGBTQI+. Para promover a representação de grupos específicos, alguns países adotam políticas de cotas. As cotas baseadas em gênero são as mais populares de tais instituições e estão presentes em mais de 130 países. Embora tenha existido um forte impulso global para promover a difusão das cotas de gênero nas últimas três décadas, o mesmo não aconteceu com outros tipos de cotas. A presente dissertação investiga a variação no apoio público às cotas eleitorais de gênero e de raça no Brasil, questionando por que as cotas de gênero recebem maior aceitação que as raciais, apesar da persistente sub-representação de ambos os grupos. Partindo da lacuna na literatura sobre os fatores que moldam as atitudes dos cidadãos em relação a diferentes tipos cotas, o objetivo central foi analisar os determinantes da opinião pública, mensurando as diferenças de apoio e explicando-as a partir de fatores como estereótipos, identidade de grupo, ideologia e a percepção de custo. A abordagem metodológica foi quantitativa, utilizando dados de um survey nacional com 2.020 entrevistas, realizado em 2020, que incorporou experimentos de framing e priming para estabelecer inferências causais. Os principais achados indicam que o apoio às cotas de gênero é superior ao apoio às cotas raciais, sendo a oposição às cotas raciais maior que a gênero. Demonstro também que o apoio e rejeição a ambas as políticas é determinado mais por motivos ideológicos e por atitudes sexistas do que pelo pertencimento direto ao grupo beneficiado. O enquadramento da política em uma perspectiva de custo para o grupo majoritário, seja homens ou pessoas brancas, diminui significativamente o apoio às cotas, com um efeito negativo mais acentuado para as cotas raciais. A principal conclusão é que a disputa em torno das cotas é fundamentalmente ideológica e estruturada por hierarquias sociais. Contudo, evidencio que a ancoragem no debate sobre cotas de gênero, uma política mais consolidada, eleva o apoio subsequente às cotas raciais, sugerindo um caminho estratégico promissor para ampliar a legitimidade de ações afirmativas para grupos racializados.
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Alguns grupos têm sido tradicionalmente excluídos de cargos políticos. Este é o caso de mulheres, grupos raciais marginalizados, jovens e pessoas LGBTQI+. Para promover a representação de grupos específicos, alguns países adotam políticas de cotas. As cotas baseadas em gênero são as mais populares de tais instituições e estão presentes em mais de 130 países. Embora tenha existido um forte impulso global para promover a difusão das cotas de gênero nas últimas três décadas, o mesmo não aconteceu com outros tipos de cotas. A presente dissertação investiga a variação no apoio público às cotas eleitorais de gênero e de raça no Brasil, questionando por que as cotas de gênero recebem maior aceitação que as raciais, apesar da persistente sub-representação de ambos os grupos. Partindo da lacuna na literatura sobre os fatores que moldam as atitudes dos cidadãos em relação a diferentes tipos cotas, o objetivo central foi analisar os determinantes da opinião pública, mensurando as diferenças de apoio e explicando-as a partir de fatores como estereótipos, identidade de grupo, ideologia e a percepção de custo. A abordagem metodológica foi quantitativa, utilizando dados de um survey nacional com 2.020 entrevistas, realizado em 2020, que incorporou experimentos de framing e priming para estabelecer inferências causais. Os principais achados indicam que o apoio às cotas de gênero é superior ao apoio às cotas raciais, sendo a oposição às cotas raciais maior que a gênero. Demonstro também que o apoio e rejeição a ambas as políticas é determinado mais por motivos ideológicos e por atitudes sexistas do que pelo pertencimento direto ao grupo beneficiado. O enquadramento da política em uma perspectiva de custo para o grupo majoritário, seja homens ou pessoas brancas, diminui significativamente o apoio às cotas, com um efeito negativo mais acentuado para as cotas raciais. A principal conclusão é que a disputa em torno das cotas é fundamentalmente ideológica e estruturada por hierarquias sociais. Contudo, evidencio que a ancoragem no debate sobre cotas de gênero, uma política mais consolidada, eleva o apoio subsequente às cotas raciais, sugerindo um caminho estratégico promissor para ampliar a legitimidade de ações afirmativas para grupos racializados.
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NATHALY LOHANE DE OLIVEIRA
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COALIZOES DE DEFESA E MEIO AMBIENTE NA AREA DE PROTECAO AMBIENTAL COSTA DOS CORAIS (PE/AL): Analise dos atores do Conselho Gestor
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Orientador : ANDREA QUIRINO STEINER
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MEMBROS DA BANCA :
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ANDREA QUIRINO STEINER
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ANA KARINE PEREIRA
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HUGO AUGUSTO VASCONCELOS MEDEIROS
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Data: 29/08/2025
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Quais são as crenças sobre meio ambiente, cultura e turismo dos membros do Conselho Gestor de Meio Ambiente da Área de Proteção Ambiental Costa dos Corais - CONAPACC? Como ocorrem as interações dos conselheiros dentro do Conselho Gestor? O modelo de coalizões de defesa foi proposto como um sistema que expande a ideia de atores políticos para além do executivo e legislativo e acredita que as políticas públicas são o reflexo das crenças desses atores. A partir disso, o principal objetivo deste trabalho foi compreender a disposição das crenças de atores que participam do conselho gestor de uma unidade de conservação costeiro-marinha, no âmbito das políticas públicas de meio ambiente e temas correlatos. Metodologicamente, combinou-se entrevistas com os conselheiros do CONAPACC, observação participante e análise de conteúdo. O propósito foi entender as crenças sobre meio ambiente, cultura e turismo local e, como ocorrem as interações entre os conselheiros. Os resultados apontam que, no núcleo profundo, prevalece a defesa de um equilíbrio entre uso humano e proteção ambiental, associada à valorização de práticas culturais tradicionais. No núcleo de políticas, os conselheiros priorizam políticas de turismo sustentável, proteção ambiental e estímulo à cultura local, ainda que com divergências quanto à intensidade de restrições contra certas atividades. Já no núcleo instrumental, observam-se diferentes graus de interação, com predominância de interações entre conselheiros com crenças semelhantes e formação de coalizões básicas para a defesa dos interesses. Assim, este trabalho avança na compreensão acerca das diferentes crenças presentes em um conselho de meio ambiente e nas interações entre os conselheiros.
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O Brasil possui uma das maiores zonas costeiras do mundo, região que costuma ser chamada de Amazônia Azul. Neste contexto, a Área de Proteção Ambiental (APA) Costa dos Corais foi instituída a partir do Decreto Federal n° 5976, de 23 de outubro de 1997. Tal área abrange 406.301 hectares, divididos entre mar e manguezais, de 12 municípios dos estados de Pernambuco e Alagoas. Assim, este projeto pergunta: quais as crenças sobre meio ambiente, cultura e turismo dos atores da APA Costa dos Corais? Como os diferentes atores se organizam em torno destes temas? Complementarmente, quais são as prioridades destes atores em termos de políticas públicas relacionadas? O intuito é analisar as crenças dos atores políticos e entender como estes se relacionam uns com os outros em busca de informação e quais fatores afetam seu aprendizado sobre políticas públicas de proteção ambiental. O projeto amplia uma agenda de pesquisa sobre a APACC iniciada no grupo de pesquisa multidisciplinar PELD-TAMS. Para o estudo da consistência das crenças dos atores, será utilizado o modelo de coalizão de defesa. Ainda, o trabalho combinará análise de conteúdo quantitativa, visitas a campo com observação participante (presença nas reuniões do conselho), entrevistas em profundidade e Q-methodology a fim de realizar uma abordagem multimétodo.
