Projet Pédagogique de Cours

Curso de Engenharia de Energias Renováveis contemplará o egresso com uma sólida formação técnica-científica e profissional geral, capacitando-o a absorver e desenvolver novas tecnologias, estimulando a sua atuação crítica e criativa na identificação e resolução de problemas, considerando seus aspectos políticos, econômicos, sociais, ambientais (Lei nº 9.795, de 27 de abril de 1999 e Decreto nº 4.281 de 25 de junho de 2002) e culturais, com visão ética e humanística, em atendimento às demandas da sociedade. Formação multidisciplinar e eclética, permitindo sua absorção em empresas governamentais e privadas, em setores ligados à produção e distribuição de energia, planejamento energético e diversos outros setores profissionais abrangidos pela formação pretendida. As atribuições do profissional egresso do Curso de Engenharia de Energia foram firmadas pelo Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (CONFEA) que estabeleceu as atividades e competências profissionais do Engenheiro de Energia em sua Resolução nº 1.076, de 05 de julho de 2016.

O curso de Engenharia de Energias Renováveis buscará atender à CNE/CES nº 2/2019 por meio de disciplinas com metodologias ativas como: sala de aula invertida, aprendizagem voltada a projetos, projetos com culminância ao final do semestre letivo. Essa abordagem levará ao aluno, como previsto nas DCNs, pensamento crítico, liderança, capacidade de gerenciamento de projetos. Serão ofertados componentes curriculares básicos contemplando conteúdos que abranjam: Administração e Economia; Algoritmos e Programação; Ciências do Ambiente; Eletricidade; Estatística. Expressão Gráfica; Fenômenos de Transporte; Física; Informática; Matemática; Mecânica dos Sólidos; Metodologia Científica e Tecnológica; e Química.

O Curso de Engenharia de Energias Renováveis fornecerá condições aos seus profissionais egressos, ao longo da formação, as seguintes competências e habilidades:

I - formular e conceber soluções desejáveis de engenharia, analisando e compreendendo os usuários dessas soluções e seu contexto:

a) ser capaz de utilizar técnicas adequadas de observação, compreensão, registro e análise das necessidades dos usuários e de seus contextos sociais, culturais, legais, ambientais e econômicos;

b) formular, de maneira ampla e sistêmica, questões de engenharia, considerando o usuário e seu contexto, concebendo soluções criativas, bem como o uso de técnicas adequadas;

II - analisar e compreender os fenômenos físicos e químicos por meio de modelos simbólicos, físicos e outros, verificados e validados por experimentação:

a) ser capaz de modelar os fenômenos, os sistemas físicos e químicos, utilizando as ferramentas matemáticas, estatísticas, computacionais e de simulação, entre outras.

b) prever os resultados dos sistemas por meio dos modelos;

c) conceber experimentos que gerem resultados reais para o comportamento dos fenômenos e sistemas em estudo.

d) verificar e validar os modelos por meio de técnicas adequadas;

III - conceber, projetar e analisar sistemas, produtos (bens e serviços), componentes ou processos: 

a) ser capaz de conceber e projetar soluções criativas, desejáveis e viáveis, técnica e economicamente, nos contextos em que serão aplicadas;

b) projetar e determinar os parâmetros construtivos e operacionais para as soluções de Engenharia;

c) aplicar conceitos de gestão para planejar, supervisionar, elaborar e coordenar projetos e serviços de Engenharia;

IV - implantar, supervisionar e controlar as soluções de Engenharia:

a) ser capaz de aplicar os conceitos de gestão para planejar, supervisionar, elaborar e coordenar a implantação das soluções de Engenharia.

b) estar apto a gerir, tanto a força de trabalho quanto os recursos físicos, no que diz respeito aos materiais e à informação;

c) desenvolver sensibilidade global nas organizações;

d) projetar e desenvolver novas estruturas empreendedoras e soluções inovadoras para os problemas;

e) realizar a avaliação crítico-reflexiva dos impactos das soluções de Engenharia nos contextos social, legal, econômico e ambiental;


V - comunicar-se eficazmente nas formas escrita, oral e gráfica:

a) ser capaz de expressar-se adequadamente, inclusive por meio do uso consistente das tecnologias digitais de informação e comunicação (TDICs), mantendo-se sempre atualizado em termos de métodos e tecnologias disponíveis;

