Os saberes ancestrais de povos indígenas, comunidades quilombolas e outros grupos tradicionais têm sido historicamente invisibilizados nos espaços acadêmicos, contribuindo para processos de exclusão, epistemicídio e fragilização da permanência estudantil. O presente projeto tem como objetivo identificar e articular estudantes, mestres, territórios e práticas de cuidado tradicional em saúde, dentro e fora da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), por meio de ações extensionistas que promovam o diálogo de saberes, a valorização das práticas ancestrais e a aproximação entre universidade e comunidades. O projeto terá a metodologia de pesquisa-ação, no período de março de 2026 a dezembro de 2027, e será desenvolvido nos territórios e nos campi de Recife, Vitória e Caruaru da UFPE. A proposta está vinculada ao Programa Institucional de Extensão em Ações Afirmativas, da Diretoria de Ações Afirmativas da UFPE, e integra as ações do Projeto institucional aprovado no Programa Nacional de Apoio à Permanência, Diversidade e Visibilidade para Discentes na Área da Saúde AfirmaSUS, do Ministério da Saúde: Tecendo raízes: saberes ancestrais, pertencimento e cuidado entre territórios e universidade. O público-alvo interno serão os estudantes que ingressaram na UFPE por meio de ações afirmativas; estudantes, docentes e/ou técnicos administrativos que tenham experiência em cuidados ancestrais e integrativos em saúde. O público alvo externo será composto por pessoas de terreiros, associações e/ou lideranças locais quilombolas e indígenas, raizeiros, benzedeiras e parteiras dos territórios mapeados na presente proposta. O projeto está inserido na área temática de saúde e contempla ações afirmativas e de inovação social. Resultados esperados: impacto na formação, na permanência e na saúde dos estudantes negros, quilombolas e indígenas da UFPE; interação dialógica entre a universidade e a comunidade externa, envolvendo a população quilombola e indígena mapeadas no estudo; integração entre saberes e práticas acadêmicos e tradicionais, através da interdisciplinaridade, interprofissionalidade e diálogo com a comunidade externa; transformação social e estímulo à construção de um currículo decolonial para fortalecer uma instituição de ensino justa, com práticas antirracistas de cuidado; estímulo à interface pesquisa-extensão acadêmica com ênfase na Saúde, Educação e Cultura.
Estudantes que ingressaram na UFPE por meio de ações afirmativas; Estudantes, docentes e/ou técnicos administrativos que tenham experiência em cuidados ancestrais e integrativos em saúde
Pessoas de terreiros, associações e/ou lideranças locais quilombolas e indígenas, raizeiros, benzedeiras e parteiras dos territórios mapeados na presente proposta
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