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LIVIA RODRIGUES DE LIMA PIRES
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POR QUE ALGUNS PAÍSES CONSEGUEM MELHORAR A QUALIDADE DE VIDA DA POPULAÇÃO E OUTROS NÃO? Uma análise do welfare state na América Latina
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Orientador : RICARDO BORGES GAMA NETO
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MEMBROS DA BANCA :
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CLETIANE MEDEIROS COSTA DE ARAÚJO
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DALSON BRITTO FIGUEIREDO FILHO
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ERNANI RODRIGUES DE CARVALHO NETO
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MARIA DO CARMO SOARES DE LIMA
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RICARDO BORGES GAMA NETO
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SAULO FELIPE COSTA
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ÍTALO FITTIPALDI
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Data: 27/01/2025
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A América Latina ainda é fortemente marcada pelas desigualdades e apesar dos recentes avanços ainda há déficits significativos nas políticas sociais e notável variação nos resultados de bem-estar. Isto remete ao seguinte questionamento: porque alguns países conseguem melhorar a qualidade de bem-estar do seu povo e outros países não conseguem ou até regridem? Neste trabalho, examina-se a influência da democracia e da capacidade estatal – compreendida pela arrecadação de receitas, qualidade da burocracia, qualidade regulatória e controle da corrupção – no bem-estar social dos países latino-americanos. Com base na literatura, foram formuladas hipóteses que integram as dimensões fiscal e burocrática da capacidade estatal, além de aspectos de governança, como o controle da corrupção. Supõe-se que um Estado efetivo é capaz de promover dignidade e garantir os direitos sociais com base na cidadania e espera-se que um longo período democrático favoreça de fato o bem-estar social. Com isso, foi possível realizar uma análise mais detalhada sobre a variação da capacidade e governança na provisão de bem-estar dos países. Foram realizadas duas análises empíricas para testar as hipóteses formuladas. Na primeira, foram aplicadas as técnicas, Times-Series Cross-Section (TSCS) e Modelo Linear Generalizado (GLM) para duas variáveis de bem-estar. O Índice de Desenvolvimento Humano e os gastos sociais foram usados como representantes do bem-estar social e as regressões foram estimadas com efeitos fixos e com erros padrão robustos, compreendendo o período de 1996 a 2019. Na segunda análise empírica, foi aplicada a Análise de Componentes Principais (PCA) e seus componentes foram incluídos nos modelos de regressão construídos. Os principais resultados sugerem que a arrecadação e a duração democrática têm um efeito positivo e consistente com o bem-estar social medido tanto pelo IDH quanto pelo gasto social. A hipótese sobre a qualidade burocrática foi confirmada nos modelos com IDH, sugerindo que uma maior eficiência burocrática melhora o desenvolvimento humano e o bem-estar. No entanto, os efeitos do controle da corrupção e da qualidade regulatória apresentaram resultados ambíguos, apresentando variações entre as técnicas. As implicações desses resultados são discutidas ao longo da tese.
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Esta pesquisa analisa a variação da capacidade estatal em fornecer bem-estar à sociedade. A partir de um banco de dados original, examina-se o conjunto de fatores que influenciam o nível de welfare state na América do Sul. Para melhor compreender a trajetória institucional-histórica, complemento a análise com estudos de caso de países detectados como outliers.
As origens do estado de bem-estar estão no resultado do processo de lutas sociais pela proteção dos direitos e segurança em meio a revolução industrial (ESPING-ANDERSEN, 1990; ARRETCHE, 1995; SEGURA-UBIERGO, 2007). Uma grande parte da compreensão desse fenômeno pode vir de países em desenvolvimento, como os da América Latina e em países mais pobres e/ou mais desiguais, os sistemas de proteção social e de investimentos públicos em saúde e educação tendem a ser relativamente mais fracos (SEGURA-UBIERGO, 2007). Mas, apesar de terem desenvolvido seus modelos de welfare state, há uma variação significativa da capacidade do estado entre os países (SEGURA-UBIERGO, 2007; BÄCK; HADENIUS, 2008; BESLEY; PERSSON, 2010; SOIFER, 2015; CRUZ-MARTÍNEZ, 2021).
Alguns países, como Chile, Costa Rica e Uruguai, são considerados casos de sucesso por apresentarem sistemas mais avançados de proteção social (SEGURA-UBIERGO, 2007; CRUZ‐MARTINEZ, 2017). Pribble (2013) aponta que as políticas sociais são historicamente falhas na América Latina. Por exemplo, Soifer (2015) observa que, na Bolívia, a taxa de analfabetismo é cinco vezes maior do que no Uruguai e que no Chile, para cada criança não vacinada, há cerca de dez não vacinadas no Equador.
Os gastos sociais são usados largamente como indicador do desenvolvimento do Estado de bem-estar (SEGURA-UBIERGO, 2007; HUBER; STEPHENS, 2012; NIEDZWIECKI, 2015). Porém, as evidências mostram que eles não refletem a eficiência da aplicação, a qualidade e benefícios esperados. Tomando o Brasil, como um exemplo, ele possui um dos mais altos níveis de gastos com educação e um dos mais baixos desempenhos educacionais, comparado aos outros países da América do Sul[1]. Logo, compreender essa variação dos resultados faz parte desse estudo.
