Dissertações/Teses

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2026
Dissertações
1
  • JOHNNY EDUARDO DE LIMA NASCIMENTO
  • ASSOCIAÇÃO ENTRE AEROALÉRGENOS E O DIAGNÓSTICO DE BRONCOESPASMO INDUZIDO POR EXERCÍCIO E EM ADOLESCENTES COM E SEM ASMA

     

  • Orientador : EDIL DE ALBUQUERQUE RODRIGUES FILHO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • EDIL DE ALBUQUERQUE RODRIGUES FILHO
  • IBERE CALDAS SOUZA LEAO
  • MARIANA PINHEIRO FERNANDES
  • Data: 14/05/2026

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  • Introdução: A asma é uma doença heterogênea caracterizada por inflamação crônica das vias aéreas inferiores, levando à limitação do fluxo aéreo e sintomas como sibilância, dificuldade em respirar e tosse. É considerada uma síndrome com múltiplos fenótipos, influenciada por fatores ambientais, especialmente a umidade. O exercício físico pode desencadear broncoespasmo em asmáticos jovens, com diagnóstico feito por medições do volume expiratório antes e após exercícios. Estudos mostram que a perda de água durante hiperventilação causa aumento da osmolaridade das vias aéreas, provocando liberação de mediadores do broncoespasmo. Casos de alergias vem crescendo no mundo todo as doenças alérgicas são definidas como problemas de saúde global. O Teste de Punctura Cutânea (Prick Test) consolida-se como o padrão-ouro no diagnóstico da asma atópica por sua alta sensibilidade e custo-benefício, permitindo a identificação imediata de sensibilizações mediadas por IgE. No cenário brasileiro, o teste é fundamental para mapear a reatividade a aeroalérgenos prevalentes, como os ácaros, epitélios de animais (cão e gato) e fungos do ar, que atuam como gatilhos para a cascata inflamatória Th2 e crises graves. Objetivo: Analisar a associação entre Broncoespasmo induzido por exercício e testes alérgico cutâneos positivos em adolescentes asmáticos. Materiais e Métodos: Estudo exploratório, comparativo, com amostra por conveniência. Foram selecionados 57 adolescentes, 39 eram asmáticos e 18 não asmáticos, diagnosticados por médico assistente especialista de acordo com os critérios do Global Initiative for Asthma. Após os procedimentos de avaliação inicial dos critérios de inclusão e exclusão, foram realizadas as coletas das assinaturas dos termos de consentimento e assentimento. Na sequência os adolescentes foram submetidos à avaliação antropométrica e a espirometria basal, em seguida foi realizado o teste alérgico cutâneo (Prick Test), após isso foi feita a técnica de broncoprovocação por hipertentilação eucápnica voluntária. As medidas de VEF1 foram feitas aos cinco (5), dez (10), quinze (15) e trinta (30) minutos após a broncoprovocação para avaliar a resposta brônquica (BIE). Resultados: O estudo avaliou 57 adolescentes (14,3 ± 3,5 anos), majoritariamente eutróficos e com função pulmonar basal preservada (VEF1 de 89,5 ± 17,2% do predito), divididos entre asmáticos (n=39) e não asmáticos (n=18). Os resultados demonstram uma forte associação estatística entre a asma e a ocorrência de Broncoespasmo Induzido pelo Exercício (BIE), presente em 71,8% dos asmáticos contra apenas 22,2% do grupo controle (p=0,000). Além disso, observou-se uma elevada prevalência de testes alérgicos cutâneos positivos no grupo asmático (84,6%), evidenciando, por meio da análise de razão de chance (odds ratio), que a sensibilização a ácaros da poeira doméstica é um preditor direto e estatisticamente significativo para a presença de BIE na amostra estudada.  


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  • Introdução: A asma é uma doença heterogênea caracterizada por inflamação crônica das vias aéreas inferiores, levando à limitação do fluxo aéreo e sintomas como sibilância, dificuldade em respirar e tosse. É considerada uma síndrome com múltiplos fenótipos, influenciada por fatores ambientais, especialmente a umidade. O exercício físico pode desencadear broncoespasmo em asmáticos jovens, com diagnóstico feito por medições do volume expiratório antes e após exercícios. Estudos mostram que a perda de água durante hiperventilação causa aumento da osmolaridade das vias aéreas, provocando liberação de mediadores do broncoespasmo. Casos de alergias vem crescendo no mundo todo as doenças alérgicas são definidas como problemas de saúde global. O Teste de Punctura Cutânea (Prick Test) consolida-se como o padrão-ouro no diagnóstico da asma atópica por sua alta sensibilidade e custo-benefício, permitindo a identificação imediata de sensibilizações mediadas por IgE. No cenário brasileiro, o teste é fundamental para mapear a reatividade a aeroalérgenos prevalentes, como os ácaros, epitélios de animais (cão e gato) e fungos do ar, que atuam como gatilhos para a cascata inflamatória Th2 e crises graves. Objetivo: Analisar a associação entre Broncoespasmo induzido por exercício e testes alérgico cutâneos positivos em adolescentes asmáticos. Materiais e Métodos: Estudo exploratório, comparativo, com amostra por conveniência. Foram selecionados 57 adolescentes, 39 eram asmáticos e 18 não asmáticos, diagnosticados por médico assistente especialista de acordo com os critérios do Global Initiative for Asthma. Após os procedimentos de avaliação inicial dos critérios de inclusão e exclusão, foram realizadas as coletas das assinaturas dos termos de consentimento e assentimento. Na sequência os adolescentes foram submetidos à avaliação antropométrica e a espirometria basal, em seguida foi realizado o teste alérgico cutâneo (Prick Test), após isso foi feita a técnica de broncoprovocação por hipertentilação eucápnica voluntária. As medidas de VEF1 foram feitas aos cinco (5), dez (10), quinze (15) e trinta (30) minutos após a broncoprovocação para avaliar a resposta brônquica (BIE). Resultados: O estudo avaliou 57 adolescentes (14,3 ± 3,5 anos), majoritariamente eutróficos e com função pulmonar basal preservada (VEF1 de 89,5 ± 17,2% do predito), divididos entre asmáticos (n=39) e não asmáticos (n=18). Os resultados demonstram uma forte associação estatística entre a asma e a ocorrência de Broncoespasmo Induzido pelo Exercício (BIE), presente em 71,8% dos asmáticos contra apenas 22,2% do grupo controle (p=0,000). Além disso, observou-se uma elevada prevalência de testes alérgicos cutâneos positivos no grupo asmático (84,6%), evidenciando, por meio da análise de razão de chance (odds ratio), que a sensibilização a ácaros da poeira doméstica é um preditor direto e estatisticamente significativo para a presença de BIE na amostra estudada.  

2
  • JENIFFER CAMILLY ALVES GOUVEIA
  • CANABIDIOL E FUNÇÃO CEREBRAL: ANÁLISE DE SEUS EFEITOS NA DEPRESSÃO ALASTRANTE CORTICAL EM RATOS WISTAR

     

  • Orientador : RICARDO ABADIE GUEDES
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ANGELA AMANCIO DOS SANTOS
  • DIOGO ANTONIO ALVES DE VASCONCELOS
  • RICARDO ABADIE GUEDES
  • Data: 20/07/2026

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  • A depressão alastrante cortical (DAC) consiste em uma onda de despolarização neuronal e glial que se propaga lentamente pelo córtex, acompanhada por supressão transitória da atividade elétrica, em resposta à estimulação de um ponto do tecido cortical. Esse fenômeno está envolvido em doenças como migrânea com aura, epilepsias e lesões vasculares e traumáticas cerebrais, mas ainda existe muito a ser investigado sobre seus mecanismos de
    gênese e ação. O canabidiol (CBD), um fitocanabinoide não psicotrópico; apresenta propriedades neuroprotetoras, anti-inflamatórias e moduladoras da excitabilidade neuronal, sugerindo potencial para interferir nos mecanismos da DAC. Este estudo investigou os efeitos do CBD sobre a DAC em ratos Wistar. Cinquenta e cinco animais foram distribuídos em 5 grupos: intacto, veículo e três grupos tratados, por 14 dias, com 10, 40 ou 80 mg/kg de CBD. A DAC foi induzida por KCl a 2% durante 1 minuto e registrada por eletrocorticografia para avaliação da velocidade de propagação e da depressão elétrica. Em comparação com os grupos controles, o ganho de peso dos animais dos grupos tratados, não apresentou diferença estatística significativa. Por outro lado, os resultados da análise da velocidade de propagação da DAC demonstraram que o grupo CBD40 (3,36 ± 0,12) apresentou velocidades menores em relação aos grupos intacto (3,60 ± 0,10), veículo (3,61 ± 0,10) e CBD10 (3,50 ± 0,10) (p < 0,001), enquanto as velocidades do grupo CBD80 (2,63 ± 0,29) foram menores quando comparadas ao todos os outros grupos (p < 0,0001). Desse modo, sugere-se que o tratamento com CBD não alterou o ganho de peso dos animais ao longo do tratamento, e foi capaz de reduzir de forma significativa a capacidade do tecido cerebral em propagar a DAC, em especial, na dose de 80 mg/kg.


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  • A depressão alastrante cortical (DAC) consiste em uma onda de despolarização neuronal e glial que se propaga lentamente pelo córtex, acompanhada por supressão transitória da atividade elétrica, em resposta à estimulação de um ponto do tecido cortical. Esse fenômeno está envolvido em doenças como migrânea com aura, epilepsias e lesões vasculares e traumáticas cerebrais, mas ainda existe muito a ser investigado sobre seus mecanismos de
    gênese e ação. O canabidiol (CBD), um fitocanabinoide não psicotrópico; apresenta propriedades neuroprotetoras, anti-inflamatórias e moduladoras da excitabilidade neuronal, sugerindo potencial para interferir nos mecanismos da DAC. Este estudo investigou os efeitos do CBD sobre a DAC em ratos Wistar. Cinquenta e cinco animais foram distribuídos em 5 grupos: intacto, veículo e três grupos tratados, por 14 dias, com 10, 40 ou 80 mg/kg de CBD. A DAC foi induzida por KCl a 2% durante 1 minuto e registrada por eletrocorticografia para avaliação da velocidade de propagação e da depressão elétrica. Em comparação com os grupos controles, o ganho de peso dos animais dos grupos tratados, não apresentou diferença estatística significativa. Por outro lado, os resultados da análise da velocidade de propagação da DAC demonstraram que o grupo CBD40 (3,36 ± 0,12) apresentou velocidades menores em relação aos grupos intacto (3,60 ± 0,10), veículo (3,61 ± 0,10) e CBD10 (3,50 ± 0,10) (p < 0,001), enquanto as velocidades do grupo CBD80 (2,63 ± 0,29) foram menores quando comparadas ao todos os outros grupos (p < 0,0001). Desse modo, sugere-se que o tratamento com CBD não alterou o ganho de peso dos animais ao longo do tratamento, e foi capaz de reduzir de forma significativa a capacidade do tecido cerebral em propagar a DAC, em especial, na dose de 80 mg/kg.

3
  • JOSÉ ROBERTO CORREIA DA SILVA
  • ESTRESSE OXIDATIVO, PARÂMETROS NUTRICIONAIS E BRONCOESPASMO INDUZIDO POR EXERCÍCIO EM ADOLESCENTES COM E SEM ASMA.

     

  • Orientador : EDIL DE ALBUQUERQUE RODRIGUES FILHO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • EDIL DE ALBUQUERQUE RODRIGUES FILHO
  • JOAO HENRIQUE DA COSTA SILVA
  • IBERE CALDAS SOUZA LEAO
  • Data: 12/08/2026

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  • Introdução: A asma é uma doença heterogênea, caracterizada por inflamação crônica das vias aéreas inferiores, manifestam clinicamente por sintomas respiratórios de sibilância, dificuldade em respirar e tosse, variando em frequência e intensidade ao longo do tempo. Apesar de sintomas comuns, indivíduos com asma podem apresentar diferentes fenótipos que muitas vezes coexistem em um mesmo indivíduo. O BIE é apontado por alguns como um fenótipo brando de asma, entretanto, a percepção de sintomas durante ou após atividades físicas vigorosas podem apresentar importantes repercussões na qualidade de vida e prejudicar o engajamento em esportes e outras atividades de lazer e o diagnóstico por meios objetivos é imperativo para o tratamento eficaz. Objetivo: Analisar e comparar o estresse oxidativo e os parâmetros nutricionais de adolescentes asmáticos com e sem BIE após teste de broncoprovocação. Metodologia: O estudo é caracterizado como transversal, exploratório, comparativo, aberto e com amostra por conveniência. Serão selecionados 40 adolescentes asmáticos diagnosticados por médico especialista. Para que possam participar todos os procedimentos serão explicados em linguagem accessível aos pais/responsáveis e pacientes, e será solicitado o consentimento formalizado na assinatura do Termo de Consentimento Livre Esclarecido (TCLE) pelos pais/responsáveis dos pacientes menores de 18 anos e pelos maiores de 18 anos. A pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisas em Seres Humanos do Centro de Ciências da Saúde da UFPE sob o número 91082318.7.0000.5208. Nada sobre nutrição, espirometria, estresse oxidativo Resultados: Espera-se com os resultados aprofundar os conhecimentos a respeito da fisiopatologia do BIE em asmáticos. Haja visto caráter da investigação, novos conhecimentos poderão surgir da análise dos dados coletados. De forma pragmática, esperamos contribuir para futuras pesquisas na área, em especial para a padronização do estudo dos parâmetros hemodinâmicos como ferramenta para novas pesquisas, o estudo celular e as possíveis associações com o estado nutricional dos indivíduos. Após finalização do projeto, os resultados serão apresentados a pelo menos 03 (três) artigos à comunidade científica com a publicação em periódicos com grande impacto e com relevância mundial. Não tem resultados. Esse resumo funcionaria como o de um projeto ou nem precisaria dele.


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  • Introdução: A asma é uma doença heterogênea, caracterizada por inflamação crônica das vias aéreas inferiores, manifestam clinicamente por sintomas respiratórios de sibilância, dificuldade em respirar e tosse, variando em frequência e intensidade ao longo do tempo. Apesar de sintomas comuns, indivíduos com asma podem apresentar diferentes fenótipos que muitas vezes coexistem em um mesmo indivíduo. O BIE é apontado por alguns como um fenótipo brando de asma, entretanto, a percepção de sintomas durante ou após atividades físicas vigorosas podem apresentar importantes repercussões na qualidade de vida e prejudicar o engajamento em esportes e outras atividades de lazer e o diagnóstico por meios objetivos é imperativo para o tratamento eficaz. Objetivo: Analisar e comparar o estresse oxidativo e os parâmetros nutricionais de adolescentes asmáticos com e sem BIE após teste de broncoprovocação. Metodologia: O estudo é caracterizado como transversal, exploratório, comparativo, aberto e com amostra por conveniência. Serão selecionados 40 adolescentes asmáticos diagnosticados por médico especialista. Para que possam participar todos os procedimentos serão explicados em linguagem accessível aos pais/responsáveis e pacientes, e será solicitado o consentimento formalizado na assinatura do Termo de Consentimento Livre Esclarecido (TCLE) pelos pais/responsáveis dos pacientes menores de 18 anos e pelos maiores de 18 anos. A pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisas em Seres Humanos do Centro de Ciências da Saúde da UFPE sob o número 91082318.7.0000.5208. Nada sobre nutrição, espirometria, estresse oxidativo Resultados: Espera-se com os resultados aprofundar os conhecimentos a respeito da fisiopatologia do BIE em asmáticos. Haja visto caráter da investigação, novos conhecimentos poderão surgir da análise dos dados coletados. De forma pragmática, esperamos contribuir para futuras pesquisas na área, em especial para a padronização do estudo dos parâmetros hemodinâmicos como ferramenta para novas pesquisas, o estudo celular e as possíveis associações com o estado nutricional dos indivíduos. Após finalização do projeto, os resultados serão apresentados a pelo menos 03 (três) artigos à comunidade científica com a publicação em periódicos com grande impacto e com relevância mundial. Não tem resultados. Esse resumo funcionaria como o de um projeto ou nem precisaria dele.

