Diversas cidades brasileiras enfrentam a presença de animais em situação de rua, que também estão presentes em diferentes instituições públicas. A Lei da Vida (14.139/2010 PE) veda a eliminação de cães e gatos sem responsáveis (antiga Carrocinha) e regulamenta a presença dos animais comunitários em logradouros públicos no Estado de Pernambuco. Em 2017, foi sancionada a lei nacional 13.426/2017 que trata do controle de natalidade de cães e gatos. Já em 2026, foi publicado o Decreto Cão Orelha (12.877/2026), devido à grande comoção do caso grave de maus-tratos cometidos contra o Cão de mesmo nome, demonstrando que a sociedade brasileira não tolera mais esse tipo de crime, cujas multas foram ampliadas em mais de 20 vezes. Além disto, Programas Governamentais como SinPatinhas (Federal) e Mutirão de Castração (Estadual em PE), recém-criados, tornam-se importantes ferramentas no combate ao abandono e controle populacional. Apesar de um considerável progresso em ações governamentais voltadas para essa questão de Saúde única, a chegada destas à população ainda é insuficiente, o que faz com que ações extensionistas possam desempenhar um papel fundamental. Sendo assim, objetivando realizar ações que contemplem a formação de extensionistas que possam planejar, implementar e avaliar medidas de Saúde única voltadas para o manejo populacional de cães e gatos, foi criado o Projeto popularmente conhecido como Adote um Vira-lata. As atividades previstas são o planejamento, execução e avaliação de ações de manejo populacional de cães e gatos comunitários, ações de convivência ética com animais, ações de adoção de animais castrados e ações educativas nas redes sociais e em escolas públicas. Assim, os extensionistas poderão adquirir experiências voltadas para a solução de problemas práticos, aplicando conhecimentos adquiridos na Universidade e habilitar-se-ão para exercer profissões relacionadas à promoção da saúde, educação e assistência social. Além disto, a pesquisação permitirá coleta de dados e publicação de trabalhos que servirão como base para a melhoria de políticas públicas de manejo populacional de animais e saúde única.
Comunidade Acadêmica
Escolas estaduais e municipais, grupos comunitários, sociedade protetora dos animais, ONGs e sociedade em geral
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