[1] Comparação feita na relação entre o nível de gasto com educação e o desempenho do PISA em proficiência em leitura, para Argentina, Brasil, Chile, Colômbia e Peru. Dados disponíveis em: (OCDE, 2001) e <data.worldbank.org/data-catalog/world-development-indicators>
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ANDERSON HENRIQUE DA SILVA
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“MISSÃO: IMPREVISTO: Governança, Capacidades Estatais e Desempenho Municipal na Gestão de Risco e Desastres no Brasil”
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Orientador : DALSON BRITTO FIGUEIREDO FILHO
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MEMBROS DA BANCA :
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DALSON BRITTO FIGUEIREDO FILHO
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ERNANI RODRIGUES DE CARVALHO NETO
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MARIANA BATISTA DA SILVA
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PEDRO LUCAS DE MOURA PALOTTI
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JORGE ALEXANDRE BARBOSA NEVES
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Data: 07/05/2025
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Sob quais condições os gestores locais alcançam melhor desempenho na gestão de riscos e desastres? A hipótese central sustenta que os efeitos positivos das transferências voluntárias da União emergenciais (TVUE) dependem da presença simultânea de uma burocracia qualificada e do alinhamento político com o governo federal. O argumento principal é que a efetividade dessas políticas é condicional à capacidade estatal local de transformar recursos em ações concretas, o que requer estrutura técnica, estabilidade institucional e coordenação política. A tese está organizada em três capítulos: o capítulo 1 realiza uma revisão sistemática da literatura nacional sobre o tema, mapeando suas abordagens conceituais e metodológicas. O capítulo 2 constrói e compara três técnicas para medir a desempenho local de gestão de risco: Análise Fatorial com Dados Categóricos (AFDC), Modelagem de Classes Latentes (LCM) e Índice por Média Simples (IMS), utilizando dados do IBGE (MUNIC). A metodologia inclui pré-processamento, imputação de dados, estimação estatística e análise comparativa entre modelos. O capítulo 3 testa empiricamente a hipótese com base em regressões com dados em painel, efeitos fixos bidimensionais, termos interativos e defasagem temporal. O banco de dados original integra informações do Ministério da Integração e Desenvolvimento Regional, Portal Transferegov, IBGE, TSE, RAIS, IPEA, STN e do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (CEMADEN), cobrindo o período de 2012 a 2022. Os principais resultados indicam que: (1) a produção é predominantemente descritiva, com poucos trabalhos causais (apenas 10% com hipóteses explícitas) e ampla subutilização de indicadores e dados abertos; (2) a AFDC é a técnica mais eficaz para identificar padrões ocultos de desempenho estatal local; (3) as transferências voluntárias da União de emergência produzem efeitos positivos apenas quando mediadas por uma burocracia qualificada; (4) apenas o alinhamento político com ministro e coalizão não gera efeitos sinérgicos na performance local e, em alguns casos, compromete a autonomia técnica e; (5) a maioria dos municípios mantém baixos níveis de desempenho institucional ao longo dos anos. A contribuição da tese é oferecer uma explicação original sobre os determinantes do desempenho local na gestão de riscos no Brasil. Assim, aliando síntese conceitual, inovação metodológica e evidência empírica com implicações diretas para o fortalecimento da capacidade estatal e da governança do risco.
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A associação entre as Transferências V oluntárias da União de Emergência (TVUE) e capacidade estatal local de gestão de risco e desastres depende da qualidade da burocracia local? A hipótese de trabalho sustenta que a associação das Transferências V oluntárias da União de Emergência (TVUE) é positiva sobre a Capacidade Estatal Local de Gestão de Risco e Desastres, quando a burocracia local é mais bem qualificada. Em particular, acreditamos que as transferências voluntárias da União de Emergências provenientes de convênios, para além do fator político, permitem os prefeitos investirem em projetos do seu interesse e de maior necessidade local de gerir seus riscos e emergências. Todavia, esse efeito positivo depende de uma burocracia qualificada, independente de pressões políticas e com expertise necessária. Como abordagem empírica, este trabalho será estruturado em três capítulos e utilizará de diferentes metodologias: o primeiro capítulo apresenta uma revisão sistemática da literatura sobre gestão de risco e desastre. O segundo capítulo detalha a criação de um índice original para mensurar a capacidade dos municípios de enfrentar riscos e desastres. Para sua construção, serão testadas três técnicas de redução de componentes: Análise Fatorial (AF) Exploratória com Dados Categóricos, Modelagem de Dados Latentes (LCM) e Média Simples. Após a escolha da técnica mais apropriada, a dimensionalidade de seis indicadores será reduzida, gerando uma medida validada por meio do procedimento selecionado. O índice resultante será utilizado como a variável dependente da análise. O terceiro capítulo emprega uma base de dados inédita, construída a partir de fontes secundárias, para avaliar a relação entre os fatores investigados. A análise será realizada utilizando Regressão Linear (MQO) de painel com efeitos fixos e termos interativos. A base reunirá dados do Portal Transferegov, IBGE, Secretaria do Tesouro Nacional e Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais, abrangendo o período de 2012 a 2022. Esta tese tem como principais contribuições: (1) analisar como os municípios gerenciam os recursos emergências voltados para desastres; (2) sistematizar a literatura acerca do tema sobretudo nas áreas de Ciência Política e Administração Pública e; (3) construir um novo índice capaz de sumarizar informações de indicadores amplamente utilizados na área.
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MARCOS ANTONIO TAVARES DA COSTA
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Peacekeepers e o Haiti: Forças de Paz e Política Externa do Brasil.
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Orientador : RICARDO BORGES GAMA NETO
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MEMBROS DA BANCA :
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RICARDO BORGES GAMA NETO
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MARCELO DE ALMEIDA MEDEIROS
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ANDREA QUIRINO STEINER
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MARCOS AURELIO GUEDES DE OLIVEIRA
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THALES CAVALCANTI CASTRO
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ELTON GOMES DOS REIS
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AUGUSTO WAGNER MENEZES TEIXEIRA JUNIOR
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Data: 12/05/2025
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No início dos anos 2000, o Brasil passava por um momento singular na História ao eleger o primeiro presidente da República vindo das classes mais pobres do país. Com ele, houve uma estratégia de ampliar a importância do Brasil no cenário mundial, buscando prestígio e protagonismo em Organismos Internacionais e Regionais. Então, em 2004, o pequeno Haiti passava por mais uma grave crise de segurança e institucional, e o Brasil foi convidado a liderar o componente militar da operação que seria criada pela Organização das Nações Unidas para estabilizar aquele nação caribenha. A Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti (MINUSTAH) foi um vetor de prestígio da narrativa de protagonismo que o país queria, e para isso, um grande esforço de pessoal, meios materiais, diplomacia e recursos foi direcionado para essa atividade. O Brasil, durante os 13 anos da MINUSTAH possuía o Chefe Militar, parte do staff e o maior efetivo no terreno, e o governo de Luís Inácio da Silva adotou um discurso pautado na solidariedade em proveito da paz mundial. Esta tese busca, então, compreender em que medida a atuação do Brasil nesse processo, enquanto líder militar e com maior efetivo, além do apoio considerável do Estado, contribuiu para a finalização dessa operação de paz. Nossa hipótese é que, mesmo que a operação não tenha atingido plenamente seus objetivos (RAZZA, 2018), o desenvolvimento das atividades das tropas brasileiras contribuiu para a estabilização e manutenção da paz por meio das ações de fortalecimento da segurança, nas operações de ajuda humanitária e das atividades de apoio ao desenvolvimento do Haiti, elementos que designamos como os mecanismos causais. A metodologia adotada é o process tracing com o emprego de ampla documentação primária produzida por diversos órgãos, materiais que serão trabalhados nesses mecanismos elencados. A experiência brasileira deixou reflexos para os estudos da Defesa, das Relações Internacionais e das Ciências Sociais no Brasil, e este trabalho procura apontar novos caminhos ao entrelar essas ciências com o tema da MINUSTAH.