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  • ALUÍZIO ANTONIO DA SILVA NETO
  • QUALIDADE DO SONO, BRONCOESPASMO INDUZIDO POR EXERCÍCIO E FATORES ASSOCIADOS À SAÚDE EM JOVENS COM E SEM ASMA

     

  • Orientador : EDIL DE ALBUQUERQUE RODRIGUES FILHO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • EDIL DE ALBUQUERQUE RODRIGUES FILHO
  • MARCO AURELIO DE VALOIS CORREIA JUNIOR
  • VIVIANE DE OLIVEIRA NOGUEIRA
  • Data: 14/08/2026

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  • A asma é uma doença respiratória crônica frequentemente associada a alterações do sono e à ocorrência de broncoespasmo induzido pelo exercício (BIE), condição que pode comprometer diferentes aspectos da saúde de adolescentes e jovens. O presente estudo teve como objetivo avaliar a qualidade do sono, o broncoespasmo induzido pelo exercício e fatores associados à saúde em jovens com e sem asma. Trata-se de um estudo transversal, exploratório e comparativo, realizado com 66 participantes de ambos os sexos, com idade entre 10 e 20 anos, distribuídos entre grupo asmático e grupo controle. Foram avaliados dados antropométricos, função pulmonar, nível de atividade física, controle da asma, qualidade do sono e sonolência diurna por meio do International Physical Activity Questionnaire (IPAQ), Asthma Control Test (ACT), Pittsburgh Sleep Quality Index (PSQI) e Escala de Sonolência de Epworth. A presença de BIE foi determinada por teste de broncoprovocação por corrida em esteira. Os resultados demonstraram que os participantes com BIE apresentaram pior qualidade do sono quando comparados aos sem BIE (p=0,001), enquanto não foram observadas diferenças significativas para idade, sexo, índice de massa corporal, função pulmonar basal, sonolência diurna e controle da asma. Na análise dos componentes do PSQI, a qualidade subjetiva do sono (OR=5,34; IC95%: 1,64–17,40; p=0,004) e a duração do sono (OR=4,86; IC95%: 1,48–15,87; p=0,007) apresentaram associação significativa com a presença de BIE. Conclui-se que o broncoespasmo induzido pelo exercício está associado a pior qualidade do sono em adolescentes e jovens, especialmente em aspectos relacionados à percepção subjetiva e à duração do sono, reforçando a importância da avaliação integrada da saúde respiratória e do sono nessa população. 


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  • A asma é uma doença respiratória crônica frequentemente associada a alterações do sono e à ocorrência de broncoespasmo induzido pelo exercício (BIE), condição que pode comprometer diferentes aspectos da saúde de adolescentes e jovens. O presente estudo teve como objetivo avaliar a qualidade do sono, o broncoespasmo induzido pelo exercício e fatores associados à saúde em jovens com e sem asma. Trata-se de um estudo transversal, exploratório e comparativo, realizado com 66 participantes de ambos os sexos, com idade entre 10 e 20 anos, distribuídos entre grupo asmático e grupo controle. Foram avaliados dados antropométricos, função pulmonar, nível de atividade física, controle da asma, qualidade do sono e sonolência diurna por meio do International Physical Activity Questionnaire (IPAQ), Asthma Control Test (ACT), Pittsburgh Sleep Quality Index (PSQI) e Escala de Sonolência de Epworth. A presença de BIE foi determinada por teste de broncoprovocação por corrida em esteira. Os resultados demonstraram que os participantes com BIE apresentaram pior qualidade do sono quando comparados aos sem BIE (p=0,001), enquanto não foram observadas diferenças significativas para idade, sexo, índice de massa corporal, função pulmonar basal, sonolência diurna e controle da asma. Na análise dos componentes do PSQI, a qualidade subjetiva do sono (OR=5,34; IC95%: 1,64–17,40; p=0,004) e a duração do sono (OR=4,86; IC95%: 1,48–15,87; p=0,007) apresentaram associação significativa com a presença de BIE. Conclui-se que o broncoespasmo induzido pelo exercício está associado a pior qualidade do sono em adolescentes e jovens, especialmente em aspectos relacionados à percepção subjetiva e à duração do sono, reforçando a importância da avaliação integrada da saúde respiratória e do sono nessa população. 

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  • REGINALDO LUIS DA ROCHA JUNIOR
  • Análise da atividade física materna e suas implicações nas disfunções cardiorrespiratórias e bioquímicas aos 90 dias de vida de proles com restrição proteica perinatal

     

  • Orientador : VIVIANE DE OLIVEIRA NOGUEIRA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • AIANY CIBELLE SIMOES ALVES
  • EDIL DE ALBUQUERQUE RODRIGUES FILHO
  • VIVIANE DE OLIVEIRA NOGUEIRA
  • Data: 28/08/2026

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  • A restrição proteica materna em janelas críticas do desenvolvimento ontogenético tem sido associada à programação de alterações metabólicas e cardiorrespiratórias persistentes na prole, fenômeno amplamente descrito no âmbito do conceito de Origem Desenvolvimentista da Saúde e da Doença (DOHaD). O exercício físico materno voluntário tem emergido como potencial estratégia não farmacológica moduladora dessa programação. Nesse contexto, o presente estudo objetivou investigar os efeitos da atividade física voluntária materna sobre os parâmetros bioquímicos séricos das progenitoras ao final da lactação e da prole, bem como sobre os parâmetros cardiovasculares e ventilatórios dos descendentes aos 90 dias de vida. Ratas Wistar nulíparas (n=30) foram submetidas a 30 dias de adaptação em gaiolas de atividade física voluntária (GAFV) e, na sequência, realocadas para gaiolas padrão de biotério. Os animais foram categorizados de acordo com o nível espontâneo de atividade física registrado: inativo (n=10), ativo (n=10) e muito ativo (n=10). Após confirmação da prenhez, procedeu-se à intervenção dietética, com metade das fêmeas recebendo dieta hipoproteica (LP; 8% de proteína) e a outra metade mantida sob dieta normoproteica controle (NP; 17% de proteína) durante os períodos gestacional e lactacional, resultando em seis grupos experimentais: NP-inativo, LP-inativo, NP-ativo, LP-ativo, NP-muito ativo e LP-muito ativo (n=5/grupo). Ao término da lactação, as progenitoras foram submetidas a análise bioquímica sérica (proteínas totais, albumina, glicose, colesterol total, HDL-c, LDL-c e triglicerídeos). A prole foi avaliada bioquimicamente aos 90 dias, momento em que também foram mensurados os parâmetros cardiovasculares, como: pressão arterial sistólica, diastólica, média e frequência cardíaca; parâmetros ventilatórios, como: frequência respiratória, volume corrente e ventilação-minuto. Nas progenitoras, observou-se redução significativa da albumina sérica no grupo LP-inativo em comparação ao NP-inativo (3,04 ± 0,02 vs. 3,34 ± 0,07 g/dL; p=0,0093) e redução do colesterol total no grupo LP-muito ativo (112,52 ± 5,28 vs. 126,84 ± 1,23 mg/dL; p=0,0428). Na prole, os grupos LP-inativo e LP-ativo apresentaram reduções significativas nas concentrações de proteínas totais (LP-inativo: 5,80 ± 0,13 vs. NP-inativo: 6,20 ± 0,03 g/dL, p=0,0057; LP-ativo: 5,92 ± 0,08 vs. NP-ativo: 6,28 ± 0,03 g/dL, p=0,0122) e albumina (LP-inativo: 2,96 ± 0,06 vs. NP-inativo: 3,25 ± 0,08 g/dL, p=0,0155), com preservação dos valores no grupo LP- muito ativo (3,23 ± 0,04 g/dL; p=0,0323 vs. LP-inativo). Adicionalmente, foram observados níveis elevados de colesterol nos grupos LP em comparação aos respectivos controles NP, independentemente do nível de atividade física materna. Não foram identificadas diferenças estatisticamente significativas nos parâmetros cardiovasculares nem ventilatórios entre os grupos experimentais. Conclui-se que a restrição proteica perinatal programa alterações bioquímicas persistentes na prole, com modulação parcial pelo exercício voluntário materno, com efeito mais pronunciado no grupo de maior nível de atividade, e sem efeito demonstrável sobre os parâmetros cardiorrespiratórios avaliados aos 90 dias de vida.


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  • A restrição proteica materna em janelas críticas do desenvolvimento ontogenético tem sido associada à programação de alterações metabólicas e cardiorrespiratórias persistentes na prole, fenômeno amplamente descrito no âmbito do conceito de Origem Desenvolvimentista da Saúde e da Doença (DOHaD). O exercício físico materno voluntário tem emergido como potencial estratégia não farmacológica moduladora dessa programação. Nesse contexto, o presente estudo objetivou investigar os efeitos da atividade física voluntária materna sobre os parâmetros bioquímicos séricos das progenitoras ao final da lactação e da prole, bem como sobre os parâmetros cardiovasculares e ventilatórios dos descendentes aos 90 dias de vida. Ratas Wistar nulíparas (n=30) foram submetidas a 30 dias de adaptação em gaiolas de atividade física voluntária (GAFV) e, na sequência, realocadas para gaiolas padrão de biotério. Os animais foram categorizados de acordo com o nível espontâneo de atividade física registrado: inativo (n=10), ativo (n=10) e muito ativo (n=10). Após confirmação da prenhez, procedeu-se à intervenção dietética, com metade das fêmeas recebendo dieta hipoproteica (LP; 8% de proteína) e a outra metade mantida sob dieta normoproteica controle (NP; 17% de proteína) durante os períodos gestacional e lactacional, resultando em seis grupos experimentais: NP-inativo, LP-inativo, NP-ativo, LP-ativo, NP-muito ativo e LP-muito ativo (n=5/grupo). Ao término da lactação, as progenitoras foram submetidas a análise bioquímica sérica (proteínas totais, albumina, glicose, colesterol total, HDL-c, LDL-c e triglicerídeos). A prole foi avaliada bioquimicamente aos 90 dias, momento em que também foram mensurados os parâmetros cardiovasculares, como: pressão arterial sistólica, diastólica, média e frequência cardíaca; parâmetros ventilatórios, como: frequência respiratória, volume corrente e ventilação-minuto. Nas progenitoras, observou-se redução significativa da albumina sérica no grupo LP-inativo em comparação ao NP-inativo (3,04 ± 0,02 vs. 3,34 ± 0,07 g/dL; p=0,0093) e redução do colesterol total no grupo LP-muito ativo (112,52 ± 5,28 vs. 126,84 ± 1,23 mg/dL; p=0,0428). Na prole, os grupos LP-inativo e LP-ativo apresentaram reduções significativas nas concentrações de proteínas totais (LP-inativo: 5,80 ± 0,13 vs. NP-inativo: 6,20 ± 0,03 g/dL, p=0,0057; LP-ativo: 5,92 ± 0,08 vs. NP-ativo: 6,28 ± 0,03 g/dL, p=0,0122) e albumina (LP-inativo: 2,96 ± 0,06 vs. NP-inativo: 3,25 ± 0,08 g/dL, p=0,0155), com preservação dos valores no grupo LP- muito ativo (3,23 ± 0,04 g/dL; p=0,0323 vs. LP-inativo). Adicionalmente, foram observados níveis elevados de colesterol nos grupos LP em comparação aos respectivos controles NP, independentemente do nível de atividade física materna. Não foram identificadas diferenças estatisticamente significativas nos parâmetros cardiovasculares nem ventilatórios entre os grupos experimentais. Conclui-se que a restrição proteica perinatal programa alterações bioquímicas persistentes na prole, com modulação parcial pelo exercício voluntário materno, com efeito mais pronunciado no grupo de maior nível de atividade, e sem efeito demonstrável sobre os parâmetros cardiorrespiratórios avaliados aos 90 dias de vida.

Teses
1
  • SIDIANE BARROS DA SILVA
  • STICl-Et, um derivado pirimidinônico, modula respostas vasculares em aorta com possível efeito multialvo sobre os receptores adrenérgicos α e os CaV

     

  • Orientador : ALICE VALENCA ARAUJO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ALICE VALENCA ARAUJO
  • ANDRE SAMPAIO PUPO
  • DIOGO ANTONIO ALVES DE VASCONCELOS
  • THAYNAN RAQUEL DOS PRAZERES OLIVEIRA
  • THYAGO MOREIRA DE QUEIROZ
  • Data: 22/01/2026

  • Mostrar Resumo
  • A hipertensão arterial sistêmica é o principal fator de risco para o desenvolvimento das doenças cardiovasculares. Dentre os fármacos para seu tratamento, temos os antagonistas dos receptores adrenérgicos α1 (α1AR), que apresentam pouca seletividade ou possuem um tempo curto de meia-vida, além de induzirem apoptose em determinados tecidos, sendo relevante a busca por novos antagonistas dos α1AR. Dentre os compostos dotados de atividade biológica, temos as pirimidinonas, cujo derivado sintético e com estrutura química baseada em um antagonista α1AR, o STICl-Et, aboliu a contração induzida por fenilefrina em aorta isolada de rato Wistar. Diante disso, o objetivo deste trabalho foi caracterizar o mecanismo de ação do STICl-Et, bem como sua toxicidade e os efeitos do seu tratamento oral sobre o sistema cardiovascular de ratos espontaneamente hipertensos (SHR). Os órgãos foram suspensos em cubas, sob condições experimentais adequadas e as contrações isométricas devidamente monitoradas e registradas. Os demais experimentos seguiram protocolos descritos na literatura. Os procedimentos experimentais foram aprovados pela CEUA/UFPE (Protocolo 0073/2023). O STICl-Et não apresentou citoxicidade frente ao ensaio da lactato desidrogenase em linhagem celular A7r5. Nos experimentos de reatividade, o STICl-Et reduziu e aboliu a curva concentração-efeito cumulativa de contração induzida por noradrenalina (NA) nas concentrações de 30 e 100 mol/L em ducto deferente e aorta, respectivamente, e na maior concentração reduziu a resposta à NA em baço de rato Wistar.
    Uma vez que a intenção também era avaliar o efeito sobre a hipertensão, onde já ocorre um dano endotelial, seguiu-se com o estudo em aorta, na ausência do endotélio funcional. O STICl-Et promoveu um relaxamento equipotente sobre a tônica induzida por solução isomolar de KCl 30 e 80 mmol/L, sugerindo uma possível ação sobre canais de cálcio dependentes de voltagem (CaV). Além disso, o STICl-Et aboliu a contração cumulativa ao CaCl2 e relaxou a aorta pré-contraída com S-(-)-Bay K8644, sendo mais potente quando comparado a contração
    com KCl 80 mmol/L (pCE50 = 4,64 ± 0,09 vs. 4,20 ± 0,04), reforçando o possível bloqueio dos CaV do tipo L. O STICl-Et também aboliu a contração promovida pela NA e serotonina em Krebs modificado livre de Ca2+, sugerindo possível bloqueio da mobilização de cálcio intracelular, além de abolir as correntes de cálcio do tipo L e reduzir a fração de encurtamento em cardiomiócitos. No ensaio de toxicidade, o STICl-Et apresentou uma baixa toxicidade oral aguda, com DL50 estimada em > 2000-5000 mg/kg, sendo enquadrado na categoria 5 da Globally Harmonised System de acordo com a OECD 423. A partir desse resultado, decidiu-se tratar (v.o., gavagem) SHR com STICl-Et 40 mg/kg/dia durante 28 dias. O tratamento oral com STICl-Et ou anlodipino (controle positivo), não reduziu a pressão arterial, assim como não interferiu na massa corporal nem nas ingestões alimentar e hídrica dos SHR. No entanto, observou-se uma redução da massa absoluta do rim direito nos grupos SHR CTRL comparado ao grupo Wistar e o tratamento com STICl-Et e anlodipino não preveniu essa redução. Na reatividade vascular, houve uma redução da resposta contrátil à NA e ao KCl em aorta tanto na presença como na ausência de endotélio no grupo SHR CTRL, que permaneceu nos grupos SHR STICl-Et e anlodipino. O relaxamento promovido pelo nitruprussiato de sódio não foi alterado, mas pela acetilcolina foi observado que o tratamento com anlodipino preveniu a redução da eficácia e potência relaxantes em aorta de SHR. Além disso, não foram observadas alterações nas concentrações de malondialdeído em homogenato de fígado e rim direito, assim como foi observada uma prevenção do aumento da área transversal da camada muscular da aorta, nos grupos SHR STICl-Et e anlodipino. Portanto, conclui-se que o STICl-Et apresentou baixa toxicidade oral em camundongos fêmeas e demonstrou um efeito multialvo por possível antagonismo dos α1AR e por bloquear os CaV-L em aorta isolada de rato Wistar normotenso, um mecanismo até então inédito no rol dos anti-hipertensivos. No entanto seu tratamento oral não foi eficaz em baixar a pressão arterial nem prevenir alterações na reatividade de aorta isolada de SHR, embora tenha prevenido o remodelamento da aorta. 

