O cenário de vulnerabilidade em saúde aponta para a urgência de abordagens que contemplem o cuidado integral, especialmente para populações marginalizadas no acesso aos serviços convencionais. Indivíduos adultos com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e/ou a população transvestigênere frequentemente vivenciam barreiras sistêmicas, sobrecarga sensorial e estresse de minoria. Diante disso, este projeto de extensão objetiva promover a saúde integral, o autocuidado e o bem-estar biopsicossocial de adultos com TEA e/ou da população transvestigênere por meio da oferta e vivência de Práticas Integrativas e Complementares (PICs). Cabe ressaltar que o projeto atenderá de forma independente indivíduos de ambos os grupos, não sendo requisito que o participante pertença a ambas as populações simultaneamente. A metodologia, de caráter coparticipativo e interdisciplinar, envolverá a capacitação de discentes para o acolhimento humanizado e afirmativo. As ações abrangem a triagem e a realização de atendimentos individuais e coletivos contínuos (auriculoterapia, ventosaterapia e Terapia Comunitária Integrativa), além da promoção de oficinas mensais temáticas (aromaterapia, fitoterapia, arteterapia, reflexologia podal, entre outras) focadas no desenvolvimento da autonomia, regulação emocional e fomento ao empreendedorismo social. Como resultados, espera-se a mitigação do sofrimento psíquico do público-alvo, a promoção do autocuidado, e a formação crítica dos discentes. Prevê-se ainda a produção de um e-book orientativo e de artigos científicos, consolidando uma rede de cuidado afirmativa, alinhada aos princípios de equidade do SUS e aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030.
Adultos neurodivergentes e/ou transvestigêneres
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