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resumo
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LILIAN BARROS CARVALHO
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Doacoes de Campanha, Reeleicao e Eficacia Legislativa Parlamentar
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Orientador : MARIANA BATISTA DA SILVA
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MEMBROS DA BANCA :
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MARIANA BATISTA DA SILVA
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ACIR DOS SANTOS ALMEIDA
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BRUNO CARAZZA DOS SANTOS
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LUCIANA DA CONCEIÇÃO FARIAS SANTANA
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MANOEL LEONARDO WANDERLEY DUARTE SANTOS
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Data: 30/06/2025
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Qual o impacto do financiamento privado de campanha sobre a eficácia legislativa dos parlamentares brasileiros? Ao buscar explicar os fatores que impulsionam o desempenho legislativo dos parlamentares, a literatura foca na observância majoritária de condicionantes institucionais como a ocupação de liderança, pertencimento ao partido ou grupos majoritários bem como a experiência dos parlamentares. Contudo, essa tese propõe o argumento que desdobra-se em três aspectos centrais: primeiro, que as doações eleitorais incentivam o engajamento parlamentar na arena legislativa, conferindo maior autonomia aos legisladores; segundo, que a ocupação de posições de autoridade e a experiência acumulada são determinantes para a conversão do empenho em resultados legislativos; e terceiro, que a interação entre financiamento, experiência e autoridade gera um efeito sinérgico que potencializa a eficácia parlamentar. O desempenho legislativo parlamentar foi confeccionado por meio do Legislative Effectiveness Score Brazil (LESb), medida inspirada na metodologia de Volden e Wiseman (2014). Para a construção do índice, foram consideradas 50.320 proposições legislativas de iniciativa dos deputados federais entre a 50ª à 55ª legislatura da Câmara dos Deputados (1995–2019). Dentre os indicadores estão os cinco estágios legislativos majoritários de tramitação legislativa- iniciado, comissões, plenário, Senado e lei - e a ponderação pela complexidade das matérias sob análise de modo que Propostas de Emenda à Constituição (PEC), Projetos de Lei Complementar (PLP), Projetos de Lei Ordinária (PL) e Projetos de Decreto Legislativo (PDL). O LESb é um índice abrangente e comparável, composto por 20 indicadores que mensuram a atividade legislativa. O financiamento privado de campanha foi mensurado por meio das categorias recursos próprios, doações de pessoas físicas, pessoas jurídicas e doações partidárias entre 1994 e 2014. As posições de autoridade institucional foram agregadas por meio de análise fatorial, incluindo lideranças (maioria, minoria, governo, oposição) e presidência de comissões. A experiência parlamentar foi mensurada pela variável binária "reeleito". Também foram consideradas as variáveis escolaridade, votação no distrito, pertencimento à coalizão governista e experiência prévia em cargos legislativos em outras esferas como controles na composição dos modelos. A técnica estatística utilizada é a regressão linear com dados em painel, que permite controlar por características não observadas dos indivíduos e variações contextuais das legislaturas. Os principais resultados indicam que, isoladamente, as doações de campanha e a ocupação de cargos de autoridade institucional não apresentam impacto significativo sobre a eficácia legislativa. No entanto, parlamentares reeleitos apresentaram um desempenho legislativo (LESb) entre 8,7% e 9,5% superior ao dos não reeleitos, confirmando a hipótese da experiência. A interação entre doações de pessoas jurídicas e a reeleição é estatisticamente significativa e positiva, com parlamentares reeleitos que receberam doações de empresas apresentando um desempenho legislativo 2,1% maior. Entre as variáveis de controle, a escolaridade exerce influência expressiva: deputados com pós-graduação têm eficácia 82,7% superior. A experiência prévia em cargos legislativos em outras esferas aumenta o desempenho em 6,3%. Por outro lado, integrar a coalizão governista está associado a uma redução média de 3,8% na eficácia. Em conclusão, a eficácia legislativa é moldada por uma combinação de capital político acumulado, qualificação educacional e experiência prática. A tese oferece uma contribuição técnica valiosa ao apresentar o LESb e, ao investigar o impacto das doações de campanha sob uma perspectiva de externalidade positiva, sugere que o financiamento, quando aliado à permanência no cargo e experiência, pode potencializar a atuação legislativa
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Qual o impacto do financiamento de campanha sobre a eficácia legislativa dos deputados federais brasileiros? A expectativa é de que ao receberem doações privadas de campanha os parlamentares beneficiados fiquem menos dependentes de recursos oriundos da relação com o Poder Executivo, como é o caso de emendas parlamentares, por exemplo. E nesse contexto, se sintam mais à vontade para operarem e proporem inovações de sua autoria ao ordenamento jurídico do país. Por outro lado, na intenção de beneficiarem seus financiadores com vistas a manterem ou aumentarem as doações para suas campanhas, os parlamentares desenvolvam habilidades que impulsionam suas capacidades de iniciar, tramitar e aprovar matérias. Em resumo, as doações operam com um instrumento de incentivo, que pode vir a beneficiar diretamente seus financiadores, mas que reverbera de forma mais ampla na performance legislativa dos parlamentares. De tal maneira, a hipótese é que parlamentares que recebem maiores proporções de doações privadas de campanha desempenham maior eficácia legislativa.
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ANA CAROLINA DE OLIVEIRA ASSIS
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UNVEILING CATALYSTS AND LIMITATIONS: explaining military equipment expenditure for NATO countries
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Orientador : MARCOS AURELIO GUEDES DE OLIVEIRA
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MEMBROS DA BANCA :
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ANDREA QUIRINO STEINER
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AUGUSTO WAGNER MENEZES TEIXEIRA JUNIOR
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JOAO POLICARPO RODRIGUES LIMA
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MARCOS AURELIO GUEDES DE OLIVEIRA
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RICARDO BORGES GAMA NETO
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Data: 30/07/2025
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Qual é o efeito de fatores políticos, econômicos e estratégicos sobre os gastos com equipamentos militares? Este estudo investiga como essas variáveis influenciam os gastos com armamentos por países da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), no período de 1998 a 2022. São testadas seis hipóteses principais: (H1) países com melhor desempenho econômico tendem a investir mais em equipamentos militares; (H2) maiores gastos militares totais resultam em maior investimento em equipamentos militares; (H3) regimes mais democráticos investem menos em armamentos; (H4) maior percepção de ameaça leva a mais gastos; (H5) países que apoiam conflitos investem mais em armamentos; e (H6) envolvimento direto em conflitos aumenta os gastos com armamentos. A literatura existente é limitada em termos de modelos interdisciplinares e frequentemente utiliza o orçamento militar total como proxy para investimento em equipamentos, o que pode gerar vieses. Esta pesquisa propõe uma abordagem multidimensional e empírica, utilizando dados da OTAN, do Stockholm International Peace Research Institute, entre outros, além de aplicar modelos econométricos de Mínimos Quadrados Ordinários Empilhados (MQOE) e Variáveis Instrumentais com Mínimos Quadrados em Dois Estágios (VI MQ2E) para lidar com endogeneidade. Os resultados indicam que o gasto militar total é o principal fator associado aos investimentos em equipamentos, seguido pelo envolvimento direto em conflitos e pela percepção de ameaça da Rússia. Por outro lado, o desempenho econômico, apoio a países em guerra e o regime político não apresentaram significância estatística. Além disso, destaca-se que os elevados níveis de gasto dos Estados Unidos podem influenciar os resultados gerais, uma vez que o país investe desproporcionalmente mais do que os demais membros da aliança nesse setor. Por tanto, esse estudo reforça a importância de elaboração de pesquisas que diferenciem orçamento militar total e gasto em equipamentos, integre variáveis estratégicas e operacionais, como também ponderem o peso individual de cada país, a fim de compreender os reais determinantes do investimento em armamentos.