     


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  • A hipertensão arterial sistêmica é considerada o principal fator de risco para o desenvolvimento das doenças cardiovasculares. Dentre os fármacos utilizados para o controle da mesma, temos os antagonistas dos receptores adrenérgicos α1. Embora esta classe de fármacos seja bastante tolerável, as drogas apresentam pouca seletividade, outras possuem um tempo curto de meia-vida e algumas induzem apoptose em determinados tecidos. Assim, é relevante a busca por novos antagonistas dos receptores adrenérgicos α1. Diante disso, o objetivo deste trabalho é caracterizar a ação antagonista do STICl-Et sobre os receptores adrenérgicos α1 e avaliar seus efeitos sobre o sistema cardiovascular de ratos espontaneamente hipertensos (SHR) e sua toxicidade. Para avaliarmos se o STICl-Et é citotóxico foi realizado o ensaio LDH na linhagem celular A7r5. Também foi realizado o teste de toxicidade oral aguda (OCD 423, com adaptações). Por de ensaios de reatividade, foi avaliado o efeito do STICl-Et sobre os diferentes subtipos de receptores adrenérgicos α1 utilizando a artéria aorta, ducto deferente e baço de ratos Wistar. Todos os protocolos para caracterização foram realizados em anéis de artéria aorta de ratos Wistar na ausência do endotélio. Para tal, foi calculada a pCI50 do STICl-Et. Para avaliarmos o efeito do STICl-Et sobre os canais para K+ ou Ca2 + foram construídas curvas concentração-efeito cumulativas para o STICl-Et ou nifedipino sobre o tônus promovido por KCl 30, 80 mmol/L e Bay K8644. Foram construídas curvas concentração efeito-cumulativas para o KCl e CaCl2 na presença e na ausência do STICl-Et. E foi avaliado o efeito do STICl-Et na liberação de Ca2+ dos estoques intracelulares, realizando estímulos com a CE80 da noradrenalina e serotonina em solução de Krebs sem Ca2+, na presença e ausência do STICl-Et. Para avaliarmos a eficácia do composto, foi realizado o tratamento com o STICl-Et por 28 dias em animais hipertensos (SHR) e normotensos, em que foi avaliada a pressão arterial, massa corporal, consumo de ração e ingestão hídrica durante o tratamento. Passado o tratamento, órgãos foram coletados para medição da massa relativa. Outros foram armazenados para análise morfológica, estresse oxidativo, RNAm (RT-PCR). Também foram realizados ensaios de reatividade vascular nos grupos que receberam os tratamentos. O STICl-Et não foi citotóxico nas condições avaliadas. No ensaio de toxicidade oral aguda, um animal morreu, outro apresentou piruetas 30 min após administração do STCl-Et, e o valor de ureia apresentou-se elevado. O STICl-Et aboliu e reduziu a contração induzida por noradrenalina nas concentrações de 100 e 30 μmol/L, respectivamente, em artéria aorta e ducto deferente e na maior concentração reduziu a resposta a noradrenalina no baço. Também, promoveu um relaxamento no tônus promovido por KCl 30, 80 mmol/L e Bay K8644, não apresentando diferença no relaxamento entre KCl 30 e 80, e sendo mais potente no tônus promovido pelo Bay K8644 quando comparado com KCl 80. Também aboliu a contração promovida pela noradrenalina e serotonina em Krebs sem Ca2+. No tratamento, não houve redução da pressão arterial dos animais SHR tratados com STICl-Et ou anlodipino. Não houve diferença da massa corporal, consumo de ração e ingestão hídrica. Houve uma redução da massa absoluta do rim direito nos grupos SHR, SHR STICl-Et e SHR anlodipino. Na reatividade vascular, houve uma redução da resposta contrátil a noradrenalina no grupo SHR, que permaneceu no SHR STICl-Et e SHR anlodipino. No relaxamento promovido pela ACh apenas o grupo SHR anlodipino apresentou um maior Emax quando comparado ao Wistar. E não houve diferença no relaxamento promovido pelo NPS. O STICl-Et não é citotóxico nas condições avaliadas. Quanto a toxicidade oral, mais análises precisam ser realizadas. O STICl-Et é bloqueador dos canais para Ca2+ e pode ser antagonista dos receptores adrenérgicos a1 e receptores de serotonina. Não foi eficaz do tratamento da pressão arterial, nas condições avaliadas, e não reverteu as respostas contráteis diferenciadas nos animais hipertensos.

2
  • TÉRCIO ARAÚJO DO RÊGO BARROS
  • VELOCIDADE ANAERÓBIA DE RESERVA: APLICAÇÕES NO DESEMPENHO E AVALIAÇÃO DE JOVENS ATLETAS DE FUTEBOL E NO TREINAMENTO INTERVALADO DE ALTA INTENSIDADE

     

  • Orientador : RAFAEL DOS SANTOS HENRIQUE
  • MEMBROS DA BANCA :
  • EDUARDO ZAPATERRA CAMPOS
  • GUILHERME ASSUNCAO FERREIRA
  • RAFAEL DOS SANTOS HENRIQUE
  • TONY MEIRELES DOS SANTOS
  • WAGNER LUIZ DO PRADO
  • Data: 02/10/2026

  • Mostrar Resumo
  • A velocidade anaeróbia de reserva (VRAn), definida pela diferença entre a velocidade máxima de sprint (VMS) e a velocidade aeróbia máxima (VAM), representa uma medida capaz de integrar diferentes componentes do perfil locomotor e fornecer uma perspectiva relativa da capacidade de realizar esforços supramáximos. Entretanto, permanecem lacunas quanto à sua possível contribuição para a capacidade de repeatability, ao seu desenvolvimento durante a adolescência, à sua relação com as demandas locomotoras no futebol e à sua utilização para prescrição do treinamento intervalado de alta intensidade (TIAI). Esta tese investigou essas questões por meio de quatro estudos. O primeiro consistiu em uma carta ao editor que discutiu a possível contribuição da VRAn para a compreensão da repeatability, propondo que diferenças individuais na amplitude da VRAn poderiam contribuir para explicar a capacidade de manter o desempenho durante esforços de alta intensidade repetidos. O segundo estudo investigou 85 jogadores de futebol das categorias sub-13, sub-15, sub-17 e sub-20 e analisou os efeitos da idade cronológica e da maturação biológica sobre VAM, VMS e VRAn além de
    compara-las ao longo das categorias. A VAM foi menor no sub-13, enquanto VMS e VRAn aumentaram até o sub-17, além disso foram observados efeitos significativos de interação entre idade e maturação sobre a VAM, VMS e VRAn. O terceiro estudo analisou 198 observações de partidas de 22 jogadores sub-17 e verificou associações negativas entre o percentual de VRAn necessário para atingir as zonas de velocidade de alta intensidade (>19,8 km/h) e sprint (25,2 km/h) e as respectivas distâncias percorridas. O quarto estudo é uma revisão sistemática e meta-análise dos efeitos da prescrição do TIAI baseada na VRAn na magnitude e variabilidade de respostas agudas e crônicas. Os resultados demonstraram que o TIAI baseado na VRAn reduziu a variabilidade interindividual das respostas para as variáveis como VO2max, primeiro e segundo limiares ventilatórios, volume sistólico e potência máxima, enquanto maiores adaptações médias foram observadas apenas para VO2max e primeiro limiar ventilatório. Em conjunto, os quatro estudos indicam que a VRAn constitui uma característica individual relevante para a compreensão de esforços supramáximos e apresenta aplicações distintas ao longo do processo de desenvolvimento e preparação de jovens atletas. A VRAn pode contribuir para a compreensão da repeatability, modifica-se ao longo das categorias de formação em associação com mudanças na VAM, VMS e maturação biológica, está relacionada à demanda locomotora de alta intensidade durante partidas e pode ser utilizada como referência para uma prescrição de TIAI capaz de reduzir a variabilidade interindividual das respostas.


  • Mostrar Abstract
  • O futebol moderno tem apresentado mudanças que tem gerado aumentos nas demandas físicas
    impostas aos atletas. Assim cientistas da fisiologia do esporte tem cada vez mais buscado
    desenvolver formas mais específicas, e individualizadas de treinamento. Para uma melhor
    compreensão das demandas locomotoras de atletas de futebol, é necessário que alguns
    componentes fisiológicos sejam avaliados nos atletas. Recentemente a velocidade de reserva
    anaeróbia (VRAn) tem sido proposta como uma ferramenta prática e adequada para uma
    melhor compreensão das demandas locomotoras dos atletas em jogos e para a prescrição
    individualizada de treinamento intervalado de alta intensidade (TIAI) para o atendimento
    dessas demandas. O objetivo do presente estudo é: (i) investigar como o perfil da VRAn
    influencia as demandas locomotoras dos atletas em partidas oficiais; (ii) comparar as respostas
    metabólicas, cardiovasculares e neuromusculares a dois protocolos de TIAI com intensidade
    relativizada pela VRAn. A primeria fase do estudo será composta pela avaliação dos
    componentes da VRAn: velocidade máxima aeróbia (VAM) e velocidade máxima de sprint
    (VMS), em seguida os atletas serão classificados com base no perfil locomotor (razão
    VMS/VAM) e terão o desempenho locomotor monitorado em partidas oficiais. A segunda fase
    do estudo será submeter os atletas a dois protocolos de TIAI com volume equalizado, porém
    com diferenças na proporção de esforço:pausa. Os protocolos envolverão 2 séries de 12
    repetições de 10 segundos de esforço intercalados por 10 segundos de pausa ou 6 repetições
    com 20 segundos de esforço e 20 segundos de pausa. O intervalo entre séries será de 2-3
    minutos. Antes e após os protocolos de TIAI que serão executados de forma aleatória os atletas
    realizarão avaliações neuromusculares (salto com contramovimento), metabólicas
    (concentrações de lactato), cardiovasculares (frequência cardíaca) e de percepção subjetiva de
    esforço. A análise de dados será realizada no software SPSS, com valor de significância
    estabelecido em p < 0,05. Para o primeiro estudo a comparação das demandas locomotoras dos
    atletas com diferentes perfis de VRAn será analisada por um Linear Mixed Models, com efeito
    fixo do perfil locomotor e efeito aleatório dos indivíduos. Para o segundo estudo serão
    conduzidas análises de variância (ANOVA) de 2 caminhos.

2025
Dissertações
1
  • JUCICLÉIA NATHÁLIA DA SILVA MENDES
  • FATORES ASSOCIADOS A IDENTIFICAÇÃO DE PRESSÃO ARTERIAL ELEVADA EM CRIANÇAS E ADOLESCENTES

  • Orientador : RAFAEL DOS SANTOS HENRIQUE
  • MEMBROS DA BANCA :
  • DIOGO ANTONIO ALVES DE VASCONCELOS
  • RAFAEL DOS SANTOS HENRIQUE
  • TAFNES LAÍS PEREIRA SANTOS DE ALMEIDA OLIVEIRA
  • Data: 19/02/2025

  • Mostrar Resumo
  • Objetivo: O objetivo dessa pesquisa foi examinar a associação entre aptidão física, coordenação motora grossa, atividade física e percepção do sono com a pressão arterial elevada em crianças e adolescentes de um município da Zona da Mata do estado de Pernambuco. Métodos: A amostra foi composta por 654 participantes (326 meninas), com idade entre 6 e 12 anos (média 9,48±1,70 anos), matriculadas em 12 escolas públicas de Lagoa do Carro, Pernambuco, Brasil. A aptidão física foi avaliada com testes PACER, preensão manual, sentar e  alcançar, salto horizontal, corrida de 20 metros e shuttle run 4x10 metros. Estatura e massa corporal foram avaliados e serviram como base para o cálculo do índice de massa corporal. A coordenação motora grossa foi avaliada usando o Korperkoordinationtest für Kinder. A atividade física foi avaliada com o uso do Questionário de Atividade Física para Crianças (PAQ-C), enquanto o comportamento sedentário e o sono foram avaliados com o questionário de estilo de vida do Estudo Internacional de Obesidade Infantil, Estilo de Vida e Meio Ambiente - ISCOLE. Resultados: Estiveram associados a pressão arterial elevada o IMC (OR= 1.84; IC95% = 1.09 a 1.29), a força de preensão manual (OR= 1.13; IC95% 1.04 a 1.22), o salto horizontal (OR= 0.98; IC95%= 0.96 a 0.99), e a pontuação de CMG (OR= 0.99; IC95%= 0.98 a 0.99). Sono e comportamento sedentário não estiveram associados à pressão arterial elevada. Conclusões: Nossos resultados permitem concluir que tanto o índice de massa corporal quanto a força de preensão manual estiveram associados à pressão arterial elevada em crianças e adolescentes, enquanto testes de potência de membros inferiores e coordenação motora grossa, mostraram-se inversamente proporcionais ao aumento da PA, independentemente de outros fatores associados como o sexo e variáveis relacionadas ao estilo de vida.


  • Mostrar Abstract
  • Objetivo: O objetivo dessa pesquisa foi examinar a associação entre aptidão física, coordenação motora grossa, atividade física e percepção do sono com a pressão arterial elevada em crianças e adolescentes de um município da Zona da Mata do estado de Pernambuco. Métodos: A amostra foi composta por 654 participantes (326 meninas), com idade entre 6 e 12 anos (média 9,48±1,70 anos), matriculadas em 12 escolas públicas de Lagoa do Carro, Pernambuco, Brasil. A aptidão física foi avaliada com testes PACER, preensão manual, sentar e  alcançar, salto horizontal, corrida de 20 metros e shuttle run 4x10 metros. Estatura e massa corporal foram avaliados e serviram como base para o cálculo do índice de massa corporal. A coordenação motora grossa foi avaliada usando o Korperkoordinationtest für Kinder. A atividade física foi avaliada com o uso do Questionário de Atividade Física para Crianças (PAQ-C), enquanto o comportamento sedentário e o sono foram avaliados com o questionário de estilo de vida do Estudo Internacional de Obesidade Infantil, Estilo de Vida e Meio Ambiente - ISCOLE. Resultados: Estiveram associados a pressão arterial elevada o IMC (OR= 1.84; IC95% = 1.09 a 1.29), a força de preensão manual (OR= 1.13; IC95% 1.04 a 1.22), o salto horizontal (OR= 0.98; IC95%= 0.96 a 0.99), e a pontuação de CMG (OR= 0.99; IC95%= 0.98 a 0.99). Sono e comportamento sedentário não estiveram associados à pressão arterial elevada. Conclusões: Nossos resultados permitem concluir que tanto o índice de massa corporal quanto a força de preensão manual estiveram associados à pressão arterial elevada em crianças e adolescentes, enquanto testes de potência de membros inferiores e coordenação motora grossa, mostraram-se inversamente proporcionais ao aumento da PA, independentemente de outros fatores associados como o sexo e variáveis relacionadas ao estilo de vida.

