O projeto visa reorganizar o território da Atenção Primária à Saúde (APS) para torná-la mais eficiente e equitativa, enfrentando desafios identificados a partir da análise dos dados do município. A principal motivação é a distribuição desigual da carga de trabalho dos Agentes Comunitários de Saúde (ACS), com variações relevantes no número de pessoas cadastradas por ACS entre diferentes Unidades Básicas de Saúde (UBS). Embora o total de pessoas por equipe esteja, em geral, dentro do limite recomendado, a distribuição interna nas microáreas não segue um critério uniforme, gerando sobrecarga em alguns ACS e subutilização em outros. Soma-se a isso a complexidade territorial, especialmente na zona rural e em áreas com barreiras de acesso (como rios e estradas) e diferentes níveis de vulnerabilidade social. Nesse contexto, a proposta reestrutura a lógica de adscrição e cobertura, buscando vincular a população à UBS mais próxima e redistribuir a carga de trabalho dos ACS de forma equilibrada, conforme diretrizes legais (Lei nº 11.350/2006 e Política Nacional de Atenção Básica PNAB), e considerando limites recomendados tanto para equipes quanto para microáreas. O projeto também pretende apoiar uma atualização contínua dos dados, com capacitação das equipes para uso de ferramentas de geoprocessamento (como o e-SUS Território).
Estudantes dos cursos de graduação do Centro Acadêmico do Sertão
Profissionais que atuam nas Unidades Básicas de Saúde
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