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Qual é o efeito de fatores políticos, econômicos e estratégicos sobre os gastos com equipamentos militares? Este estudo investiga como essas variáveis influenciam os gastos com armamentos por países da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), no período de 1998 a 2022. São testadas seis hipóteses principais: (H1) países com melhor desempenho econômico tendem a investir mais em equipamentos militares; (H2) maiores gastos militares totais resultam em maior investimento em equipamentos militares; (H3) regimes mais democráticos investem menos em armamentos; (H4) maior percepção de ameaça leva a mais gastos; (H5) países que apoiam conflitos investem mais em armamentos; e (H6) envolvimento direto em conflitos aumenta os gastos com armamentos. A literatura existente é limitada em termos de modelos interdisciplinares e frequentemente utiliza o orçamento militar total como proxy para investimento em equipamentos, o que pode gerar vieses. Esta pesquisa propõe uma abordagem multidimensional e empírica, utilizando dados da OTAN, do Stockholm International Peace Research Institute, entre outros, além de aplicar modelos econométricos de Mínimos Quadrados Ordinários Empilhados (MQOE) e Variáveis Instrumentais com Mínimos Quadrados em Dois Estágios (VI MQ2E) para lidar com endogeneidade. Os resultados indicam que o gasto militar total é o principal fator associado aos investimentos em equipamentos, seguido pelo envolvimento direto em conflitos e pela percepção de ameaça da Rússia. Por outro lado, o desempenho econômico, apoio a países em guerra e o regime político não apresentaram significância estatística. Além disso, destaca-se que os elevados níveis de gasto dos Estados Unidos podem influenciar os resultados gerais, uma vez que o país investe desproporcionalmente mais do que os demais membros da aliança nesse setor. Por tanto, esse estudo reforça a importância de elaboração de pesquisas que diferenciem orçamento militar total e gasto em equipamentos, integre variáveis estratégicas e operacionais, como também ponderem o peso individual de cada país, a fim de compreender os reais determinantes do investimento em armamentos.
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MARIANA MENESES SILVESTRE DE SOUSA
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Pressoes Internas em Coalizoes de Eleitores Negativos: A Polarizacao Afetiva Pode Afastar Eleitores do Sistema Politico?
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Orientador : NARA DE CARVALHO PAVAO
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MEMBROS DA BANCA :
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MARCUS ANDRE BARRETO CAMPELO DE MELO
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NARA DE CARVALHO PAVAO
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CESAR ZUCCO JR.
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FERNANDO BARROS MELLO
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GUILHERME AZZI RUSSO
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Data: 19/08/2025
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Esta pesquisa investiga como a polarização afetiva influencia o engajamento político, com foco na eficácia política externa e no comparecimento eleitoral. Argumenta-se que, em contextos de baixo partidarismo positivo, ao aumentar o número de eleitores negativos — aqueles cuja principal motivação eleitoral é impedir a vitória de um adversário —, a polarização afetiva amplia a heterogeneidade afetiva e ideológica dentro dos grupos políticos. Essa maior diversidade interna, combinada com a pressão dentro dos grupos políticos por conformidade ideológica em contextos polarizados, tende a reduzir a percepção de representatividade e, consequentemente, o engajamento eleitoral a longo prazo de eleitores negativos. A análise empírica é realizada em três etapas: primeiro, investiga-se se a polarização afetiva aumenta a variação de afeto e ideologia intragrupo; em seguida, avalia-se o impacto dessa variação na eficácia política externa e na disposição para votar; por fim, um experimento de survey testa os efeitos da pressão social sobre a coesão grupal em contextos polarizados. A análise combina evidências experimentais e dados observacionais longitudinais do Comparative Study of Electoral Systems (CSES) e do American Trends Panel, entre outros. O estudo busca contribuir para a compreensão dos limites da polarização afetiva como motor de mobilização política, investigando se o engajamento motivado pela aversão ao adversário pode dar lugar ao desengajamento político em democracias contemporâneas.
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Esta pesquisa investiga como a polarização afetiva influencia o engajamento político, com foco na eficácia política externa e no comparecimento eleitoral. Argumenta-se que, em contextos de baixo partidarismo positivo, ao aumentar o número de eleitores negativos — aqueles cuja principal motivação eleitoral é impedir a vitória de um adversário —, a polarização afetiva amplia a heterogeneidade afetiva e ideológica dentro dos grupos políticos. Essa maior diversidade interna, combinada com a pressão dentro dos grupos políticos por conformidade ideológica em contextos polarizados, tende a reduzir a percepção de representatividade e, consequentemente, o engajamento eleitoral a longo prazo de eleitores negativos. A análise empírica é realizada em três etapas: primeiro, investiga-se se a polarização afetiva aumenta a variação de afeto e ideologia intragrupo; em seguida, avalia-se o impacto dessa variação na eficácia política externa e na disposição para votar; por fim, um experimento de survey testa os efeitos da pressão social sobre a coesão grupal em contextos polarizados. A análise combina evidências experimentais e dados observacionais longitudinais do Comparative Study of Electoral Systems (CSES) e do American Trends Panel, entre outros. O estudo busca contribuir para a compreensão dos limites da polarização afetiva como motor de mobilização política, investigando se o engajamento motivado pela aversão ao adversário pode dar lugar ao desengajamento político em democracias contemporâneas.
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CAIO GOMES BRANDÃO RIOS
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Quebrando o Tabu: Instituicoes e Desenhos Experimentais
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Orientador : FLAVIO DA CUNHA REZENDE
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MEMBROS DA BANCA :
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FLAVIO DA CUNHA REZENDE
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MARIANA BATISTA DA SILVA
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RICARDO BORGES GAMA NETO
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DALSON BRITTO FIGUEIREDO FILHO
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MANOEL LEONARDO WANDERLEY DUARTE SANTOS
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FÁBIO RIBEIRO MACHADO
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REBECCA BIANCA DE MELO MAGALHAES BRASILEIRO
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Data: 28/08/2025
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Explicações institucionais podem ser analisadas a partir de desenhos experimentais? Esta tese busca responder essa questão a partir de uma análise exploratória da produção científica na área de Política Comparada. A Teoria do Pluralismo Inferencial diz que a dualidade teórica (Comportamentalismo vs. Institucionalismo) presente na disciplina gera uma diversidade de lógicas de causação. Isso acontece, pois a Ciência Política não pode abandonar as explicações institucionais por completo, e a relação endógena entre contexto e instituições traz a Nova Metodologia Qualitativa ao centro do debate nesses estudos. No entanto, mostro que existe uma parcela pequena dessa produção que consegue driblar os problemas metodológicos inerentes às instituições e aplicar desenhos experimentais. Dessa forma, ela segue a revolução de credibilidade vivenciada pela disciplina. Chamo esses estudos de zona cinzenta e mostro que eles combinam teorias institucionais e comportamentais para tornarem suas perguntas de pesquisa mais identificáveis e passíveis de serem respondidas por estratégias experimentais. Os experimentos de survey ganham destaque na zona cinzenta, mas os experimentos de laboratórios demonstram maior versatilidade para manipular regras e estruturas.
