O perfil dos egressos do curso de Engenharia de Recursos Hídricos e do Meio Ambiente será caracterizado por uma formação técnico-científica sólida e abrangente, capacitando-os para absorver e desenvolver novas tecnologias, com capacidade de liderança e gestão de projetos. Esses profissionais estarão preparados para atuar de forma crítica e criativa como empreendedor e desenvolvedor de soluções socioambientais, com a utilização de tecnologias e soluções inovadoras, considerando os aspectos políticos, econômicos, sociais, ambientais (conforme a Lei nº 9.795, de 27 de abril de 1999, e o Decreto nº 4.281, de 25 de junho de 2002) e culturais, sempre com uma perspectiva ética e humanística que atenda às demandas da sociedade.
A formação multi-interdisciplinar e diversificada permitirá a inserção dos egressos em organizações públicas e privadas, em setores relacionados à gestão e planejamento de recursos hídricos, sustentabilidade ambiental e diversas outras áreas abrangidas pela formação. As competências profissionais dos egressos deste curso estarão alinhadas com as diretrizes estabelecidas pelo Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (CONFEA), que define as atividades e atribuições profissionais em suas resoluções específicas.
O Curso de Engenharia de Recursos Hídricos e do Meio Ambiente fornecerá aos seus egressos, ao longo da formação, as seguintes competências e habilidades:
Formular e conceber soluções desejáveis de engenharia, analisando e compreendendo os usuários dessas soluções e seu contexto: a) Ser capaz de utilizar técnicas adequadas de observação, compreensão, registro e análise das necessidades dos usuários e de seus contextos sociais, culturais, legais, ambientais e econômicos; b) Formular, de maneira ampla e sistêmica, questões de engenharia, considerando o usuário e seu contexto, concebendo soluções criativas e aplicando técnicas adequadas;
Analisar e compreender os fenômenos físicos e químicos por meio de modelos simbólicos, físicos e outros, verificados e validados por experimentação: a) Ser capaz de modelar fenômenos e sistemas hídricos e ambientais utilizando ferramentas matemáticas, estatísticas, computacionais e de simulação; b) Prever os resultados dos sistemas por meio dos modelos; c) Conceber experimentos que gerem resultados reais para o comportamento dos fenômenos e sistemas em estudo; d) Verificar e validar os modelos por meio de técnicas apropriadas;
Conceber, projetar e analisar sistemas, produtos (bens e serviços), componentes ou processos: a) Ser capaz de conceber e projetar soluções criativas, desejáveis e viáveis, técnica e economicamente, nos contextos em que serão aplicadas; b) Projetar e determinar os parâmetros construtivos e operacionais para as soluções de Engenharia de Recursos Hídricos e do Meio Ambiente; c) Aplicar conceitos de gestão para planejar, supervisionar, elaborar e coordenar projetos e serviços de Engenharia;
Implantar, supervisionar e controlar as soluções de Engenharia: a) Ser capaz de aplicar os conceitos de gestão para planejar, supervisionar, elaborar e coordenar a implantação das soluções de Engenharia de Recursos Hídricos e do Meio Ambiente; b) Estar apto a gerir tanto a força de trabalho quanto os recursos físicos, materiais e de informação; c) Desenvolver sensibilidade global nas organizações; d) Projetar e desenvolver novas estruturas empreendedoras e soluções inovadoras para os problemas; e) Realizar a avaliação crítico-reflexiva dos impactos das soluções de Engenharia nos contextos social, legal, econômico e ambiental;
Comunicar-se eficazmente nas formas escrita, oral e gráfica: a) Ser capaz de expressar-se adequadamente, seja na língua pátria ou em idioma diferente do Português, inclusive por meio do uso consistente das tecnologias digitais de informação e comunicação (TDICs), mantendo-se atualizado em termos de métodos e tecnologias disponíveis;
Trabalhar de forma multi-interdisciplinar e liderar equipes multidisciplinares: a) Ser capaz de interagir com diferentes culturas, mediante o trabalho em equipes presenciais ou à distância, facilitando a construção coletiva;
Atuar de forma colaborativa, ética e profissional em equipes multidisciplinares, tanto localmente quanto em rede; c) Gerenciar projetos e liderar proativamente, definindo estratégias e construindo consenso nos grupos; d) Reconhecer e conviver com as diferenças socioculturais em todos os contextos em que atua (globais/locais); e) Preparar-se para liderar empreendimentos em todos os seus aspectos de produção, finanças, pessoal e mercado;
Conhecer e aplicar com ética a legislação e os atos normativos no âmbito do exercício da profissão: a) Ser capaz de compreender a legislação, ética e responsabilidade profissional, avaliando os impactos das atividades de Engenharia de Recursos Hídricos e do Meio Ambiente na sociedade e no meio ambiente; b) Atuar sempre respeitando a legislação, e com ética em todas as atividades, zelando para que isto ocorra também no contexto em que estiver atuando;
Aprender de forma autônoma e lidar com situações e contextos complexos, atualizando-se em relação aos avanços da ciência, tecnologia e aos desafios da inovação: a) Ser capaz de assumir atitude investigativa e autônoma, com vistas à aprendizagem contínua, produção de novos conhecimentos e desenvolvimento de novas tecnologias; b) Aprender a aprender; c) Atuar como protagonista no processo ensino-aprendizagem, por meio da aprendizagem ativa de componentes curriculares.