VI – trabalhar de forma interdisciplinar e liderar equipes multidisciplinares: 

a) ser capaz de interagir com as diferentes culturas, mediante o trabalho em equipes presenciais ou a distância, de modo que facilite a construção coletiva;

b) atuar, de forma colaborativa, ética e profissional em equipes multidisciplinares, tanto localmente quanto em rede;

c) gerenciar projetos e liderar, de forma proativa e colaborativa, definindo as estratégias e construindo o consenso nos grupos; 

d) reconhecer e conviver com as diferenças socioculturais nos mais diversos níveis em todos os contextos em que atua (globais/locais);

e) preparar-se para liderar empreendimentos em todos os seus aspectos de produção, de finanças, de pessoal e de mercado;

VII - conhecer e aplicar com ética a legislação e os atos normativos no âmbito do exercício da profissão:

a) ser capaz de compreender a legislação, a ética e a responsabilidade profissional e avaliar os impactos das atividades de Engenharia na sociedade e no meio ambiente;

b) atuar sempre respeitando a legislação, e com ética em todas as atividades, zelando para que isto ocorra também no contexto em que estiver atuando; e

VIII - aprender de forma autônoma e lidar com situações e contextos complexos, atualizando-se em relação aos avanços da ciência, da tecnologia e aos desafios da inovação:

a) ser capaz de assumir atitude investigativa e autônoma, com vistas à aprendizagem contínua, à produção de novos conhecimentos e ao desenvolvimento de novas tecnologias;

b) aprender a aprender.

c) atuar como protagonista no processo ensino-aprendizagem, por meio da aprendizagem ativa de componentes curriculares;

Além das competências gerais, o curso de engenharia de energia proporcionará ao seu egresso as competências específicas, como: supervisionar e avaliar criticamente a operação e a manutenção de sistemas de energia;  avaliar o impacto das atividades da engenharia de energia no contexto social e ambiental; avaliar a viabilidade econômica de projetos de engenharia de energias renováveis;

A metodologia de ensino e aprendizagem empregada no Curso Engenharia de Energias Renováveis do Centro Acadêmico do Sertão da UFPE baseia-se em aulas expositivas ministradas com o auxílio de recursos audiovisuais, priorizando ao máximo a dinâmica interativa sobre aspectos teóricos abordados nas aulas expositivas, discussões sobre casos práticos específicos, seminários e trabalhos individuais e em grupo, além de aprendizagem ativa, sala de aula invertida, project based learning conduzidos em diversas disciplinas do curso, em especial nas disciplinas de projeto integrador. 

O curso incentiva, também, o diálogo e a comunicação entre o professor e o aluno de modo a romper o isolamento professor x aluno, professor x professor, aluno x aluno e possibilita um processo de participação, cooperação, numa perspectiva de construção coletiva do saber, utilizando uma metodologia de ensino aprendizagem centrada no aluno, oportunizando a discussão e outras técnicas de aprendizado que estimulem a ação-reflexão-ação. Esse processo de dialética deve vir a ser obtido por meio de disciplinas denominadas projeto integrador que vão permear o curso desde o primeiro período até o ciclo profissional. Essas disciplinas têm como pressuposto troca de conhecimentos entre professor e aluno de forma que ao final da disciplina a culminância seja um projeto que possa inclusive ser apresentado a toda a comunidade acadêmica. 

Dentre as ações permanentes que o curso desenvolve e incentiva, está a organização anual de visitas didáticas a empresas de geração de energia do estado de Pernambuco (Usina hidrelétrica de Paulo Afonso – CHESF, Termopernambuco, etc.), fábricas de equipamentos eólicos e instalações de geração solar no interior do estado de Pernambuco. Além das visitas às empresas, são organizadas palestras trazendo às empresas para dentro da universidade. Essa organização é coordenada e orientada por docentes, tendo o apoio dos próprios discentes como elemento principal no processo ensino-aprendizagem. 

Outro aspecto fundamental no processo ensino e aprendizagem é a integração e consciência da localidade em que o curso se insere: Sertão nordestino. Nesse âmbito, será fomentada a integração com as prefeituras da região para realização de projetos de extensão, que visam trazer melhorias para a sociedade local, bem como divulgar o curso junto às escolas de ensino fundamental e médio da região.