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Sob quais condições desenhos experimentais podem ser utilizados em modelos institucionais? O objetivo desta tese é mapear e compreender como os desenhos experimentais podem compor as explicações baseadas em modelos institucionais na Ciência Política Contemporânea. Além de explorar essa conexão, essa tese tem o potencial de desmistificar a impossibilidade do uso deste desenho pelos institucionalistas e ampliar o leque metodológico disponível para que testem suas hipóteses.
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VINICIUS SILVA SANTANA
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Um líder (sub)regional emergente no Cáucaso Sul? Regionalismo, liderança e capacidades
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Orientador : ANDREA QUIRINO STEINER
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MEMBROS DA BANCA :
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ANDREA QUIRINO STEINER
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RAFAEL MESQUITA DE SOUZA LIMA
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PATERSON FRANCO COSTA
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FARID SHAFIYEV
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ELIA ELISA CIA ALVES
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Data: 29/08/2025
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Esta tese examina as dinâmicas regionais no Cáucaso do Sul, uma sub-região estrategicamente relevante da Eurásia composta por Armênia, Azerbaijão e Geórgia. A literatura sugere que o Cáucaso do Sul não pode ser considerado uma região política, pois tentativas de integração entre os três países falharam e cada um dos países seguiu diferentes abordagens de política externa, herdando conflitos internos após sua independência e sem uma liderança que promovesse processos de regionalismo. Assim, esta tese tem foco na identificação e análise de uma liderança regional em potencial. Apesar de sua relevância geopolítica, o Cáucaso do Sul permanece pouco estudado no contexto de estruturas regionais. Este estudo aborda essa lacuna empregando uma estrutura teórica que integra insights das teorias de regionalismo para compreender a formação e evolução das interações regionais, e da teoria de middlepowermanship para descobrir as capacidades materiais específicas que definem um líder regional. O objetivo central é ir além das análises de poder convencionais para identificar qual dos países do Cáucaso do Sul, se houver, possui os atributos necessários para assumir um papel de liderança na região. Esta tese adota o Most Similar Systems Design (MSSD) em conjunto com a descrição analítica, o que facilita uma comparação sistemática e a construção de quatro protótipos teóricos de um líder subregional para o Cáucaso do Sul. Em seguida, cada um dos três países é comparado a esses protótipos ideais. Esta análise comparativa envolve uma avaliação detalhada de suas respectivas capacidades materiais e leva em consideração seu engajamento histórico e contemporâneo em iniciativas regionais e suas relações bilaterais. Os resultados desta pesquisa indicam que, dentre os três países do Cáucaso do Sul, o Azerbaijão é o país que mais se assemelha aos protótipos, possuindo mais características de um líder regional, enquanto Armênia e Geórgia desempenham papéis significativos na região, mas suas capacidades e influência, quando medidas em relação aos protótipos estabelecidos, não apresentam um perfil de liderança regional tão robusto quanto o do Azerbaijão.
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A tese ainda não tem uma definição sobre resumo.
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DEISIANE DA CONCEIÇÃO VIANA DE SANTANA VALDEVINO
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Análise dos limites da eficácia das sanções da União Europeia contra a Rússia em relação à guerra na Ucrânia.
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Orientador : RICARDO BORGES GAMA NETO
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MEMBROS DA BANCA :
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RICARDO BORGES GAMA NETO
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ANDREA QUIRINO STEINER
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ERNANI RODRIGUES DE CARVALHO NETO
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MARCOS AURELIO GUEDES DE OLIVEIRA
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THALES CAVALCANTI CASTRO
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ELTON GOMES DOS REIS
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ALEXANDRE CESAR CUNHA LEITE
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Data: 23/09/2025
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A partir do dilema central: por que as sanções impostas pela União Europeia (UE) contra a Rússia não foram suficientes para interromper ou frear o avanço da guerra na Ucrânia? Esta tese investiga os limites da eficácia das sanções impostas pela UE contra a Rússia no contexto da guerra na Ucrânia no período anual de 2022. Analisa-se em que medida as sanções produziram efeitos coerentes com seus objetivos declarados, especialmente no campo da coerção e da alteração de comportamento estratégico da Rússia. A hipótese é de que as contramedidas implementadas pela Rússia possibilitaram a neutralização dos efeitos esperados pelas medidas coercitivas da UE. Argumenta-se que, embora as sanções tenham produzido efeitos econômicos, políticos, financeiros e diplomáticos significativos, sua eficácia foi limitada, pela imposição de contramedidas estratégicas russas que possibilitaram a capacidade adaptativa da Rússia às sanções durante a guerra. A base teórica do trabalho assenta-se na teoria da coerção econômica, que interpreta as sanções como ferramentas destinadas a impor custos ao alvo a fim de alterar suas ações, e na teoria das sanções inteligentes, que propõe formas mais seletivas e direcionadas de pressão econômica, buscando reduzir os impactos das sanções na população civil. A revisão da literatura contempla as críticas estruturais à eficácia das sanções que questionam a real capacidade desse instrumento de produzir mudanças políticas significativas. Na pesquisa, realiza-se um Estudo de Caso das sanções, cujo método aplicado é o Process Tracing para rastrear a relação entre as sanções da UE contra a Rússia nos pacotes de 1 a 9 de 2022 e a continuidade da guerra na Ucrânia, testando a hipótese de que as contramedidas russas neutralizaram ou reduziram significativamente a eficácia esperada das sanções. A análise causal realizada para cada pacote de sanções evidencia que o grau de neutralização dos efeitos das sanções é resultado de estratégias deliberadas e estruturadas de adaptação pela Rússia. Os resultados indicam que, apesar da intensidade e da abrangência dos pacotes de sanções da UE, a capacidade de adaptação econômica da Rússia, a manutenção de apoio interno ao governo e a implementação de contramedidas estratégicas reduziram significativamente os impactos das sanções, garantindo a continuidade da guerra na Ucrânia.