2
  • FILIPE DE MELO BARBOSA
  • EFEITOS CARDIOVASCULARES DA SUPLEMENTAÇÃO COM ÓLEO DE LINHAÇA NA PROLE DE RATAS COM DIETA OBESOGÊNICA DURANTE A GESTAÇÃO E A LACTAÇÃO

  • Orientador : THYAGO MOREIRA DE QUEIROZ
  • MEMBROS DA BANCA :
  • THYAGO MOREIRA DE QUEIROZ
  • FERNANDA CACILDA DOS SANTOS SILVA
  • JOAO PAULO JACOB SABINO
  • Data: 25/02/2025

  • Mostrar Resumo
  • O consumo de dietas maternas ricas em gorduras durante períodos críticos do
    desenvolvimento tem contribuído para o surgimento de doenças cardiovasculares e
    metabólicas na vida adulta da prole. Contudo, intervenções como o uso do óleo de
    linhaça tem demostrado atenuar possíveis danos causados por esses tipos de dietas.
    O objetivo deste trabalho foi verificar o efeito da suplementação com óleo de linhaça,
    durante a gestação e lactação, sobre os parâmetros murinométricos, bioquímicos e
    cardiovasculares em ratas alimentadas com dieta obesogênica, bem como em sua
    prole. Ratos com oferta de água e suas respectivas dietas durante a gestação e
    lactação, formaram os seguintes grupos: controle (CT) – dieta padrão/AIN-93G;
    (CTOL) - controle alimentado com dieta padrão/AIN-93G e suplementado com óleo de
    linhaça; (OB) - grupo obesogênico alimentado com dieta rica em carboidratos e
    lipídios, além da oferta concomitante de leite condensado; (OBOL) - grupo
    obesogênico e suplementado com óleo de linhaça. Ao desmame a prole, foi dividida
    em gaiolas com até 4 animais e recebeu dieta padrão de biotério até os 90 dias de
    vidaOs resultados foram expressos como média ± e.p.m. com ANOVA one-way,
    seguida do pós-teste de Tukey e significante quando o p< 0,05. Constatamos que as
    mães do grupo OBOL tiveram uma menor ingestão alimentar na gestação,
    compensado por um aumento da procura pelo leite condensado durante a lactação.
    Apesar disso, a massa corporal das genitoras não diferiu na gestação e lactação. O
    grupo de mães OB apresentaram índices de Lee mais elevados, quando comparado
    ao CT, enquanto, a suplementação com óleo de linhaça preveniu o aumento no grupo
    OBOL. O aumento do índice de Lee nas ratas OB foi seguido pelo aumento dos níveis
    séricos de glicose, mas a suplementação com o OL reduziu esse substrato metabólico
    nos grupos OBOL e CTOL. Os níveis de MDA renal foi maior nas mães OBOL quando
    comparado ao CTOL. Verificamos na prole machos menor peso corporal nos grupos
    OB e CTOL comparado ao grupo CT, ao sétimo dia. Semelhantemente, a prole fêmea
    também apresentou um peso menor no grupo OB quando comparado ao CT na
    mesma idade. O índice de Lee não diferiu em filhotes machos, mas, na prole fêmea
    foi maior no grupo OB quando comparado ao CT. Entretanto, a suplementação com o
    óleo preveniu o aumento desse índice no grupo OBOL. Em relação ao perfil
    bioquímico nos machos, a glicemia aumentou no grupo OB, mas foi significativamente
    menor pela suplementação no grupo OBOL, comparado ao CT. Além disso, os
    triglicerídeos foram reduzidos nos grupos OBOL e CTOL. Nas fêmeas, a glicemia
    também aumentou nos grupos OB e OBOL comparado ao CT. A pressão arterial
    sistólica (PAS) aos 60 e 90 dias de vida, aumentou nos machos do grupo OB, mas a
    suplementação com óleo de linhaça preveniu esse aumento no grupo OBOL somente
    aos 60. Nas fêmeas, tanto aos 60 quanto aos 90 dias. Nos machos, a potência contrátil
    causada pela fenilefrina aumentou no grupo OBOL em relação ao OB. No grupo de
    fêmeas, foi demonstrado maior eficácia e potência contrátil para fenilefrina no grupo
    OBOL quando comparado ao CTOL. Em relação a resposta relaxante foi maior
    eficácia da insulina no grupo CTOL em comparação ao OBOL. Nas fêmeas, reduziu o
    relaxamento no grupo CTOL comparado ao CT. Além disso, a insulina apresentou
    maior eficácia relaxante no grupo CTOL comparado ao CT, sendo também mais
    potente no grupo CTOL do que no OBOL. Diante disso, nossos dados sugerem que a
    dieta obesogênica causa prejuízos cardiometabólicos, e a suplementação com óleo
    de linhaça atenua parcialmente esses efeitos.


  • Mostrar Abstract
  • O consumo de dietas maternas ricas em gorduras durante períodos críticos do
    desenvolvimento tem contribuído para o surgimento de doenças cardiovasculares e
    metabólicas na vida adulta da prole. Contudo, intervenções como o uso do óleo de
    linhaça tem demostrado atenuar possíveis danos causados por esses tipos de dietas.
    O objetivo deste trabalho foi verificar o efeito da suplementação com óleo de linhaça,
    durante a gestação e lactação, sobre os parâmetros murinométricos, bioquímicos e
    cardiovasculares em ratas alimentadas com dieta obesogênica, bem como em sua
    prole. Ratos com oferta de água e suas respectivas dietas durante a gestação e
    lactação, formaram os seguintes grupos: controle (CT) – dieta padrão/AIN-93G;
    (CTOL) - controle alimentado com dieta padrão/AIN-93G e suplementado com óleo de
    linhaça; (OB) - grupo obesogênico alimentado com dieta rica em carboidratos e
    lipídios, além da oferta concomitante de leite condensado; (OBOL) - grupo
    obesogênico e suplementado com óleo de linhaça. Ao desmame a prole, foi dividida
    em gaiolas com até 4 animais e recebeu dieta padrão de biotério até os 90 dias de
    vidaOs resultados foram expressos como média ± e.p.m. com ANOVA one-way,
    seguida do pós-teste de Tukey e significante quando o p< 0,05. Constatamos que as
    mães do grupo OBOL tiveram uma menor ingestão alimentar na gestação,
    compensado por um aumento da procura pelo leite condensado durante a lactação.
    Apesar disso, a massa corporal das genitoras não diferiu na gestação e lactação. O
    grupo de mães OB apresentaram índices de Lee mais elevados, quando comparado
    ao CT, enquanto, a suplementação com óleo de linhaça preveniu o aumento no grupo
    OBOL. O aumento do índice de Lee nas ratas OB foi seguido pelo aumento dos níveis
    séricos de glicose, mas a suplementação com o OL reduziu esse substrato metabólico
    nos grupos OBOL e CTOL. Os níveis de MDA renal foi maior nas mães OBOL quando
    comparado ao CTOL. Verificamos na prole machos menor peso corporal nos grupos
    OB e CTOL comparado ao grupo CT, ao sétimo dia. Semelhantemente, a prole fêmea
    também apresentou um peso menor no grupo OB quando comparado ao CT na
    mesma idade. O índice de Lee não diferiu em filhotes machos, mas, na prole fêmea
    foi maior no grupo OB quando comparado ao CT. Entretanto, a suplementação com o
    óleo preveniu o aumento desse índice no grupo OBOL. Em relação ao perfil
    bioquímico nos machos, a glicemia aumentou no grupo OB, mas foi significativamente
    menor pela suplementação no grupo OBOL, comparado ao CT. Além disso, os
    triglicerídeos foram reduzidos nos grupos OBOL e CTOL. Nas fêmeas, a glicemia
    também aumentou nos grupos OB e OBOL comparado ao CT. A pressão arterial
    sistólica (PAS) aos 60 e 90 dias de vida, aumentou nos machos do grupo OB, mas a
    suplementação com óleo de linhaça preveniu esse aumento no grupo OBOL somente
    aos 60. Nas fêmeas, tanto aos 60 quanto aos 90 dias. Nos machos, a potência contrátil
    causada pela fenilefrina aumentou no grupo OBOL em relação ao OB. No grupo de
    fêmeas, foi demonstrado maior eficácia e potência contrátil para fenilefrina no grupo
    OBOL quando comparado ao CTOL. Em relação a resposta relaxante foi maior
    eficácia da insulina no grupo CTOL em comparação ao OBOL. Nas fêmeas, reduziu o
    relaxamento no grupo CTOL comparado ao CT. Além disso, a insulina apresentou
    maior eficácia relaxante no grupo CTOL comparado ao CT, sendo também mais
    potente no grupo CTOL do que no OBOL. Diante disso, nossos dados sugerem que a
    dieta obesogênica causa prejuízos cardiometabólicos, e a suplementação com óleo
    de linhaça atenua parcialmente esses efeitos.

3
  • JONATHAN MANOEL DA COSTA
  • Estudo da relação entre indicadores de síndrome metabólica e a expressão de miR-15b-5p circulantes em crianças e adolescentes da cidade de Vitória de Santo Antão - Pernambuco

  • Orientador : CAROL VIRGINIA GOIS LEANDRO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • JOAO HENRIQUE DA COSTA SILVA
  • TAFNES LAÍS PEREIRA SANTOS DE ALMEIDA OLIVEIRA
  • VIVIANE DE OLIVEIRA NOGUEIRA
  • Data: 17/03/2025

  • Mostrar Resumo
  • A síndrome metabólica pode ser definida como uma constelação de fatores que
    aumentam o risco para o surgimento e desenvolvimento de doenças
    cardiovasculares e estão fortemente relacionadas com a resistência à insulina e
    obesidade. O presente estudo tem como objetivo investigar a correlação entre os
    indicadores de síndrome metabólica e a expressão de miR-15b-5p em crianças e
    adolescentes residentes na cidade de Vitória de Santo Antão-PE. Este é um estudo
    transversal, conduzido com indivíduos de 7 a 13 anos, de ambos os sexos,
    consistindo em uma triagem, avaliação antropométrica e da pressão arterial, e coleta
    de sangue venoso para análise do perfil bioquímico e expressão de miRNA-15b-5p
    circulantes. No total, 29 crianças e adolescentes foram avaliados e divididos em três
    grupos, de acordo com o número de indicadores de síndrome metabólica
    apresentados: Sem fatores (grupo 1); 1 a 2 fatores (grupo 2); e ≥ 3 fatores (grupo 3).
    Dos 29 participantes, 48,3% apresentaram excesso de peso. Tratando-se de
    obesidade abdominal, 24,1% do número total de indivíduos exibiram um valor acima
    do normal. Do total de indivíduos, 44,8% apresentaram níveis reduzidos de HDL,
    com uma prevalência de 100% no grupo 3. Sobre hipertrigliceridemia, o grupo 3
    demonstrou uma incidência de 60%. Acerca das alterações da PA, em torno de
    17,2% do total de participantes demonstraram algum grau de elevação. Sobre a
    expressão de miR-15b-5p, foi demonstrada uma correlação negativa associada aos
    indicadores antropométricos de obesidade, ocorrendo da mesma forma sobre
    variáveis de pressão arterial. Também foi observada uma relação inversamente
    proporcional entre a expressão de miR-15b-5p com o número de indicadores da
    síndrome metabólica. Esta regulação negativa da expressão deste miRNA pode ter
    associação com a necessidade de uma maior metabolização lipídica em estágios
    iniciais do processo de obesidade, numa tentativa do organismo de mitigar as
    complicações relacionadas ao acúmulo de lipídios, facilitando a oxidação de ácidos
    graxos de cadeias muito longas, viabilizando também a função mitocondrial
    relacionada a esses processos. Essa resposta pode ocorrer através de uma maior
    ativação do gene ACOX1, com uma menor expressão do miR-15b-5p, tendo em
    vista sua influência inibitória sobre este gene. Essas inferências podem trazer
    esclarecimentos sobre as vias inicialmente afetadas pelos processos de obesidade
    no contexto da síndrome metabólica durante infância e adolescência.


  • Mostrar Abstract
  • A síndrome metabólica pode ser definida como uma constelação de fatores que
    aumentam o risco para o surgimento e desenvolvimento de doenças
    cardiovasculares e estão fortemente relacionadas com a resistência à insulina e
    obesidade. O presente estudo tem como objetivo investigar a correlação entre os
    indicadores de síndrome metabólica e a expressão de miR-15b-5p em crianças e
    adolescentes residentes na cidade de Vitória de Santo Antão-PE. Este é um estudo
    transversal, conduzido com indivíduos de 7 a 13 anos, de ambos os sexos,
    consistindo em uma triagem, avaliação antropométrica e da pressão arterial, e coleta
    de sangue venoso para análise do perfil bioquímico e expressão de miRNA-15b-5p
    circulantes. No total, 29 crianças e adolescentes foram avaliados e divididos em três
    grupos, de acordo com o número de indicadores de síndrome metabólica
    apresentados: Sem fatores (grupo 1); 1 a 2 fatores (grupo 2); e ≥ 3 fatores (grupo 3).
    Dos 29 participantes, 48,3% apresentaram excesso de peso. Tratando-se de
    obesidade abdominal, 24,1% do número total de indivíduos exibiram um valor acima
    do normal. Do total de indivíduos, 44,8% apresentaram níveis reduzidos de HDL,
    com uma prevalência de 100% no grupo 3. Sobre hipertrigliceridemia, o grupo 3
    demonstrou uma incidência de 60%. Acerca das alterações da PA, em torno de
    17,2% do total de participantes demonstraram algum grau de elevação. Sobre a
    expressão de miR-15b-5p, foi demonstrada uma correlação negativa associada aos
    indicadores antropométricos de obesidade, ocorrendo da mesma forma sobre
    variáveis de pressão arterial. Também foi observada uma relação inversamente
    proporcional entre a expressão de miR-15b-5p com o número de indicadores da
    síndrome metabólica. Esta regulação negativa da expressão deste miRNA pode ter
    associação com a necessidade de uma maior metabolização lipídica em estágios
    iniciais do processo de obesidade, numa tentativa do organismo de mitigar as
    complicações relacionadas ao acúmulo de lipídios, facilitando a oxidação de ácidos
    graxos de cadeias muito longas, viabilizando também a função mitocondrial
    relacionada a esses processos. Essa resposta pode ocorrer através de uma maior
    ativação do gene ACOX1, com uma menor expressão do miR-15b-5p, tendo em
    vista sua influência inibitória sobre este gene. Essas inferências podem trazer
    esclarecimentos sobre as vias inicialmente afetadas pelos processos de obesidade
    no contexto da síndrome metabólica durante infância e adolescência.

4
  • ELIANDERSON EMANOEL MONTEIRO DE MELO
  • MODULACAO CARDIORRESPIRATORIA E TRANSCRICIONAL NA PROLE DE RATAS ALIMENTADAS COM DIETA HIPERLIPIDICA ENRIQUECIDA COM OMEGA-3

  • Orientador : JOAO HENRIQUE DA COSTA SILVA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • GLAUBER SANTOS FERREIRA DA SILVA
  • JOAO HENRIQUE DA COSTA SILVA
  • JOAO PAULO JACOB SABINO
  • Data: 27/08/2025

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  • Este estudo investigou os efeitos da suplementação materna com ácidos graxos poli-insaturados da série ômega-3 sobre o controle cardiorrespiratório e a expressão gênica no núcleo do trato solitário (NTS) da prole de ratas submetidas a dieta hiperlipídica rica em ácidos graxos saturados durante a gestação e lactação. Trinta ratas Wistar foram distribuídas em três grupos: controle (C), hiperlipídico (HL) e hiperlipídico suplementado com ômega-3 (HLω3), recebendo as dietas experimentais do acasalamento ao desmame das proles. Avaliaram-se parâmetros respiratórios e hemodinâmicos basais, variabilidade da frequência cardíaca, sensibilidade barorreflexa e quimiorreflexa aos 90 e 300 dias de vida, além da expressão de receptores glutamatérgicos e GABAérgicos no NTS por RT-qPCR. A dieta hiperlipídica materna promoveu aumento da frequência cardíaca e respiratória, disfunção autonômica, atenuação da resposta vagal e hiper-reatividade pressórica e ventilatória frente à ativação quimiorreflexa, além de alterações na expressão de genes relacionados à neurotransmissão excitatória e inibitória no NTS. A suplementação com ômega-3 atenuou de forma parcial ou total essas alterações, normalizando parâmetros respiratórios e cardiovasculares, reduzindo a sensibilidade quimiorreflexa exacerbada e modulando a expressão gênica para um padrão semelhante ao do grupo controle. Estes achados reforçam o papel da nutrição materna na programação do controle cardiorrespiratório e sugerem que o ômega-3 constitui uma estratégia preventiva potencial contra disfunções autonômicas e respiratórias associadas à exposição perinatal a dietas ricas em gorduras saturadas. Os resultados contribuem para o entendimento dos mecanismos neurocardiorrespiratórios modulados por nutrientes durante períodos críticos do desenvolvimento, oferecendo subsídios para estratégias de intervenção nutricional com impacto a longo prazo sobre a saúde cardiovascular e respiratória.