Propostas utilizadas pelos docentes para fortalecer o processo de ensino e aprendizagem que fazem uso de ambientes virtuais de apoio à aprendizagem como o Google Sala de Aula e o Google Meet. 

É importante ressaltar a importância do uso do Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA) institucional. Este ambiente irá garantir uma maior padronização e integração dos recursos educacionais, tendo as ferramentas Google Meet e Google Sala de Aula como recursos complementares nesse processo de acompanhamento pedagógico, fortalecendo a identidade institucional da UFPE e acessibilidade a materiais didáticos para os discentes.

A acessibilidade metodológica empregada segue os padrões estabelecidos pela Resolução nº 11/2019 CONSUNI/UFPE. Assim, são utilizadas estratégias de ensino, recursos didático-pedagógicos acessíveis, recursos de tecnologia assistiva, oferta para docentes e técnico-administrativos de formação continuada para o aperfeiçoamento dos processos de ensino e de aprendizagem, bem como o desenvolvimento profissional com foco no atendimento em acessibilidade e inclusão educacional; tradutor e intérprete de Libras, ledor e transcritor além de outros apoios especializados que se julguem necessários, conforme a especificidade apresentada. O Núcleo de Acessibilidade da UFPE (NACE/UFPE) tem por finalidade apoiar e promover a acessibilidade aos estudantes com mobilidade reduzida, transtorno do espectro autista em atendimento a Lei 12.764/2012, transtorno funcional específico da aprendizagem, transtorno global do desenvolvimento e/ou altas habilidades/superdotação. As atividades do NACE são regulamentadas pela Portaria Normativa n° 04/2016. 

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A avaliação das aprendizagens dos estudantes, no âmbito do Curso, será orientada pela concepção explicitada no Plano de Desenvolvimento Institucional da UFPE. Tem como finalidade favorecer a análise do percurso de aprendizagem pelo próprio estudante, apoiada pelas intervenções dos professores, de maneira que sejam aprimorados seus níveis de aprofundamento teórico, de argumentação, de articulação entre teoria e prática, de construção autônoma e de questionamento crítico. 

O processo avaliativo se inicia com a apresentação e discussão do plano de ensino que, sendo o documento acadêmico oficial regulador do desenvolvimento das disciplinas, deve ser apresentado aos estudantes no início de cada disciplina, em cada semestre letivo.

Em seguida, cada professor deve apresentar aos estudantes a sua proposta docente, submetendo-as à análise e crítica, para construir um acordo de trabalho coletivo, ou seja, um Contrato Didático, no qual sejam explicitadas as atividades acadêmicas que atuarão como instrumentos de avaliação, tais como: registros sistemáticos da participação das discussões em classe pelos estudantes, fichas e qualificações pelo professor relativas às atividades escritas e orais desenvolvidas pelos estudantes; mapas de acompanhamento pelos estudantes e pelos professores da produção de textos resultantes de pesquisas bibliográficas e de campo; registros pelos estudantes e pelos professores dos relatos de estudo de campo; registros de exposições de trabalhos, apresentação de seminários; recursos diversos de autoavaliação; registro da elaboração de sínteses sobre conceitos trabalhados (mapa conceitual, estudo dirigido, prova etc.); registro da elaboração de resumos, resenhas e fichamentos; quadros descritivos da elaboração individual e em pequenos grupos de projetos de ensino, de intervenção, de análise da realidade, de diagnóstico etc.; mapas de construção de materiais didáticos; esquemas analíticos de relatórios produzidos; dentre outras atividades. 

Dessa forma, poderão ser utilizados vários instrumentos para acompanhar as aprendizagens e o desempenho dos estudantes (individual e em grupo), ao longo de todo processo de ensino. Durante esse acompanhamento, será enfatizada a modalidade de coavaliação, na qual professores e estudantes avaliam o desenvolvimento do trabalho realizado em sala de aula.

Para o desenvolvimento das aprendizagens dos estudantes com deficiências será assegurada a acessibilidade, conforme determina a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei 9394/1996, art. 59) e o Decreto 5626/2005. Para isso, alguns encaminhamentos devem ser levados em consideração em cada situação de ensino, de aprendizagem e de avaliação.