Além dessas competências gerais, o curso proporcionará ao egresso as competências específicas de:
Supervisionar e avaliar criticamente a operação e manutenção de sistemas de recursos hídricos e ambientais;
Avaliar o impacto das atividades da engenharia de recursos hídricos e do meio ambiente no contexto social e ambiental;
Avaliar a viabilidade econômica de projetos de engenharia de recursos hídricos e ambientais.
A metodologia de ensino-aprendizagem empregada no Curso de Engenharia de Recursos Hídricos e do Meio Ambiente da UFPE baseia-se em aulas expositivas ministradas com o auxílio de recursos audiovisuais, priorizando ao máximo a dinâmica interativa sobre aspectos teóricos abordados nas aulas expositivas, discussões sobre casos práticos específicos, seminários, e trabalhos individuais e em grupo. O curso promoverá uma aprendizagem interdisciplinar e transdisciplinar, garantindo a integração entre ensino, pesquisa e extensão. Desse modo, ele irá incentivar o diálogo e a comunicação entre professores e alunos, promovendo um ambiente colaborativo que rompe o isolamento tradicional, possibilitando um processo de participação e cooperação na construção coletiva do saber. A metodologia é centrada no aluno, estimulando a discussão e outras técnicas de aprendizado que promovem a ação-reflexão-ação.
O curso também desenvolve e incentiva visitas didáticas a empresas e instituições relacionadas ao setor de recursos hídricos e meio ambiente. Essas visitas incluem usinas hidrelétricas, estações de tratamento de água e esgoto, e projetos de conservação ambiental no estado de Pernambuco. Além disso, serão organizadas palestras e eventos que trazem profissionais e empresas para dentro da universidade, promovendo uma troca de experiências entre o meio acadêmico e o mercado de trabalho. Essa organização é coordenada por docentes, com apoio dos discentes, sendo um elemento central no processo de ensino-aprendizagem.
Propostas metodológicas que promovem a participação ativa dos estudantes no processo de aprendizagem também são adotadas nas aulas do curso, como a sala de aula invertida em disciplinas básicas e específicas. Outras metodologias ativas, como a aprendizagem baseada em projetos (ABP) e a aprendizagem baseada em problemas (PBL), são empregadas para estimular o engajamento dos alunos.
A acessibilidade metodológica segue os padrões estabelecidos pela Resolução nº 11/2019 ConsUni UFPE. São utilizadas estratégias de ensino e recursos didático-pedagógicos acessíveis, além de recursos de tecnologia assistiva. A formação continuada para docentes e técnico- administrativos é ofertada para o aperfeiçoamento dos processos de ensino e aprendizagem, com foco no atendimento em acessibilidade e inclusão educacional. O Núcleo de Acessibilidade da UFPE (NACE/UFPE) apoia e promove a acessibilidade aos estudantes com necessidades específicas, conforme regulamentado pela Portaria Normativa. Além disso, alinha-se ao Decreto nº 7.611/2011, que regulamenta o atendimento educacional especializado, e às diretrizes do
Programa INCLUIR, que orienta a implementação da acessibilidade na educação superior. Esses referenciais garantem que a instituição ofereça suporte adequado aos estudantes com deficiência, promovendo o uso de tecnologias assistivas, materiais adaptados e metodologias inclusivas, assegurando equidade no ensino e aprendizagem.
A avaliação das aprendizagens dos estudantes, no âmbito do Curso, será orientada pela concepção explicitada no Plano de Desenvolvimento Institucional da UFPE. Tem como finalidade favorecer a análise do percurso de aprendizagem pelo próprio estudante, apoiada pelas intervenções dos professores, de maneira que sejam aprimorados seus níveis de aprofundamento teórico, de argumentação, de articulação entre teoria e prática, de construção autônoma e de questionamento crítico.
O processo avaliativo se inicia com a apresentação e discussão do plano de ensino, que, sendo o documento acadêmico oficial regulador do desenvolvimento das disciplinas, deve ser apresentado aos estudantes no início de cada disciplina, em cada semestre letivo.