  • Mostrar Abstract
  • Este estudo investigou os efeitos da suplementação materna com ácidos graxos poli-insaturados da série ômega-3 sobre o controle cardiorrespiratório e a expressão gênica no núcleo do trato solitário (NTS) da prole de ratas submetidas a dieta hiperlipídica rica em ácidos graxos saturados durante a gestação e lactação. Trinta ratas Wistar foram distribuídas em três grupos: controle (C), hiperlipídico (HL) e hiperlipídico suplementado com ômega-3 (HLω3), recebendo as dietas experimentais do acasalamento ao desmame das proles. Avaliaram-se parâmetros respiratórios e hemodinâmicos basais, variabilidade da frequência cardíaca, sensibilidade barorreflexa e quimiorreflexa aos 90 e 300 dias de vida, além da expressão de receptores glutamatérgicos e GABAérgicos no NTS por RT-qPCR. A dieta hiperlipídica materna promoveu aumento da frequência cardíaca e respiratória, disfunção autonômica, atenuação da resposta vagal e hiper-reatividade pressórica e ventilatória frente à ativação quimiorreflexa, além de alterações na expressão de genes relacionados à neurotransmissão excitatória e inibitória no NTS. A suplementação com ômega-3 atenuou de forma parcial ou total essas alterações, normalizando parâmetros respiratórios e cardiovasculares, reduzindo a sensibilidade quimiorreflexa exacerbada e modulando a expressão gênica para um padrão semelhante ao do grupo controle. Estes achados reforçam o papel da nutrição materna na programação do controle cardiorrespiratório e sugerem que o ômega-3 constitui uma estratégia preventiva potencial contra disfunções autonômicas e respiratórias associadas à exposição perinatal a dietas ricas em gorduras saturadas. Os resultados contribuem para o entendimento dos mecanismos neurocardiorrespiratórios modulados por nutrientes durante períodos críticos do desenvolvimento, oferecendo subsídios para estratégias de intervenção nutricional com impacto a longo prazo sobre a saúde cardiovascular e respiratória.

5
  • MARCUS DE ALENCAR MATOS
  • APTIDÃO FÍSICA E INDICADORES DE ADIPOSIDADE CORPORAL: EVIDÊNCIAS PARA O PARADOXO FAT-BUT-FIT SOBRE A PRESSÃO ARTERIAL E FREQUÊNCIA CARDÍACA DE REPOUSO EM CRIANÇAS

  • Orientador : RAFAEL DOS SANTOS HENRIQUE
  • MEMBROS DA BANCA :
  • DIOGO ANTONIO ALVES DE VASCONCELOS
  • MATHEUS SANTOS DE SOUSA FERNANDES
  • RAFAEL DOS SANTOS HENRIQUE
  • Data: 21/10/2025

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  • Objetivo: Analisar a interação entre diferentes componentes da aptidão física (ApF) e indicadores de adiposidade corporal sobre a pressão arterial sistólica (PAS) e diastólica (PAD) e a frequência cardíaca de repouso (FC) em crianças, contribuindo com evidências para o paradoxo fat-but-fit. Métodos: Estudo transversal com 1120 escolares de idade média 8,14 (±1,98) classificados em quatro grupos com base na combinação entre diferentes variáveis de ApF (alta ou baixa) e adiposidade (alta ou baixa): Fat+Fit, Fat+Unfit, Unfat+Fit e Unfat+Unfit. Foram avaliadas variáveis de adiposidade geral e central (IMC, percentual de gordura, circunferência de cintura e razão cintura/estatura) e de ApF (PACER, VO₂pico, força de preensão manual e salto horizontal), todas convertidas em percentil para a classificação em alto (fat para adiposidade e fit para ApF) ou baixo (unfat para adiposidade e unfit para ApF) nível. As comparações dos grupos sobre PAS, PAD e FC foram realizadas por ANOVA unidirecional com testes post-hoc de Tukey ou Games-Howell. Resultados: Diferenças significativas (p < 0,001) foram observadas para todas as variáveis dependentes, com os maiores valores de pressão arterial nos grupos com alta adiposidade, independentemente do nível de ApF. A FC mostrou-se mais associada à ApF, especialmente a cardiorrespiratória, do que à adiposidade, com valores inferiores no grupo Unfat+Fit. Indicadores de adiposidade central (circunferência de cintura e razão cintura/estatura) e de ApF cardiorrespiratória (PACER e VO₂) foram mais sensíveis para identificar diferenças entre os grupos do que IMC, percentual de gordura ou variáveis de força e potência muscular. Conclusão: Intervenções que visem à redução da adiposidade central e à melhora da aptidão cardiorrespiratória devem ser priorizadas na prevenção de alterações precoces da pressão arterial e da FC. Os achados do presente estudo fornecem mais uma evidência em favor do paradoxo fat-but-fit, mas para a população infantil.


  • Mostrar Abstract
  • Objetivo: Analisar a interação entre diferentes componentes da aptidão física (ApF) e indicadores de adiposidade corporal sobre a pressão arterial sistólica (PAS) e diastólica (PAD) e a frequência cardíaca de repouso (FC) em crianças, contribuindo com evidências para o paradoxo fat-but-fit. Métodos: Estudo transversal com 1120 escolares de idade média 8,14 (±1,98) classificados em quatro grupos com base na combinação entre diferentes variáveis de ApF (alta ou baixa) e adiposidade (alta ou baixa): Fat+Fit, Fat+Unfit, Unfat+Fit e Unfat+Unfit. Foram avaliadas variáveis de adiposidade geral e central (IMC, percentual de gordura, circunferência de cintura e razão cintura/estatura) e de ApF (PACER, VO₂pico, força de preensão manual e salto horizontal), todas convertidas em percentil para a classificação em alto (fat para adiposidade e fit para ApF) ou baixo (unfat para adiposidade e unfit para ApF) nível. As comparações dos grupos sobre PAS, PAD e FC foram realizadas por ANOVA unidirecional com testes post-hoc de Tukey ou Games-Howell. Resultados: Diferenças significativas (p < 0,001) foram observadas para todas as variáveis dependentes, com os maiores valores de pressão arterial nos grupos com alta adiposidade, independentemente do nível de ApF. A FC mostrou-se mais associada à ApF, especialmente a cardiorrespiratória, do que à adiposidade, com valores inferiores no grupo Unfat+Fit. Indicadores de adiposidade central (circunferência de cintura e razão cintura/estatura) e de ApF cardiorrespiratória (PACER e VO₂) foram mais sensíveis para identificar diferenças entre os grupos do que IMC, percentual de gordura ou variáveis de força e potência muscular. Conclusão: Intervenções que visem à redução da adiposidade central e à melhora da aptidão cardiorrespiratória devem ser priorizadas na prevenção de alterações precoces da pressão arterial e da FC. Os achados do presente estudo fornecem mais uma evidência em favor do paradoxo fat-but-fit, mas para a população infantil.

6
  • JOÃO VICTOR CAVALCANTI FRAGA
  • PREVALÊNCIA E FATORES ASSOCIADOS À SÍNDROME METABÓLICA EM CRIANÇAS E ADOLESCENTES DE DOIS MUNICÍPIOS DO ESTADO DE PERNAMBUCO

  • Orientador : CAROL VIRGINIA GOIS LEANDRO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • CAROL VIRGINIA GOIS LEANDRO
  • DIOGO ANTONIO ALVES DE VASCONCELOS
  • TAFNES LAÍS PEREIRA SANTOS DE ALMEIDA OLIVEIRA
  • Data: 17/11/2025

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  • Introdução: A síndrome metabólica (SM), tradicionalmente descrita em adultos, tem sido cada vez mais identificada em populações pediátricas, embora sua prevalência varie de acordo com critério diagnóstico utilizado, é fortemente associada ao excesso de peso e à transição nutricional. Estudos nacionais sobre a temática nessa população concentram-se majoritariamente na região Sudeste, tornando necessária a investigação em municípios de outras regiões do país.

    Objetivo: O presente estudo teve como objetivos: (i) investigar a prevalência da SM em crianças e adolescentes residentes de dois municípios do estado de Pernambuco; (ii) avaliar a concordância entre critérios diagnósticos e fatores de risco; e (iii) examinar fatores associados (idade, sexo e índice de massa corporal).

    Métodos: Estudo transversal conduzido com 239 escolares (140 meninas; 10,9 ± 3,35 anos), com idades entre 6 e 18 anos, dos municípios de Vitória de Santo Antão e Lagoa do Carro, localizados no estado de Pernambuco, Brasil. Foram coletados dados antropométricos, pressão arterial, glicemia de jejum, concentração sérica de triglicerídeos e colesterol HDL. A SM foi definida pelos critérios de Cook e Ferranti, e a concordância entre os critérios foi avaliada pelo coeficiente Kappa. A regressão logística binária analisou as associações entre SM e idade, sexo e estado nutricional.

    Resultados: A prevalência de SM foi de 10,0% (critério de Cook) e 20,1% (critério de Ferranti). A concordância entre os critérios variou de 0,504 a 0,735. O índice de massa corporal (IMC) foi a única variável associada à SM: indivíduos com sobrepeso apresentaram 11 vezes mais chances (OR=10,74; IC95%: 3,87–29,74) e os obesos, 26 vezes mais chances (OR=26,28; IC95%: 8,97–76,97) de desenvolver a SM em comparação aos eutróficos.

    Conclusão: A SM apresentou elevada prevalência nesta população, sobretudo entre escolares com excesso de peso. A variabilidade das prevalências conforme o critério diagnóstico evidencia a necessidade de padronização específica para a população pediátrica. Esses achados reforçam a urgência de estratégias preventivas que considerem o contexto socioeconômico do Nordeste brasileiro, especificamente das cidades investigadas do estado de Pernambuco, região marcada por vulnerabilidade social e transição nutricional.


  • Mostrar Abstract
  • Introdução: A síndrome metabólica (SM), tradicionalmente descrita em adultos, tem sido cada vez mais identificada em populações pediátricas, embora sua prevalência varie de acordo com critério diagnóstico utilizado, é fortemente associada ao excesso de peso e à transição nutricional. Estudos nacionais sobre a temática nessa população concentram-se majoritariamente na região Sudeste, tornando necessária a investigação em municípios de outras regiões do país.

    Objetivo: O presente estudo teve como objetivos: (i) investigar a prevalência da SM em crianças e adolescentes residentes de dois municípios do estado de Pernambuco; (ii) avaliar a concordância entre critérios diagnósticos e fatores de risco; e (iii) examinar fatores associados (idade, sexo e índice de massa corporal).

    Métodos: Estudo transversal conduzido com 239 escolares (140 meninas; 10,9 ± 3,35 anos), com idades entre 6 e 18 anos, dos municípios de Vitória de Santo Antão e Lagoa do Carro, localizados no estado de Pernambuco, Brasil. Foram coletados dados antropométricos, pressão arterial, glicemia de jejum, concentração sérica de triglicerídeos e colesterol HDL. A SM foi definida pelos critérios de Cook e Ferranti, e a concordância entre os critérios foi avaliada pelo coeficiente Kappa. A regressão logística binária analisou as associações entre SM e idade, sexo e estado nutricional.

    Resultados: A prevalência de SM foi de 10,0% (critério de Cook) e 20,1% (critério de Ferranti). A concordância entre os critérios variou de 0,504 a 0,735. O índice de massa corporal (IMC) foi a única variável associada à SM: indivíduos com sobrepeso apresentaram 11 vezes mais chances (OR=10,74; IC95%: 3,87–29,74) e os obesos, 26 vezes mais chances (OR=26,28; IC95%: 8,97–76,97) de desenvolver a SM em comparação aos eutróficos.

    Conclusão: A SM apresentou elevada prevalência nesta população, sobretudo entre escolares com excesso de peso. A variabilidade das prevalências conforme o critério diagnóstico evidencia a necessidade de padronização específica para a população pediátrica. Esses achados reforçam a urgência de estratégias preventivas que considerem o contexto socioeconômico do Nordeste brasileiro, especificamente das cidades investigadas do estado de Pernambuco, região marcada por vulnerabilidade social e transição nutricional.

2024
Dissertações
1
  • MAYARA LUCLÉCIA DA SILVA
  • EFEITOS DA REALIDADE VIRTUAL SOBRE ASPECTOS RELACIONADOS AO SONO E SAÚDE MENTAL EM INDIVÍDUOS ADULTOS COM SÍNDROME METABÓLICA NA CIDADE DA VITÓRIA DE SANTO ANTÃO-PE

  • Orientador : VIVIANE DE OLIVEIRA NOGUEIRA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • DAVID FILIPE DE SANTANA
  • EDIL DE ALBUQUERQUE RODRIGUES FILHO
  • VIVIANE DE OLIVEIRA NOGUEIRA
  • Data: 19/02/2024

  • Mostrar Resumo
  • A síndrome metabólica (SM) consiste em um conjunto de desregulações metabólicas,
    que compreende o aumento da obesidade abdominal, resistência à insulina (RI),
    disfunções no metabolismo da glicose, dislipidemia aterogênica e hipertensão arterial
    sistêmica (HAS), podendo interferir em aspectos do sono, saúde mental e funções
    executivas. Objetivou-se avaliar os efeitos da Realidade Virtual (RV) sobre aspectos
    relacionados ao sono e à saúde mental em indivíduos adultos com SM. Trata-se de
    um estudo longitudinal prospectivo, no qual foram realizadas coletas de dados
    sociodemográficos e clínicos, além de coleta de sangue para análise de níveis
    glicêmicos, triglicerídeos (TGs) e colesterol lipoproteína de alta densidade (HDL). Para
    avaliar a qualidade de sono aplicou-se o índice de qualidade do sono de Pittsburgh
    (PSQI), sonolência diurna excessiva (SDE), pela escala de sonolência de Epworth,
    sintomas sugestivos de depressão através do questionário sobre a saúde do paciente
    (PHQ-9), inventário de ansiedade traço-estado (IDATE), torre de Londres para
    avaliação de funções executivas, além de realização de antropometria, aferição de
    pressão arterial sistêmica e treinamento com RV a partir do Xbox 360 Kinect para
    realização do protocolo de treinamento pelo jogo Kinect sports. Foram avaliados 76
    indivíduos, dentre eles a maioria era do sexo feminino, 71 (93,4%), com idade de 48-
    55, 44 (57,9%). Com base na cor e raça, a maioria 34 (44,8%) declarou-se como
    parda, seguida pela branca 25 (32,9%). Do quantitativo de avaliados, 23 (30,1%)
    variava entre um e um e meio salário mínimo. Para a alocação dos voluntários nos
    grupos sem SM C, sem SM INT, SM C e SM INT, os mesmos foram classificados
    segundo a Federação Internacional do Diabetes (IDF) para a presença ou não de SM,
    tendo como fator primordial a circunferência de cintura (CC), visto que, a maioria dos
    indivíduos do grupo sem SM e SM apresentavam muito elevado acúmulo de gordura
    abdominal (AGA) em sua maioria, e segundo dados pré e pós intervenção IMC de
    sobrepeso e obesidade I na maioria da amostra, visto que, a obesidade I estava
    vinculada apenas ao grupo SM. Sobre os componentes da SM, observou-se redução
    dos seus componentes no grupo SM INT, efeitos positivos pós intervenção com RV
    para CC, pressão arterial sistólica (PAS) e pressão arterial diastólica (PAD). Conforme
    o índice de qualidade do sono, foi identificado que a maioria dos voluntários do grupo
    sem SM e SM apresentou qualidade ruim de sono em dados pré e pós intervenção.
    Sobre a SDE foi proposto que a maioria da amostra não possuía a mesma. O EDM foi

    prevalente na grande parte dos indivíduos com e sem presença de SM, mas foram
    identificados efeitos sobre os dados pós intervenção com RV nos grupos, sem SM INT
    e SM INT. Na ansiedade enquanto estado e traço, a maioria apresentou baixa e médio
    nível de ansiedade, sendo visto efeito sobre o traço do grupo SM INT. No teste torre
    de Londres, foi demonstrado efeito da RV de acordo com dados de pós intervenção
    sobre o grupo SM INT, para aumento do escore e diminuição do tempo de execução.