No caso do estudante surdo, orienta-se que seja garantida a acessibilidade comunicacional por meio de um tradutor/intérprete de Libras. Além disso, devem ser utilizados recursos visuais durante as aulas, bem como legendas dos vídeos a serem exibidos, como forma de promover a acessibilidade metodológica. Por se tratar de um aprendiz de segunda língua (L2), deve-se considerar a existência do uso de duas línguas por parte do estudante surdo, logo, em relação à avaliação, deve-se dar mais importância ao conteúdo, ao aspecto cognitivo de sua linguagem, à coerência e à sequência lógica das ideias, do que à forma. No que se refere à correção das provas escritas, deve-se “valorizar o aspecto semântico, reconhecendo a singularidade linguística manifestada no aspecto formal da Língua Portuguesa” (Decreto 5626/2005, art. 14, item VI). 

Para assegurar a acessibilidade do estudante com deficiência intelectual, orienta-se que o docente realize a adaptação curricular descrevendo os conteúdos mínimos necessários, a partir de um planejamento individualizado. Respeitando o planejamento, o estudante poderá se favorecer de adequações curriculares fazendo o uso de recursos visuais, de sínteses de informações, e respeito a sua temporalidade própria, tanto nos momentos de aprendizagem quanto nos de avaliação. 

No caso do estudante com Transtorno do Espectro Autista (TEA) é importante que o docente faça a adaptação curricular e realize a adequação dos materiais acadêmicos a serem utilizados no componente curricular e nos processos avaliativos. Deve ser priorizado o uso de recursos visuais e uma maior aproximação dos conceitos à realidade dos estudantes, valorizando os aspectos concretos, mais palpáveis, de sua experiência sensível. Além disso, é importante que o professor apresente seu plano de ensino, com cronograma detalhado por aula, para que haja uma melhor organização psíquica do estudante com TEA. 

Para os estudantes com deficiência visual, é fundamental saber diferenciar se o estudante é cego ou se tem baixa visão, dado que a atuação para cada uma destas condições será diferente. É importante que o professor realize uma sondagem acerca de qual o melhor mediador de leitura para garantir as aprendizagens, ou seja, qual o recurso de Tecnologia Assistiva que irá ajudar o estudante na leitura dos textos acadêmicos. Além disso, é imprescindível o uso do recurso de audiodescrição tanto das aulas, como dos processos avaliativos e dos materiais didáticos. Da mesma forma, também é imprescindível que o estudante tenha direito a ter um ledor para sua avaliação e realize uma prova em Braille ou outros formatos que lhe sejam acessíveis.

Para o estudante com Altas Habilidades/Superdotação, faz-se necessário que seja ofertada a aceleração curricular e a inserção do estudante em programas de iniciação científica e em grupos de pesquisa para que ele possa desenvolver as suas altas habilidades. É importante também atentar para a interação social do estudante nas disciplinas e com o seu grupo. Assim, realizar trabalhos em grupo pode favorecer a troca de experiências com o grupo-classe, promovendo sua integração social. 

Para cumprir seu compromisso de assegurar acessibilidade para os estudantes com deficiências e atendimento educacional especializado (AEE) para os superdotados, o Curso tem como o Núcleo de Acessibilidade da UFPE (NACE). Através dessa parceria é possível oferecer aos professores que tenham estudantes com deficiência, transtornos globais de desenvolvimento, surdez e altas habilidades/superdotação, sugestões de encaminhamentos e de metodologias alternativas, quer nas questões didáticas, quer nas formas de avaliação. 

No que se refere à qualificação das aprendizagens dos estudantes para fins de certificação de aprovação ou reprovação, a UFPE adota a Resolução n° 04/94-CCEPE, vigente, que regulamenta os critérios de frequência e rendimento escolar. Além disso, considerando que esta Resolução, ainda que vigente, está em descompasso em algum momento com o prescrito na Lei 9394/1996, é considerado o texto da referida Lei em caso de discordância. 

Os critérios avaliativos do curso seguem as normativas institucionais vigentes e incluem a realização de, no mínimo, dois exercícios escolares ao longo do período letivo, cuja média aritmética (MO) será utilizada como referência para progressão acadêmica; nota mínima exigida para aprovação direta de 7,0; nota mínima para habilitação à prova final de 3,0; cálculo da média final pela fórmula MF = (MO + PF)/2, onde PF corresponde à nota da prova final; nota mínima para aprovação na prova final de 3,0; média final mínima necessária para aprovação na disciplina de 5,0; e frequência mínima obrigatória de 75% da carga horária das aulas teóricas e práticas, computadas separadamente.

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