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O uso de sanções como instrumento de política internacional remonta à Antiguidade, quando cidades-estados gregas aplicavam bloqueios comerciais contra adversários para enfraquecer suas economias e capacidades militares (BALDWIN, 1985). No século XX, as sanções ganharam destaque como alternativa ao uso da força, especialmente com a criação da Liga das Nações, que tentou utilizá-las para conter Estados expansionistas, embora com sucesso limitado (GALTUNG, 1967). Após a Segunda Guerra Mundial, a Carta da ONU formalizou as sanções como um mecanismo de coerção internacional, atribuindo ao Conselho de Segurança da ONU a prerrogativa de aplicá-las em resposta a ameaças à paz e segurança globais (ONU, 1945). Desde o final da Guerra Fria, as sanções foram ampliadas e diversificadas (PORTELA, 2010), sendo aplicadas em conflitos como o da ex-Iugoslávia, Irã, Iraque, Líbia, Coreia do Norte e, mais recentemente, Rússia e Ucrânia. No contexto contemporâneo, a União Europeia emergiu como um ator central na implementação de sanções, utilizando esse instrumento para responder a crises internacionais, como a anexação da Crimeia pela Rússia em 2014 e, posteriormente, a invasão da Ucrânia em 2022 (CONSELHO EUROPEU, 2025a). Porém, a eficácia das sanções em deter guerras e promover mudanças de comportamento permanece um tema de intenso debate acadêmico e político. A guerra na Ucrânia, desencadeada pela invasão russa em fevereiro de 2022, representa um dos maiores desafios no sistema internacional. Como resposta, a União Europeia (UE), os Estados Unidos e diversos países impuseram um amplo regime de sanções contra a Rússia, buscando enfraquecer sua capacidade de financiar o conflito e, eventualmente, levar a negociação de um acordo de paz (CONSELHO EUROPEU, 2025b; DREZNER, 2023). No entanto, apesar da intensidade e da abrangência das sanções empregadas, a continuidade da guerra na atualidade traz questionamentos sobre a eficácia das medidas restritivas como instrumento de política internacional.
5 As sanções são uma ferramenta essencial na política externa e de segurança comum da UE, por meio da qual ela pode intervir quando necessário para evitar conflitos ou responder a crises atuais ou emergentes (CONSELHO EUROPEU, 2025b). Parte-se do pressuposto de que as sanções da UE contra a Rússia relacionadas à guerra na Ucrânia foram ineficazes no período de 2022-2024, visto que não impediram o avanço militar das tropas russas no país. O foco da pesquisa está na aplicação das sanções da UE contra a Rússia, sendo estas também denominadas “medidas coercitivas” que promoveram restrições econômicas, financeiras, diplomáticas, militares e individuais contra o país russo (CONSELHO EUROPEU, 2025c). No período de análise da pesquisa, 2022-2024, as sanções da UE foram ampliadas com o objetivo de pressionar economicamente a Rússia e limitar sua capacidade de financiar a guerra na Ucrânia (IDEM). Apesar da abrangência dessas medidas, a economia russa tem demonstrado resiliência, contando com estratégias alternativas, como o fortalecimento das relações comerciais com países não alinhados às sanções, especialmente China, Índia e Turquia (GURVICH & PRILEPSKIY, 2023). Passados mais de dois anos desde a adoção dessas medidas, a Rússia continua a sustentar o esforço de guerra, levantando questionamentos sobre a real eficácia das sanções como instrumento de mitigação de conflitos ou como meio de estratégia de mudança política na guerra. O dilema central da pesquisa reside na seguinte questão: por que as sanções impostas contra a Rússia não foram suficientes para interromper ou frear o avanço da guerra na Ucrânia? Para responder a essa pergunta, o presente estudo analisará as sanções aplicadas contra a Rússia e os fatores que limitaram sua eficácia.
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VANESSA HORACIO LIRA
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Quais os efeitos da polarizacao afetiva nas atitudes de politica externa?
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Orientador : NARA DE CARVALHO PAVAO
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MEMBROS DA BANCA :
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NARA DE CARVALHO PAVAO
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RAFAEL MESQUITA DE SOUZA LIMA
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EDNALDO APARECIDO RIBEIRO
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FELICIANO DE SÁ GUIMARÃES
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IVAN FILIPE ALMEIDA LOPES FERNANDES
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Data: 30/09/2025
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Quais os efeitos da polarização afetiva nas atitudes de política externa? Por muito tempo predominou na literatura o consenso de que o público não tem interesse em política externa. Mas estudos recentes têm mostrado que os indivíduos possuem opinião sobre o tema e são influenciados pelas elites políticas no processo de formulação das suas preferências. Essas preferências de políticas específicas consistem no que chamamos de atitudes de política externa. O objetivo desta tese é testar os efeitos da polarização afetiva nas atitudes de política externa dos brasileiros. A polarização afetiva consiste na animosidade entre os grupos políticos, nos quais os indivíduos tendem a gostar cada vez mais do grupo do qual pertencem e a desgostar mais do grupo oposto. Com o aumento da polarização a partir de 2018, as elites políticas passaram a se apropriar mais de temas de política externa para mobilizar seus eleitores, enviando sinais para as massas. À medida que os indivíduos se polarizam afetivamente, utilizam esses sinais para formar suas preferências de política externa. Portanto, o argumento principal da tese é de que a polarização entre grupos políticos faz com que (1) os indivíduos expressem mais suas opiniões sobre política externa e (2) adotem posições mais fortes e menos ambíguas sobre temas dessa natureza. A pesquisa está desenhada com duas estratégias. Na estratégia observacional utilizamos surveys do LAPOP (2006-2023), Latinobarômetro (2010-2023), Pew Research Center e do projeto "o Brasil, as Américas e o mundo"(2010-2019) para testar a associação entre as variáveis. Na sequência testamos as hipóteses em termos de causalidade a partir de um experimento randomizado, no qual ativamos a polarização afetiva através de um jogo de confiança. Por fim, a tese procura preencher uma lacuna na literatura sobre atitudes de política externa, ao defender a polarização como fator explicativo importante no cenário político brasileiro contemporâneo.
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Quais os efeitos da polarização afetiva nas atitudes de política externa? Por muito tempo predominou na literatura o consenso de que o público não tem interesse em política externa. Mas estudos recentes têm mostrado que os indivíduos possuem opinião sobre o tema e são influenciados pelas elites políticas no processo de formulação das suas preferências. Essas preferências de políticas específicas consistem no que chamamos de atitudes de política externa. O objetivo desta tese é testar os efeitos da polarização afetiva nas atitudes de política externa dos brasileiros. A polarização afetiva consiste na animosidade entre os grupos políticos, nos quais os indivíduos tendem a gostar cada vez mais do grupo do qual pertencem e a desgostar mais do grupo oposto. Com o aumento da polarização a partir de 2018, as elites políticas passaram a se apropriar mais de temas de política externa para mobilizar seus eleitores, enviando sinais para as massas. À medida que os indivíduos se polarizam afetivamente, utilizam esses sinais para formar suas preferências de política externa. Portanto, o argumento principal da tese é de que a polarização entre grupos políticos faz com que (1) os indivíduos expressem mais suas opiniões sobre política externa e (2) adotem posições mais fortes e menos ambíguas sobre temas dessa natureza. A pesquisa está desenhada com duas estratégias. Na estratégia observacional utilizamos surveys do LAPOP (2006-2023), Latinobarômetro (2010-2023), Pew Research Center e do projeto "o Brasil, as Américas e o mundo"(2010-2019) para testar a associação entre as variáveis. Na sequência testamos as hipóteses em termos de causalidade a partir de um experimento randomizado, no qual ativamos a polarização afetiva através de um jogo de confiança. Por fim, a tese procura preencher uma lacuna na literatura sobre atitudes de política externa, ao defender a polarização como fator explicativo importante no cenário político brasileiro contemporâneo.