  • Mostrar Abstract
  • A síndrome metabólica (SM) consiste em um conjunto de desregulações metabólicas,
    que compreende o aumento da obesidade abdominal, resistência à insulina (RI),
    disfunções no metabolismo da glicose, dislipidemia aterogênica e hipertensão arterial
    sistêmica (HAS), podendo interferir em aspectos do sono, saúde mental e funções
    executivas. Objetivou-se avaliar os efeitos da Realidade Virtual (RV) sobre aspectos
    relacionados ao sono e à saúde mental em indivíduos adultos com SM. Trata-se de
    um estudo longitudinal prospectivo, no qual foram realizadas coletas de dados
    sociodemográficos e clínicos, além de coleta de sangue para análise de níveis
    glicêmicos, triglicerídeos (TGs) e colesterol lipoproteína de alta densidade (HDL). Para
    avaliar a qualidade de sono aplicou-se o índice de qualidade do sono de Pittsburgh
    (PSQI), sonolência diurna excessiva (SDE), pela escala de sonolência de Epworth,
    sintomas sugestivos de depressão através do questionário sobre a saúde do paciente
    (PHQ-9), inventário de ansiedade traço-estado (IDATE), torre de Londres para
    avaliação de funções executivas, além de realização de antropometria, aferição de
    pressão arterial sistêmica e treinamento com RV a partir do Xbox 360 Kinect para
    realização do protocolo de treinamento pelo jogo Kinect sports. Foram avaliados 76
    indivíduos, dentre eles a maioria era do sexo feminino, 71 (93,4%), com idade de 48-
    55, 44 (57,9%). Com base na cor e raça, a maioria 34 (44,8%) declarou-se como
    parda, seguida pela branca 25 (32,9%). Do quantitativo de avaliados, 23 (30,1%)
    variava entre um e um e meio salário mínimo. Para a alocação dos voluntários nos
    grupos sem SM C, sem SM INT, SM C e SM INT, os mesmos foram classificados
    segundo a Federação Internacional do Diabetes (IDF) para a presença ou não de SM,
    tendo como fator primordial a circunferência de cintura (CC), visto que, a maioria dos
    indivíduos do grupo sem SM e SM apresentavam muito elevado acúmulo de gordura
    abdominal (AGA) em sua maioria, e segundo dados pré e pós intervenção IMC de
    sobrepeso e obesidade I na maioria da amostra, visto que, a obesidade I estava
    vinculada apenas ao grupo SM. Sobre os componentes da SM, observou-se redução
    dos seus componentes no grupo SM INT, efeitos positivos pós intervenção com RV
    para CC, pressão arterial sistólica (PAS) e pressão arterial diastólica (PAD). Conforme
    o índice de qualidade do sono, foi identificado que a maioria dos voluntários do grupo
    sem SM e SM apresentou qualidade ruim de sono em dados pré e pós intervenção.
    Sobre a SDE foi proposto que a maioria da amostra não possuía a mesma. O EDM foi

    prevalente na grande parte dos indivíduos com e sem presença de SM, mas foram
    identificados efeitos sobre os dados pós intervenção com RV nos grupos, sem SM INT
    e SM INT. Na ansiedade enquanto estado e traço, a maioria apresentou baixa e médio
    nível de ansiedade, sendo visto efeito sobre o traço do grupo SM INT. No teste torre
    de Londres, foi demonstrado efeito da RV de acordo com dados de pós intervenção
    sobre o grupo SM INT, para aumento do escore e diminuição do tempo de execução.

2
  • MIRELLY CUNHA DA SILVA
  • O DOADOR DE ÓXIDO NÍTRICO FOR 911B INDUZ VASORRELAXAMENTO EM AORTA ISOLADA DE RATO COM ENVOLVIMENTO DA VIA NO/GCs/GMPc E CANAIS PARA K+

  • Orientador : THYAGO MOREIRA DE QUEIROZ
  • MEMBROS DA BANCA :
  • RICHARD BOARATO DAVID
  • CAMILLE DE MOURA BALARINI
  • THYAGO MOREIRA DE QUEIROZ
  • Data: 23/02/2024

  • Mostrar Resumo
  •  

    O óxido nítrico (NO) é considerado uma molécula gasosa protagonista na
    dilatação dos vasos sanguíneos e tem sua síntese e/ou biodisponibilidade
    reduzida em condições fisiopatológicas como nas Doenças Cardiovasculares
    (DCV). Logo, sua administração exógena torna-se um atrativo. Com isso, novas
    classes de composto capazes de doar NO tem emergido para minimizar os
    efeitos adversos encontrados pelos fármacos doadores já existentes. Os
    complexos de rutênio se destacam em relação a outros metalofármacos, por
    formar complexos nitrosil e apresentar baixa toxicidade. Portanto, o nosso
    objetivo foi caracterizar o mecanismo de ação no efeito vasodilatador induzido
    pelo doador de NO [Ru(phen)2(TU)NO] (PF6)

    3+ (FOR 911B) em aorta isolada de
    rato. No presente estudo, demonstramos de forma inédita que o FOR 911B
    promove vasorrelaxamento de maneira dependente da concentração em anéis
    de artéria aorta isolada de rato. Após a remoção do endotélio, a potência e a
    eficácia do relaxamento não foram alteradas. Frente a uma agente
    contracturante eletroquímico, o KCl 60 mM, houve atenuação da potência e
    eficácia do efeito promovido pelo FOR 911B. Na presença do L-NAME, em anéis
    com endotélio íntegro, houve diminuição do Emáx, mostrando que o
    metalofármáco pode atuar parcialmente através da estimulação da produção de
    NO pelas células endoteliais. Com a pré-incubação da hidroxocobalamina, a
    resposta relaxante foi abolida, que sugere uma participação NO tipo radicalar no
    efeito induzido pelo FOR. Com o uso do ODQ, um bloqueador da GCS, os
    resultados demonstraram que essa enzima é importante na vasoditalação
    induzida pelo doador, com alteração na curva de contração-resposta para a
    direita. Para confirmar a participação dos canais para K+

    , alteramos a
    concentração desse íon com KCl 20mM e pré incubamos o bloqueador não
    seletivo (TEA 3mM). Nessas condições, o relaxamento foi alterado,
    demonstrando que canais são ativados pelo FOR 911B e participam da resposta
    vasorrelaxante. Ao bloquear seletivamente os diferentes subtipos de canais para
    K+ com bloqueadores específicos como TEA (1 mM) e IbTx para avaliar a
    participação dos BKCa; para SKCa, a apamina; para os Kv, a 4-AP; e a GLIB, um
    bloqueador seletivo dos KATP; e o BaCl2 para os canais para os KIR. Os subtipos
    Kv, KIR, SKCa, BKCa estão envolvidos nesse efeito dilatador, observou-se um
    desvio maior para direita com a utilização do TEA e da IbTX, indicando
    fortemente uma maior ativação dos BKCa. Os resultados obtidos demonstraram
    que o complexo de rutênio [Ru(phen)2(TU)NO] (PF6)

    3+ (FOR 911B) promove
    relaxamento vascular em anéis de artéria aorta de maneira dependente de
    concentração e independente do endotélio vascular, por meio da liberação do
    NO radicalar com participação da via NO/GCs/GMPc, como também com a
    participação dos diferente canais para K+ (especialmente Kv, KIR, SKCa e BKCa).
    Esses efeitos apontam um potencial terapêutico para o complexo de rutênio FOR
    911B como um doador de NO, sendo promissor para o tratamento de disfunções
    cardiovasculares no futuro ou sua utilização como ferramenta farmacológica em
    outros estudos.


  • Mostrar Abstract
  •  

    O óxido nítrico (NO) é considerado uma molécula gasosa protagonista na
    dilatação dos vasos sanguíneos e tem sua síntese e/ou biodisponibilidade
    reduzida em condições fisiopatológicas como nas Doenças Cardiovasculares
    (DCV). Logo, sua administração exógena torna-se um atrativo. Com isso, novas
    classes de composto capazes de doar NO tem emergido para minimizar os
    efeitos adversos encontrados pelos fármacos doadores já existentes. Os
    complexos de rutênio se destacam em relação a outros metalofármacos, por
    formar complexos nitrosil e apresentar baixa toxicidade. Portanto, o nosso
    objetivo foi caracterizar o mecanismo de ação no efeito vasodilatador induzido
    pelo doador de NO [Ru(phen)2(TU)NO] (PF6)

    3+ (FOR 911B) em aorta isolada de
    rato. No presente estudo, demonstramos de forma inédita que o FOR 911B
    promove vasorrelaxamento de maneira dependente da concentração em anéis
    de artéria aorta isolada de rato. Após a remoção do endotélio, a potência e a
    eficácia do relaxamento não foram alteradas. Frente a uma agente
    contracturante eletroquímico, o KCl 60 mM, houve atenuação da potência e
    eficácia do efeito promovido pelo FOR 911B. Na presença do L-NAME, em anéis
    com endotélio íntegro, houve diminuição do Emáx, mostrando que o
    metalofármáco pode atuar parcialmente através da estimulação da produção de
    NO pelas células endoteliais. Com a pré-incubação da hidroxocobalamina, a
    resposta relaxante foi abolida, que sugere uma participação NO tipo radicalar no
    efeito induzido pelo FOR. Com o uso do ODQ, um bloqueador da GCS, os
    resultados demonstraram que essa enzima é importante na vasoditalação
    induzida pelo doador, com alteração na curva de contração-resposta para a
    direita. Para confirmar a participação dos canais para K+

    , alteramos a
    concentração desse íon com KCl 20mM e pré incubamos o bloqueador não
    seletivo (TEA 3mM). Nessas condições, o relaxamento foi alterado,
    demonstrando que canais são ativados pelo FOR 911B e participam da resposta
    vasorrelaxante. Ao bloquear seletivamente os diferentes subtipos de canais para
    K+ com bloqueadores específicos como TEA (1 mM) e IbTx para avaliar a
    participação dos BKCa; para SKCa, a apamina; para os Kv, a 4-AP; e a GLIB, um
    bloqueador seletivo dos KATP; e o BaCl2 para os canais para os KIR. Os subtipos
    Kv, KIR, SKCa, BKCa estão envolvidos nesse efeito dilatador, observou-se um
    desvio maior para direita com a utilização do TEA e da IbTX, indicando
    fortemente uma maior ativação dos BKCa. Os resultados obtidos demonstraram
    que o complexo de rutênio [Ru(phen)2(TU)NO] (PF6)

    3+ (FOR 911B) promove
    relaxamento vascular em anéis de artéria aorta de maneira dependente de
    concentração e independente do endotélio vascular, por meio da liberação do
    NO radicalar com participação da via NO/GCs/GMPc, como também com a
    participação dos diferente canais para K+ (especialmente Kv, KIR, SKCa e BKCa).
    Esses efeitos apontam um potencial terapêutico para o complexo de rutênio FOR
    911B como um doador de NO, sendo promissor para o tratamento de disfunções
    cardiovasculares no futuro ou sua utilização como ferramenta farmacológica em
    outros estudos.

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  • JIVALDO GONÇALVES FERREIRA
  • Efeito das 1,2,4-oxadiazolin-5-onas Click 1 e Click 2 sobre a reatividade vascular de ratos hipertensos 2R-1C

  • Orientador : ALICE VALENCA ARAUJO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ALICE VALENCA ARAUJO
  • JOAO HENRIQUE DA COSTA SILVA
  • RENE DUARTE MARTINS
  • Data: 26/02/2024

  • Mostrar Resumo
  •  

    A hipertensão arterial (HA) é uma doença multifatorial, que depende de fatores
    genéticos, ambientais e sociais, sendo caracterizada pela elevação persistente da
    pressão arterial. Entre as drogas disponíveis para o tratamento da HA, destacam-se
    as que atuam sobre o sistema renina-angiotensina-aldosterona (SRAA) como
    exemplo temos os antagonistas dos receptores da angiotensina II (ARA). A
    saralasina foi à primeira substância a ser empregada como ARA e, serviu como
    base para o desenvolvimento de ARA seletivos, a exemplo da losartana em 1990.
    Apesar da grande quantidade de fármacos disponíveis para o tratamento da HA, o
    controle pressórico nos indivíduos acometidos nem sempre é alcançado e requer o
    desenvolvimento de novas drogas. O objetivo deste trabalho foi avaliar a eficácia e a
    segurança de uso de novos derivados das 1,2,4-oxadiazolin-5-onas que foram
    sintetizados baseados na estrutura da losartana. Os protótipos click 1 e click 2 foram
    obtidos do Laboratório de Síntese Orgânica, da UFPE. Foram utilizados ratos Wistar
    com 2 meses de idade (180-200g). Para obtenção de ratos com hipertensão renal do
    tipo 2R-1C, os animais passaram por um procedimento cirúrgico para implantar um
    clipe de prata com abertura de 0,2 mm na artéria renal esquerda, os animais Sham
    passaram pelo mesmo processo anestésico e cirúrgico, mas não foi implantado o
    clipe. Seis semanas após a cirurgia, a pressão arterial sistólica (PAS) foi
    determinada e os animais que apresentaram PAS maior ou igual a 160 mmHg foram
    considerados hipertensos e, incluídos no estudo. Para padronizar o uso da
    angiotensina II (Ang II) foram realizadas curvas cumulativas em anéis de aorta de
    ratos normotensos suspensos em banho de órgãos na presença e ausência de
    endotélio. Para definição do veículo para solubilizar as moléculas, foram realizadas
    curva cumulativas de Ang II na presença de solução de Cremophor® e Tween 80®, em anéis de aorta de ratos normotensos. Para avaliar o efeito dos compostos sobre
    a reatividade vascular, os anéis de artéria aorta sem endotélio e com endotélio de
    ratos (Sham e 2R-1C). Em seguida, foram construídas curvas concentração-efeito
    cumulativas para a Ang II na presença e ausência dos compostos click 1, click 2 (10
    e 100 μmol/L) ou da losartana (1 μmol/L). A partir das curvas concentração-efeito
    obtidas, foram calculados o efeito máximo e o pEC50. Nos animais normotensos,
    Sham e hipertensos 2R-1C. a partir da primeira semana os animais 2R-1C já
    apresentavam PAS elevada em comparação com o Sham. Apesar de não haver
    diferenças entre as curvas concentração-efeito de Ang II na presença do Tween 80®
    e CremophorV, o Tween 80® foi escolhido como solvente, pois a curva se sobrepõe
    a curva controle. Apenas a maior concentração de click 1 (100 μmol/L) foi capaz de
    reduzir o efeito da Ang II em anéis de aorta de ratos 2R-1C, a losartana aboliu a
    resposta da Ang II (Controle: Emax = 1,06 ± 0,14 g, pCE50 = 8,24 ± 0,08; click 1
    100 μmol/L: Emax = 0,54 ± 0,11 g, pCE50 = 7,84 ± 0,16; Losartana 1 μmol/L: Emax = 0).
    Com o desenvolvimento deste trabalho, conseguimos padronizar o modelo
    experimental de hipertensão renovascular 2R-1C e o uso da ANg II em nosso
    laboratório. O composto click 1 foi capaz de reduzir a contração induzida pela Ang II,
    na ausência do endotélio, são necessários mais estudos para testar a afinidade da
    molécula com os receptores AT1 e AT2, bem como sua disponibilidade por via
    endovenosa e oral.


