A adoção de práticas restaurativas no sistema prisional brasileiro revela-se uma alternativa viável, especialmente diante da necessidade de mitigar a tensão predominante nesse ambiente. Além disso, as práticas buscam promover uma comunicação mais horizontal entre os indivíduos, favorecendo a construção de relações mais colaborativas e respeitosas dentro do contexto prisional. Nesse viés, Raffaella Pallamolla defende que a Justiça Restaurativa é capaz de contribuir para a redução dos conflitos no âmbito do sistema prisional brasileiro: Dessa forma, reconhece-se que a implantação do projeto é importante por proporcionar uma alternativa pacífica e construtiva para a resolução de disputas dentro do sistema prisional. Através da promoção de um ambiente de diálogo, as práticas restaurativas podem contribuir para a diminuição da violência e da repressão, ao permitir que as mulheres envolvidas nos conflitos compartilhem suas perspectivas e busquem soluções coletivas. Esse processo não apenas favorece a reintegração à sociedade, ao estimular a reflexão sobre os próprios atos, mas também propicia uma mudança na dinâmica de poder dentro do ambiente carcerário, reduzindo a dependência de medidas autoritárias e coercitivas. Ademais, ao estimular a empatia, o diálogo e a compreensão mútua, as práticas restaurativas podem ser um instrumento fundamental para a construção de um ambiente mais humano e menos hostil nas unidades prisionais, favorecendo tanto a recuperação dos indivíduos quanto a segurança e a harmonia no contexto carcerário.
Docentes, equipe gestora e discentes da rede pública de ensino municipal
Foto Círculos Restaurativos: Colônia Penal Feminina Recife - Bom Pastor
SIGAA | Superintendência de Tecnologia da Informação (STI-UFPE) - (81) 2126-7777 | Copyright © 2006-2026 - UFRN - sigaa04.ufpe.br.sigaa04 v4.15.0.219