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ANA TEREZA DUARTE LIMA DE BARROS
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DEMOCRACIA, CAPACIDADE ESTATAL E RESPOSTAS À PANDEMIA: Uma análise comparada de 167 países entre 2020 e 2022
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Orientador : ERNANI RODRIGUES DE CARVALHO NETO
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MEMBROS DA BANCA :
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ERNANI RODRIGUES DE CARVALHO NETO
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MARIANA BATISTA DA SILVA
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MELINA GUARDAMAGNA
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KELLY CRISTINA COSTA SOARES
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MICHELLE VIEIRA FERNANDEZ DE OLIVEIRA
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Data: 16/10/2025
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Em que medida o regime político e a capacidade estatal explicam a variação entre países na intensidade das políticas governamentais contra a Covid-19 e na subnotificação de mortes? Esta tese responde a essa pergunta por meio de uma análise comparativa quantitativa com dados de 167 países. O objetivo é investigar em que medida a democracia e as dimensões administrativa e coercitiva da capacidade estatal explicam a variação na intensidade das respostas governamentais à pandemia e no grau de subnotificação de mortes. Para isso, o trabalho formula três hipóteses: (H1) quanto maior o nível democrático, maior a intensidade das políticas adotadas e menor a subnotificação de mortes; (H2) quanto maior a capacidade estatal, maior a intensidade das políticas públicas e menor a subnotificação; (H3) o efeito da capacidade estatal é atenuado em contextos democráticos. A pesquisa utiliza modelos de regressão linear com interação entre variáveis, empregando como variáveis dependentes o índice Oxford Covid-19 Government Response Tracker (OxCGRT) e a diferença entre mortes oficiais e excesso de mortes ajustadas por 100 mil habitantes. Os resultados indicam que a capacidade administrativa é o principal fator associado à intensidade das políticas contra a Covid-19, enquanto a democracia, isoladamente, não exerce influência significativa. Por outro lado, regimes democráticos tendem a apresentar menor subnotificação de mortes, sugerindo maior transparência. Interações estatisticamente significativas revelam que a capacidade estatal só produz efeitos positivos, tanto na intensidade quanto na transparência, quando combinada a altos níveis de democracia. Conclui-se que o regime político condiciona a efetividade das capacidades estatais em contextos de crise sanitária.
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Quais fatores explicam uma melhor resposta à pandemia do COVID-19? A tese tem como objetivo investigar e analisar como fatores, tais quais o tipo de regime político, a capacidade estatal, a ideologia política dos líderes, o desenho institucional e a polarização política, afetaram a resposta à pandemia do COVID-19, a nível global. Desde o início da pandemia, cientistas políticos despertaram o interesse em estudar a relação entre regimes políticos e o manejo do Covid-19. A pandemia constituiu um desafio à boa governança democrática (DIAMOND, 2020). No entanto, diferenças nos tipos de governança levariam a diferentes níveis de eficiência na administração da pandemia (GASKELL; STOKER, 2020). Os efeitos do Covid-19, nos regimes políticos, foram mais devastadores naquelas democracias que já haviam começado um processo de erosão democrática, como seriam os casos de Polônia e Hungria (AFSAHI et al., 2020). A presente tese está dividida da seguinte forma: o capítulo 1 se dedica a construir um referencial teórico que justifique a pergunta de pesquisa, assim como as variáveis escolhidas. O capítulo 2, intitulado “Democracia Liberal, Capacidade Estatal e Resposta Governamental à Pandemia”, dedica-se à análise do primeiro modelo de dados em painel, que abarca todos os países os quais continham todos os dados disponíveis. O capítulo 3, intitulado “Controle Partidário Dividido, Polarização, Capacidade Estatal e Resposta Governamental à Pandemia nas Democracias”, analisa o segundo modelo de dados em painel, que considera exclusivamente 9 as democracias. O objetivo é testar o efeito das variáveis “regime político”, “capacidade estatal”, “ideologia política”, “controle partidário dividido”, e “polarização política” nas respostas à pandemia do COVID-19.
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MARCUS VINICIUS DE SA TORRES
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Family Ties: How Political Family Relations Shape Federal Transfers in Brazil
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Orientador : DALSON BRITTO FIGUEIREDO FILHO
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MEMBROS DA BANCA :
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DALSON BRITTO FIGUEIREDO FILHO
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FELIX LOPEZ
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FERNANDO MEIRELES
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MARIANA BATISTA DA SILVA
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VIRGINIA ROCHA DA SILVA
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Data: 15/12/2025
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What is the effect of political dynasties on federal transfers to municipalities? In Brazil, most public resources are concentrated at the federal level, and ministries exercise considerable discretion in allocating funds to municipalities through voluntary transfers. This research investigates whether mayors belonging to political families, that is, those with relatives who have held elected office, secure more federal resources than mayors without such ties.
The central hypothesis is that dynastic mayors obtain more federal funding through voluntary transfers because they benefit from political capital that broadens their access to the federal state apparatus, whether through prior knowledge of bureaucratic rules or through political networks that facilitate resource acquisition. In particular, mayors with relatives in the federal legislature are expected to secure larger amounts, given their proximity to actors who shape the distribution of federal funds.
To identify political families, we employ a novel data-collection strategy that uses OCR-based web scraping to extract background certificates from the TSE Candidacy System. Using the family declarations from the 2020 elections, we trace kinship ties to candidacies from 1994 to 2024. We combine this dataset with information on federal voluntary transfers from 2021 to 2023 and estimate the effects of political lineage using linear regressions with year fixed effects. Results suggest that, although the effect is not universal, dynastic mayors obtain fewer resources on average than their non-dynastic counterparts within municipalities.
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What is the effect of political dynasties on federal transfers to municipalities? In Brazil, most public resources are concentrated at the federal level, and ministries exercise considerable discretion in allocating funds to municipalities through voluntary transfers. This research investigates whether mayors belonging to political families, that is, those with relatives who have held elected office, secure more federal resources than mayors without such ties.
The central hypothesis is that dynastic mayors obtain more federal funding through voluntary transfers because they benefit from political capital that broadens their access to the federal state apparatus, whether through prior knowledge of bureaucratic rules or through political networks that facilitate resource acquisition. In particular, mayors with relatives in the federal legislature are expected to secure larger amounts, given their proximity to actors who shape the distribution of federal funds.
To identify political families, we employ a novel data-collection strategy that uses OCR-based web scraping to extract background certificates from the TSE Candidacy System. Using the family declarations from the 2020 elections, we trace kinship ties to candidacies from 1994 to 2024. We combine this dataset with information on federal voluntary transfers from 2021 to 2023 and estimate the effects of political lineage using linear regressions with year fixed effects. Results suggest that, although the effect is not universal, dynastic mayors obtain fewer resources on average than their non-dynastic counterparts within municipalities.
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