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  •  

    A hipertensão arterial (HA) é uma doença multifatorial, que depende de fatores
    genéticos, ambientais e sociais, sendo caracterizada pela elevação persistente da
    pressão arterial. Entre as drogas disponíveis para o tratamento da HA, destacam-se
    as que atuam sobre o sistema renina-angiotensina-aldosterona (SRAA) como
    exemplo temos os antagonistas dos receptores da angiotensina II (ARA). A
    saralasina foi à primeira substância a ser empregada como ARA e, serviu como
    base para o desenvolvimento de ARA seletivos, a exemplo da losartana em 1990.
    Apesar da grande quantidade de fármacos disponíveis para o tratamento da HA, o
    controle pressórico nos indivíduos acometidos nem sempre é alcançado e requer o
    desenvolvimento de novas drogas. O objetivo deste trabalho foi avaliar a eficácia e a
    segurança de uso de novos derivados das 1,2,4-oxadiazolin-5-onas que foram
    sintetizados baseados na estrutura da losartana. Os protótipos click 1 e click 2 foram
    obtidos do Laboratório de Síntese Orgânica, da UFPE. Foram utilizados ratos Wistar
    com 2 meses de idade (180-200g). Para obtenção de ratos com hipertensão renal do
    tipo 2R-1C, os animais passaram por um procedimento cirúrgico para implantar um
    clipe de prata com abertura de 0,2 mm na artéria renal esquerda, os animais Sham
    passaram pelo mesmo processo anestésico e cirúrgico, mas não foi implantado o
    clipe. Seis semanas após a cirurgia, a pressão arterial sistólica (PAS) foi
    determinada e os animais que apresentaram PAS maior ou igual a 160 mmHg foram
    considerados hipertensos e, incluídos no estudo. Para padronizar o uso da
    angiotensina II (Ang II) foram realizadas curvas cumulativas em anéis de aorta de
    ratos normotensos suspensos em banho de órgãos na presença e ausência de
    endotélio. Para definição do veículo para solubilizar as moléculas, foram realizadas
    curva cumulativas de Ang II na presença de solução de Cremophor® e Tween 80®, em anéis de aorta de ratos normotensos. Para avaliar o efeito dos compostos sobre
    a reatividade vascular, os anéis de artéria aorta sem endotélio e com endotélio de
    ratos (Sham e 2R-1C). Em seguida, foram construídas curvas concentração-efeito
    cumulativas para a Ang II na presença e ausência dos compostos click 1, click 2 (10
    e 100 μmol/L) ou da losartana (1 μmol/L). A partir das curvas concentração-efeito
    obtidas, foram calculados o efeito máximo e o pEC50. Nos animais normotensos,
    Sham e hipertensos 2R-1C. a partir da primeira semana os animais 2R-1C já
    apresentavam PAS elevada em comparação com o Sham. Apesar de não haver
    diferenças entre as curvas concentração-efeito de Ang II na presença do Tween 80®
    e CremophorV, o Tween 80® foi escolhido como solvente, pois a curva se sobrepõe
    a curva controle. Apenas a maior concentração de click 1 (100 μmol/L) foi capaz de
    reduzir o efeito da Ang II em anéis de aorta de ratos 2R-1C, a losartana aboliu a
    resposta da Ang II (Controle: Emax = 1,06 ± 0,14 g, pCE50 = 8,24 ± 0,08; click 1
    100 μmol/L: Emax = 0,54 ± 0,11 g, pCE50 = 7,84 ± 0,16; Losartana 1 μmol/L: Emax = 0).
    Com o desenvolvimento deste trabalho, conseguimos padronizar o modelo
    experimental de hipertensão renovascular 2R-1C e o uso da ANg II em nosso
    laboratório. O composto click 1 foi capaz de reduzir a contração induzida pela Ang II,
    na ausência do endotélio, são necessários mais estudos para testar a afinidade da
    molécula com os receptores AT1 e AT2, bem como sua disponibilidade por via
    endovenosa e oral.

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  • ANIELLE MYLENA DE MEDEIROS BARBOSA
  • EFEITOS DA DIETA HIPOPROTEICA MATERNA SOBRE A CAPACIDADE HIPERTRÓFICA E A VIA Akt-mTOR NO MÚSCULO ESQUELÉTICO DE RATOS ADULTOS”

  • Orientador : DIOGO ANTONIO ALVES DE VASCONCELOS
  • MEMBROS DA BANCA :
  • CAROL VIRGINIA GOIS LEANDRO
  • DIEGO RIBEIRO DE SOUZA
  • DIOGO ANTONIO ALVES DE VASCONCELOS
  • JOSÉ DONATO JÚNIOR
  • Data: 27/02/2024

  • Mostrar Resumo
  • Diversos estudos têm demonstrado que a dieta baixa em proteínas durante a gestação e lactação é um fator crítico capaz de modular a ação da insulina e a manutenção da massa muscular à longo prazo. A nossa hipótese é que a resposta hipertrófica do músculo esquelético é prejudicada devido à modulação da via Akt-mTOR em ratos adultos, causada pela de dieta hipoproteica durante a gestação e lactação. O objetivo deste trabalho foi verificar os efeitos da dieta hipoproteica nas fases da gestação e lactação sobre a via Akt-mTOR no músculo esquelético em prole adulta de ratos submetidos ao protocolo de hipertrofia compensatória. Foram utilizadas ratas que receberam dieta controle (18% de proteínas) ou dieta hipoproteica (8% proteína). A prole desses animais, foi dividida em gaiolas com até 4 animais e recebeu dieta padrão de biotério até os 90 dias de idade. Aos 83 dias de vida, os animais foram submetidos ao procedimento cirúrgico de ablação do músculo sinergista ao EDL, o tibial anterior, da pata traseira esquerda, e a pata contralateral recebeu uma simulação do procedimento cirúrgico (Sham) e utilizado como controle. Assim, cada grupo com as respectivas dietas foram subdividido em 2 grupos: Pata contralateral (PC) e induzido à hipertrofia (PH) formando 4 grupos experimentais: dieta controle pata contralateral (DCMat-PC); dieta controle pata induzida à hipertrofia (DCMat-PH); dieta hipoproteica pata contralateral (DHMat-PC); pata induzida a hipertrofia (DHMat-PH). Aos 90 dias, os
    animais foram eutanasiados e foram analisadas a massa seca do músculo EDL; área de secção transversa das fibras musculares; e ativação e expressão de proteínas da via Akt-mTOR do músculo EDL. A dieta hipoproteica materna, prejudicou o crescimento e desenvolvimento da prole, no período de lactação e pós desmame,
    porém não causou alterações na massa do tecido adiposo branco. Os animais de dieta materna hipoproteica também apresentaram menor massa úmida e seca do músculo EDL, mesmo após o estímulo da hipertrofia compensatória. A análise da histologia do EDL, demonstrou que esses animais apresentam fibras musculares de menor área em relação aos animais de dieta controle, tanto na pata contralateral, quanto na pata
    submetida a hipertrofia. Dessa forma, a dieta hipoproteica materna, prejudicou o crescimento e desenvolvimento da prole até 90 dias de idade, bem como a massa úmida e seca do músculo EDL. Além disso, diminuiu a capacidade hipertrófica do músculo, bem como as fibras musculares desses animais apresentaram menor área
    de secção. No músculo EDL ainda, a dieta hipoproteica materna não provocou alterações no conteúdo de Akt total, porém quando houve aumento no conteúdo de Akt quando o músculo foi submetido a sobrecarga funcional, o conteúdo de Akt fosforilada foi maior no grupo DHMat-PH em relação ao grupo DCMat-PH. Já os níveis de rpS6 total se mantiveram semelhantes em ambos os grupos.


  • Mostrar Abstract
  • Diversos estudos têm demonstrado que a dieta baixa em proteínas durante a gestação e lactação é um fator crítico capaz de modular a ação da insulina e a manutenção da massa muscular à longo prazo. A nossa hipótese é que a resposta hipertrófica do músculo esquelético é prejudicada devido à modulação da via Akt-mTOR em ratos adultos, causada pela de dieta hipoproteica durante a gestação e lactação. O objetivo deste trabalho foi verificar os efeitos da dieta hipoproteica nas fases da gestação e lactação sobre a via Akt-mTOR no músculo esquelético em prole adulta de ratos submetidos ao protocolo de hipertrofia compensatória. Foram utilizadas ratas que receberam dieta controle (18% de proteínas) ou dieta hipoproteica (8% proteína). A prole desses animais, foi dividida em gaiolas com até 4 animais e recebeu dieta padrão de biotério até os 90 dias de idade. Aos 83 dias de vida, os animais foram submetidos ao procedimento cirúrgico de ablação do músculo sinergista ao EDL, o tibial anterior, da pata traseira esquerda, e a pata contralateral recebeu uma simulação do procedimento cirúrgico (Sham) e utilizado como controle. Assim, cada grupo com as respectivas dietas foram subdividido em 2 grupos: Pata contralateral (PC) e induzido à hipertrofia (PH) formando 4 grupos experimentais: dieta controle pata contralateral (DCMat-PC); dieta controle pata induzida à hipertrofia (DCMat-PH); dieta hipoproteica pata contralateral (DHMat-PC); pata induzida a hipertrofia (DHMat-PH). Aos 90 dias, os
    animais foram eutanasiados e foram analisadas a massa seca do músculo EDL; área de secção transversa das fibras musculares; e ativação e expressão de proteínas da via Akt-mTOR do músculo EDL. A dieta hipoproteica materna, prejudicou o crescimento e desenvolvimento da prole, no período de lactação e pós desmame,
    porém não causou alterações na massa do tecido adiposo branco. Os animais de dieta materna hipoproteica também apresentaram menor massa úmida e seca do músculo EDL, mesmo após o estímulo da hipertrofia compensatória. A análise da histologia do EDL, demonstrou que esses animais apresentam fibras musculares de menor área em relação aos animais de dieta controle, tanto na pata contralateral, quanto na pata
    submetida a hipertrofia. Dessa forma, a dieta hipoproteica materna, prejudicou o crescimento e desenvolvimento da prole até 90 dias de idade, bem como a massa úmida e seca do músculo EDL. Além disso, diminuiu a capacidade hipertrófica do músculo, bem como as fibras musculares desses animais apresentaram menor área
    de secção. No músculo EDL ainda, a dieta hipoproteica materna não provocou alterações no conteúdo de Akt total, porém quando houve aumento no conteúdo de Akt quando o músculo foi submetido a sobrecarga funcional, o conteúdo de Akt fosforilada foi maior no grupo DHMat-PH em relação ao grupo DCMat-PH. Já os níveis de rpS6 total se mantiveram semelhantes em ambos os grupos.

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  • BRUNO BARROS DE ALBUQUERQUE
  • EFEITOS DA DIETA OBESOGÊNICA MATERNA DURANTE A GESTAÇÃO E LACTAÇÃO NO BALANÇO REDOX E METABOLISMO PANCREÁTICO DE RATAS

  • Orientador : MARIANA PINHEIRO FERNANDES
  • MEMBROS DA BANCA :
  • JOSIANE DE CAMPOS CRUZ
  • MARIANA PINHEIRO FERNANDES
  • THYAGO MOREIRA DE QUEIROZ
  • Data: 28/02/2024

  • Mostrar Resumo
  • O consumo de alimentos obesogênicos aumenta a produção de espécies reativas de
    oxigênio, causando estresse oxidativo e disfunção mitocondrial, desencadeando
    alterações metabólicas e processos patológicos. Dietas nutricionalmente
    inadequadas no período pré-natal e pós-natal podem ter consequências
    permanentes, mesmo em condições ambientais favoráveis posteriormente. Diante
    disso, o objetivo desse estudo foi avaliar os efeitos de uma dieta obesogênica
    materna durante a gestação e lactação em ratas, focando no balanço REDOX,
    histomorfologia, expressão de genes inflamatórios e perfil de hormônios
    pancreáticos. A pesquisa foi conduzida com 16 ratas albinas fêmeas e 8
    progenitores da linhagem Wistar, seguindo as diretrizes éticas da Lei Federal no
    6.638/1979 e do Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal
    (CONCEA). As ratas prenhas foram divididas em dois grupos, recebendo diferentes
    dietas: o Grupo Controle, alimentado com a dieta de biotério Nuvilab®, e o Grupo
    Obesogênico, que recebeu uma dieta com altos teores de gorduras e carboidratos.
    O acasalamento das ratas foi monitorado, e a prenhez foi confirmada por aumento
    de peso corporal e esfregaço vaginal. Durante a gestação e lactação foi analisado o
    peso corporal semanal, índice de Lee, teste oral de tolerância à glicose e insulina e
    após o período de lactação, foi feita a eutanásia dos animais e realizadas as
    análises de perfil bioquímico sanguíneo, biomarcadores de estresse oxidativo,
    avaliação do sistema antioxidante enzimático e não enzimático, histomorfometria
    pancreática, deposição de colágeno tecidual, avaliação dos níveis séricos dos
    hormônios insulina e glucagon, além da avaliação da expressão de genes
    inflamatórios. A análise estatística foi feita utilizando o teste T de Student não
    pareado, considerando significativo p<0,05. O peso corporal do grupo obesogênico
    aumentou significativamente (p=0,0002), assim como o índice de Lee (p=0,0008).
    Os níveis de estresse oxidativo foram elevados no grupo obesogênico, com maior
    quantidade de MDA (p<0,0001) e carbonilas (p<0,0001) em comparação com o
    grupo controle. A atividade antioxidante enzimática, especialmente da superóxido
    dismutase-SOD (p<0,0001) e catalase-CAT (p=0,0002), foi mais elevada no grupo
    obesogênico. Em relação ao estado REDOX celular foi vista uma diminuição no
    grupo obesogênico (p=0,0010). As análises murinométricas do pâncreas revelaram
    aumento na área (p<0,0001), perímetro (p=0,0002) e diâmetro (p<0,0001) no grupo
    obesogênico, assim como na contagem de células por ilhota (p<0,0001). A
    expressão dos genes IL-6 (p<0,0001) e TNF (p<0,0001) aumentaram no grupo
    obesogênico. Os Níveis séricos de insulina (p=0,0132) e glucagon (p=0,039)
    também apresentaram aumento no grupo obesogênico. No teste oral de tolerância à
    glicose, houve diferença significativa após 120 minutos (p=0,0038). Os resultados
    apresentados mostram que a dieta obesogênica, durante os períodos de gestação e
    lactação, influenciou negativamente o metabolismo pancreático das ratas, com
    diminuição da tolerância a glicose e aumento de biomarcadores de estresse
    oxidativo, no entanto foi vista uma maior atividade de enzimas antioxidantes como
    uma resposta metabólica positiva ao insulto nutricional. A expressão aumentada dos
    genes inflamatórios IL-6 e TNF reforça a associação entre dieta obesogênica,
    inflamação e resistência insulínica.