Cada professor deve apresentar aos estudantes a sua proposta docente, submetendo-a à análise e crítica, para construir um acordo de trabalho coletivo, ou seja, um contrato didático, no qual sejam explicitadas as atividades acadêmicas que atuarão como instrumentos de avaliação, tais como registros sistemáticos da participação das discussões em classe pelos estudantes, fichas e qualificações pelo professor relativas às atividades escritas e orais desenvolvidas pelos estudantes, mapas de acompanhamento pelos estudantes e pelos professores da produção de textos resultantes de pesquisas bibliográficas e de campo, registros pelos estudantes e pelos professores dos relatos de estudo de campo, registros de exposições de trabalhos, apresentação de seminários, recursos diversos de autoavaliação, registro da elaboração de sínteses sobre conceitos trabalhados, elaboração de resumos, resenhas e fichamentos, projetos de ensino, de intervenção, de análise da realidade e de diagnóstico, construção de materiais didáticos e elaboração de relatórios analíticos.
Dessa forma, poderão ser utilizados diferentes instrumentos para acompanhar as aprendizagens e o desempenho dos estudantes, tanto individualmente quanto em grupo, ao longo do processo de ensino. Durante esse acompanhamento, será enfatizada a modalidade de coavaliação, na qual professores e estudantes avaliam o desenvolvimento do trabalho realizado em sala de aula.
Os critérios avaliativos do curso seguem as normativas institucionais vigentes e incluem a realização de, no mínimo, dois exercícios escolares ao longo do período letivo,
cuja média aritmética (MO) será utilizada como referência para progressão acadêmica; nota mínima exigida para aprovação direta de 7,0; nota mínima para habilitação à prova final de 3,0; cálculo da média final pela fórmula MF = (MO + PF)/2, onde PF corresponde à nota da prova final; nota mínima para aprovação na prova final de 3,0; média final mínima necessária para aprovação na disciplina de 5,0; e frequência mínima obrigatória de 75% da carga horária das aulas teóricas e práticas, computadas separadamente.
Os docentes responsáveis pelos componentes curriculares definirão os instrumentos avaliativos, garantindo a compatibilidade com os objetivos de aprendizagem e a flexibilidade metodológica. Esses instrumentos poderão incluir provas escritas, exames orais, seminários, trabalhos individuais ou em grupo, revisões bibliográficas, atividades práticas, estudos de caso e projetos interdisciplinares.
O estágio supervisionado, de caráter obrigatório, será avaliado com base no relatório final do estágio, sendo atribuídas notas pelo professor orientador e pelo supervisor quando houver.
O Trabalho de Conclusão de Curso será avaliado por uma comissão examinadora composta por três membros, designados pelo professor responsável pelo componente curricular. A avaliação considerará fundamentação teórica, coerência metodológica, clareza expositiva e domínio do tema, sendo a nota final obtida pela média entre a monografia e a defesa oral.
Para o desenvolvimento das aprendizagens dos estudantes com deficiências, será assegurada a acessibilidade, conforme determina a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei 9394/1996, art. 59) e o Decreto 5626/2005.
No caso do estudante surdo, será garantida acessibilidade comunicacional por meio de intérprete de Libras e legendagem nos vídeos.
Os estudantes com deficiência intelectual terão adaptações curriculares e o uso de recursos visuais e suporte adequado, respeitando sua temporalidade própria, tanto nos momentos de aprendizagem quanto nos de avaliação.
Os estudantes com Transtorno do Espectro Autista (TEA) terão avaliações priorizando organização visual e estruturação antecipada das atividades. Além disso, o
professor deverá apresentar seu plano de ensino com um cronograma detalhado, favorecendo uma melhor organização psíquica do estudante.
Para estudantes com deficiência visual, será garantido o uso de tecnologias assistivas, provas em Braille e o direito a ledor para suas avaliações.
Os estudantes com Altas Habilidades/Superdotação poderão ser contemplados com a aceleração curricular e inserção em programas de iniciação científica, além de participação em grupos de pesquisa.
Para assegurar a acessibilidade de estudantes com deficiência e atendimento educacional especializado para superdotados, o curso conta com o apoio do Núcleo de Acessibilidade da UFPE (NACE/UFPE) que tem por finalidade apoiar e promover a acessibilidade aos estudantes com mobilidade reduzida, transtorno do espectro autista em atendimento a Lei 12.764/2012, transtorno funcional específico da aprendizagem, transtorno global do desenvolvimento e/ou altas habilidades/superdotação. As atividades do NACE são regulamentadas pela Portaria Normativa n° 04/2016.
Ainda no escopo do processo avaliativo, os estudantes que demonstrarem extraordinário aproveitamento de estudos, em exames específicos prestados perante Banca Examinadora Especial, poderão solicitar a aceleração dos estudos, com vistas à abreviação da duração do curso de graduação, em conformidade com a resolução CCEPE UFPE nº 07 de 2013, além da previsão na LDB, §2º do artigo 47.
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