  • Mostrar Abstract
  • O consumo de alimentos obesogênicos aumenta a produção de espécies reativas de
    oxigênio, causando estresse oxidativo e disfunção mitocondrial, desencadeando
    alterações metabólicas e processos patológicos. Dietas nutricionalmente
    inadequadas no período pré-natal e pós-natal podem ter consequências
    permanentes, mesmo em condições ambientais favoráveis posteriormente. Diante
    disso, o objetivo desse estudo foi avaliar os efeitos de uma dieta obesogênica
    materna durante a gestação e lactação em ratas, focando no balanço REDOX,
    histomorfologia, expressão de genes inflamatórios e perfil de hormônios
    pancreáticos. A pesquisa foi conduzida com 16 ratas albinas fêmeas e 8
    progenitores da linhagem Wistar, seguindo as diretrizes éticas da Lei Federal no
    6.638/1979 e do Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal
    (CONCEA). As ratas prenhas foram divididas em dois grupos, recebendo diferentes
    dietas: o Grupo Controle, alimentado com a dieta de biotério Nuvilab®, e o Grupo
    Obesogênico, que recebeu uma dieta com altos teores de gorduras e carboidratos.
    O acasalamento das ratas foi monitorado, e a prenhez foi confirmada por aumento
    de peso corporal e esfregaço vaginal. Durante a gestação e lactação foi analisado o
    peso corporal semanal, índice de Lee, teste oral de tolerância à glicose e insulina e
    após o período de lactação, foi feita a eutanásia dos animais e realizadas as
    análises de perfil bioquímico sanguíneo, biomarcadores de estresse oxidativo,
    avaliação do sistema antioxidante enzimático e não enzimático, histomorfometria
    pancreática, deposição de colágeno tecidual, avaliação dos níveis séricos dos
    hormônios insulina e glucagon, além da avaliação da expressão de genes
    inflamatórios. A análise estatística foi feita utilizando o teste T de Student não
    pareado, considerando significativo p<0,05. O peso corporal do grupo obesogênico
    aumentou significativamente (p=0,0002), assim como o índice de Lee (p=0,0008).
    Os níveis de estresse oxidativo foram elevados no grupo obesogênico, com maior
    quantidade de MDA (p<0,0001) e carbonilas (p<0,0001) em comparação com o
    grupo controle. A atividade antioxidante enzimática, especialmente da superóxido
    dismutase-SOD (p<0,0001) e catalase-CAT (p=0,0002), foi mais elevada no grupo
    obesogênico. Em relação ao estado REDOX celular foi vista uma diminuição no
    grupo obesogênico (p=0,0010). As análises murinométricas do pâncreas revelaram
    aumento na área (p<0,0001), perímetro (p=0,0002) e diâmetro (p<0,0001) no grupo
    obesogênico, assim como na contagem de células por ilhota (p<0,0001). A
    expressão dos genes IL-6 (p<0,0001) e TNF (p<0,0001) aumentaram no grupo
    obesogênico. Os Níveis séricos de insulina (p=0,0132) e glucagon (p=0,039)
    também apresentaram aumento no grupo obesogênico. No teste oral de tolerância à
    glicose, houve diferença significativa após 120 minutos (p=0,0038). Os resultados
    apresentados mostram que a dieta obesogênica, durante os períodos de gestação e
    lactação, influenciou negativamente o metabolismo pancreático das ratas, com
    diminuição da tolerância a glicose e aumento de biomarcadores de estresse
    oxidativo, no entanto foi vista uma maior atividade de enzimas antioxidantes como
    uma resposta metabólica positiva ao insulto nutricional. A expressão aumentada dos
    genes inflamatórios IL-6 e TNF reforça a associação entre dieta obesogênica,
    inflamação e resistência insulínica.

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  • JOSÉ MAURÍCIO LUCAS DA SILVA
  • “Efeito da DIETA HIPERLIPÍDICA ENRIQUECIDA EM ÔMEGA-3 SOBRE marcadores bioquímicos séricos e EXPRESSÃO hepática de genes anti-oxidantes e pró-inflamatórios NA PROLE DE RATAS”

  • Orientador : JOAO HENRIQUE DA COSTA SILVA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • JOAO HENRIQUE DA COSTA SILVA
  • MARIANA PINHEIRO FERNANDES
  • THIAGO DOS REIS ARAUJO
  • Data: 29/02/2024

  • Mostrar Resumo
  • A ingestão materna com dietas hiperlipídicas apresentando alto teor de ácidos graxos saturados, durante períodos que compreendem a gestação e lactação, têm sido associadas a maiores prejuízos cardiometabólicos e na expressão de genes na vida adulta da prole. Avaliamos os efeitos do enriquecimento de ômega-3 à dieta
    materna com alto teor em ácidos graxos saturados durante a gestação e lactação sobre o metabolismo, parâmetros cardiovasculares e a expressão gênica de enzimas antioxidantes e de marcadores inflamatórios da prole de ratas. As proles de ratos Wistar foram alimentadas com dieta controle (C: 19% de lipídios e razão
    ω6:ω3 = 12,66), HL (HL: 33% lipídios e razão ω6:ω3 = 21,22) ou HL enriquecida com ômega-3 (HLω3: 33% de lipídios e razão ω6:ω3 = 9,45) durante a gestação e lactação e seus filhotes machos foram avaliados. Foram avaliados na prole parâmetros bioquímicos séricos (22, 30 e 90 dias), teste de tolerância a glicose (TTG), teste de tolerância a insulina (TSI), medidas diretas de pressão arterial média (PAM), frequência cardíaca (FC), expressão gênica de marcadores inflamatórios e enzimas oxidantes no fígado aos 90 dias de vida. Para comparação dos grupos, foi utilizado o teste de ANOVA one-way, Kruskal Wallis, além dos testes de ANOVA
    two-way a fim de verificar glicemia, tempo e interação. Para correlações, foi empregado o teste Spearman. O grupo HL apresentou dislipidemia e hiperglicemia aos 22 e 90 dias, já o grupo HLω-3 demonstrou redução no perfil lipídico e glicêmico. O HLω-3 expressou maior nível de ALT aos 22 dias ao se comparar com
    o HL. Para a idade de 30 dias, somente no grupo HL evidenciou-se valor elevado de LDL. Aos 90 dias, o HLω-3 apresentou níveis de AST mais baixos quando comparados aos demais grupos. Com relação aos parâmetros cardiovasculares, o HL estabeleceu aumento da PAM aos 90 dias. Sob as análises de bioquímicas e dados cardiovasculares, foram perceptíveis correlações positivas GLI e AST, CT e AST, GLI e CT para o grupo controle e, no grupo HLω-3 foi notada uma correlação  negativa entre CT e AST. O grupo HLω-3 exibiu uma melhor resposta antioxidante e diminuição na expressão gênica de mediadores inflamatórios no fígado. Contudo, esse estudo demonstrou que o enriquecimento de ômega 3 na prole de mães expostas à dieta materna hiperlipídica é uma intervenção dietética importante de modo a reduzir riscos precoces referentes a doenças cardiovasculares, metabólicas e melhora na expressão gênica.


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  • A ingestão materna com dietas hiperlipídicas apresentando alto teor de ácidos graxos saturados, durante períodos que compreendem a gestação e lactação, têm sido associadas a maiores prejuízos cardiometabólicos e na expressão de genes na vida adulta da prole. Avaliamos os efeitos do enriquecimento de ômega-3 à dieta
    materna com alto teor em ácidos graxos saturados durante a gestação e lactação sobre o metabolismo, parâmetros cardiovasculares e a expressão gênica de enzimas antioxidantes e de marcadores inflamatórios da prole de ratas. As proles de ratos Wistar foram alimentadas com dieta controle (C: 19% de lipídios e razão
    ω6:ω3 = 12,66), HL (HL: 33% lipídios e razão ω6:ω3 = 21,22) ou HL enriquecida com ômega-3 (HLω3: 33% de lipídios e razão ω6:ω3 = 9,45) durante a gestação e lactação e seus filhotes machos foram avaliados. Foram avaliados na prole parâmetros bioquímicos séricos (22, 30 e 90 dias), teste de tolerância a glicose (TTG), teste de tolerância a insulina (TSI), medidas diretas de pressão arterial média (PAM), frequência cardíaca (FC), expressão gênica de marcadores inflamatórios e enzimas oxidantes no fígado aos 90 dias de vida. Para comparação dos grupos, foi utilizado o teste de ANOVA one-way, Kruskal Wallis, além dos testes de ANOVA
    two-way a fim de verificar glicemia, tempo e interação. Para correlações, foi empregado o teste Spearman. O grupo HL apresentou dislipidemia e hiperglicemia aos 22 e 90 dias, já o grupo HLω-3 demonstrou redução no perfil lipídico e glicêmico. O HLω-3 expressou maior nível de ALT aos 22 dias ao se comparar com
    o HL. Para a idade de 30 dias, somente no grupo HL evidenciou-se valor elevado de LDL. Aos 90 dias, o HLω-3 apresentou níveis de AST mais baixos quando comparados aos demais grupos. Com relação aos parâmetros cardiovasculares, o HL estabeleceu aumento da PAM aos 90 dias. Sob as análises de bioquímicas e dados cardiovasculares, foram perceptíveis correlações positivas GLI e AST, CT e AST, GLI e CT para o grupo controle e, no grupo HLω-3 foi notada uma correlação  negativa entre CT e AST. O grupo HLω-3 exibiu uma melhor resposta antioxidante e diminuição na expressão gênica de mediadores inflamatórios no fígado. Contudo, esse estudo demonstrou que o enriquecimento de ômega 3 na prole de mães expostas à dieta materna hiperlipídica é uma intervenção dietética importante de modo a reduzir riscos precoces referentes a doenças cardiovasculares, metabólicas e melhora na expressão gênica.

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  • DEBORA CARNEIRO DE MENDONCA
  • PREVALÊNCIA DO BRONCOESPASMO INDUZIDO POR EXERCÍCIO EM ADOLESCENTES COM E SEM ASMA APÓS PANDEMIA DA COVID-19.

  • Orientador : EDIL DE ALBUQUERQUE RODRIGUES FILHO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • EDIL DE ALBUQUERQUE RODRIGUES FILHO
  • IBERE CALDAS SOUZA LEAO
  • JOAO HENRIQUE DA COSTA SILVA
  • Data: 21/03/2024

  • Mostrar Resumo
  • A asma é uma doença respiratória crônica que afeta cerca de 300 milhões de pessoas de todas as idades em todo o mundo, com uma estimativa de 250.000 mortes por ano. Ela se apresenta de forma muito heterogênea em relação ao diagnóstico, idade de apresentação, gravidade, processo inflamatório subjacente, fatores desencadeantes, história natural e resposta à terapia. Esta heterogeneidade complica a compreensão dos fenótipos e endótipos da asma. Os sintomas envolvem episódios recorrentes de tosse, sibilância e dispneia, que variam de acordo com tempo e intensidade. Compreender a relação entre a fenotipagem e o controle da asma é essencial, para um tratamento mais preciso. Indivíduos com asma podem apresentar menor tolerância ao exercício físico devido ao agravamento dos sintomas da asma como o aumento na resistência das vias aéreas após a atividade física vigorosa, levando ao Broncoespasmo Induzido pelo Exercício (BIE), que é definido como constrição transitória das vias aéreas como consequência de esforço físico vigoroso e acomete 40% a 90% dos pacientes com asma crônica, sendo sua incidência maior em crianças e adolescentes asmáticos. A asma é uma doença na qual as infecções virais, especialmente o vírus sincicial respiratório e o rinovírus, têm incidência alta, sendo umas das principais causa das exacerbações da doença. Em novembro de 2019, o novo coronavírus, SARS-CoV-2 começou a infectar humanos. Diante desta informação surgiu a inquietação em buscar uma melhor compreensão da relação entre a COVID-19 e a prevalência de possíveis associações no BIE em adolescentes com e sem asma. Foram selecionados 18 (dezoito) pacientes com asma e 17 (dezessete) não asmáticos, diagnosticados por médico assistente especialista de acordo com os critérios do Global Initiative for Asthma. Após os procedimentos de avaliação inicial dos critérios de inclusão e exclusão, foram realizadas as coletas das assinaturas dos termos de consentimento e assentimento. Na sequência os adolescentes foram submetidos à avaliação antropométrica e a espirometria basal, em seguida foi realizada a técnica de broncoprovocação em esteira, onde o individuo tiveram que correr por 8 minutos entre a 80% a 90% da sua frequência cardíaca máxima. E medidas de VEF1 foram feitas aos cinco (5), dez (10), quinze (15) e trinta (30) minutos após a broncoprovocação para avaliar a resposta brônquica (BIE). Foram identificados 7 (38,9%) adolescentes asmáticos com BIE e 4 (23,5%) não asmático com BIE. Não foram encontradas associações entre as variáveis asma, BIE, controle da asma e sintomas respiratórios. E nem entre a asma e COVID-19, apesar de p=0,06, sugerindo a possibilidade de que essa associação pode vir a existir com o tamanho da amostra maior. Foi encontrado correlação entre a asma e o nível de controle da asma (p=0,000), entre a asma e sintomas respiratórios (p=0,002), entre COVID-19 e nível de controle da asma (p=0,046). Semelhante a associação, a as variáveis asma e COVID-19 apresentaram correlações próximas ao valor de significância (p=0,063). Estes resultados mostram que foi possível correlacionar a COVID-19 e o nível de controle da asma, sugerindo que em pacientes com asma não controlada ou grave são fatores de risco para COVID-19. Entretanto, não houve relação entre a prevalência de BIE e a presença de sintomas de asma. A relação entre asma e BIE, após período pandêmico não foi encontrado. O que nos leva a aprofundar os estudos sobre o BIE. O VEF1 teve uma queda maior ou igual 10% do valor basal, em 5 min e 10 min após o teste de broncoprovocação. Encontramos também a relação entre a asma e controle da asma, assim como a asma e os sintomas respiratório.


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  • A asma é uma doença respiratória crônica que afeta cerca de 300 milhões de pessoas de todas as idades em todo o mundo, com uma estimativa de 250.000 mortes por ano. Ela se apresenta de forma muito heterogênea em relação ao diagnóstico, idade de apresentação, gravidade, processo inflamatório subjacente, fatores desencadeantes, história natural e resposta à terapia. Esta heterogeneidade complica a compreensão dos fenótipos e endótipos da asma. Os sintomas envolvem episódios recorrentes de tosse, sibilância e dispneia, que variam de acordo com tempo e intensidade. Compreender a relação entre a fenotipagem e o controle da asma é essencial, para um tratamento mais preciso. Indivíduos com asma podem apresentar menor tolerância ao exercício físico devido ao agravamento dos sintomas da asma como o aumento na resistência das vias aéreas após a atividade física vigorosa, levando ao Broncoespasmo Induzido pelo Exercício (BIE), que é definido como constrição transitória das vias aéreas como consequência de esforço físico vigoroso e acomete 40% a 90% dos pacientes com asma crônica, sendo sua incidência maior em crianças e adolescentes asmáticos. A asma é uma doença na qual as infecções virais, especialmente o vírus sincicial respiratório e o rinovírus, têm incidência alta, sendo umas das principais causa das exacerbações da doença. Em novembro de 2019, o novo coronavírus, SARS-CoV-2 começou a infectar humanos. Diante desta informação surgiu a inquietação em buscar uma melhor compreensão da relação entre a COVID-19 e a prevalência de possíveis associações no BIE em adolescentes com e sem asma. Foram selecionados 18 (dezoito) pacientes com asma e 17 (dezessete) não asmáticos, diagnosticados por médico assistente especialista de acordo com os critérios do Global Initiative for Asthma. Após os procedimentos de avaliação inicial dos critérios de inclusão e exclusão, foram realizadas as coletas das assinaturas dos termos de consentimento e assentimento. Na sequência os adolescentes foram submetidos à avaliação antropométrica e a espirometria basal, em seguida foi realizada a técnica de broncoprovocação em esteira, onde o individuo tiveram que correr por 8 minutos entre a 80% a 90% da sua frequência cardíaca máxima. E medidas de VEF1 foram feitas aos cinco (5), dez (10), quinze (15) e trinta (30) minutos após a broncoprovocação para avaliar a resposta brônquica (BIE). Foram identificados 7 (38,9%) adolescentes asmáticos com BIE e 4 (23,5%) não asmático com BIE. Não foram encontradas associações entre as variáveis asma, BIE, controle da asma e sintomas respiratórios. E nem entre a asma e COVID-19, apesar de p=0,06, sugerindo a possibilidade de que essa associação pode vir a existir com o tamanho da amostra maior. Foi encontrado correlação entre a asma e o nível de controle da asma (p=0,000), entre a asma e sintomas respiratórios (p=0,002), entre COVID-19 e nível de controle da asma (p=0,046). Semelhante a associação, a as variáveis asma e COVID-19 apresentaram correlações próximas ao valor de significância (p=0,063). Estes resultados mostram que foi possível correlacionar a COVID-19 e o nível de controle da asma, sugerindo que em pacientes com asma não controlada ou grave são fatores de risco para COVID-19. Entretanto, não houve relação entre a prevalência de BIE e a presença de sintomas de asma. A relação entre asma e BIE, após período pandêmico não foi encontrado. O que nos leva a aprofundar os estudos sobre o BIE. O VEF1 teve uma queda maior ou igual 10% do valor basal, em 5 min e 10 min após o teste de broncoprovocação. Encontramos também a relação entre a asma e controle da asma, assim como a asma e os sintomas respiratório.

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